A Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) de Goiás, realizou nesta terça-feira (20) um Dia de Campo na Fazenda Corinalves, na comunidade Olhos D’Água, em Catalão (GO). A atividade teve como objetivo apresentar alternativas viáveis e sustentáveis ao modelo hegemônico do agronegócio, com visita ao corredor agroecológico implantado na propriedade do agricultor Jamil Corinto, referência em práticas agroecológicas no território.
O encontro reuniu agricultores, técnicos, pesquisadores e representantes de organizações sociais para trocar experiências e aprofundar o debate sobre a agroecologia como caminho para a produção de alimentos saudáveis, conservação da biodiversidade e o fortalecimento da agricultura camponesa. A iniciativa reforçou que é possível produzir para além do uso de agrotóxicos, valorizando a agrobiodiversidade e os processos naturais dos ecossistemas.
Pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Cerrados e Embrapa Suínos e Aves participaram do Dia de Campo apresentando os fundamentos técnicos e os resultados dos corredores agroecológicos, desenvolvidos em parceria com a Embrapa Cerrados. Na ocasião, Altair Toledo Machado e Cynthia Machado destacaram que os corredores são áreas planejadas com base nos princípios da agroecologia, como a diversidade, a rotação de culturas e o consórcio entre espécies, elementos centrais para o equilíbrio produtivo e ambiental.
Os corredores agroecológicos cumprem funções estratégicas, como a ampliação da variabilidade genética, o estímulo ao consórcio de espécies, o controle biológico de insetos e o fortalecimento da fertilidade do solo. “A diversidade de plantas favorece o equilíbrio do agroecossistema, reduz pragas e doenças e cria condições mais saudáveis para o desenvolvimento das culturas”, pontuou Altair Machado.
Bioca
Durante a roda de conversa, técnicos do projeto Bioca, compartilharam experiências de implementação de corredores agroecológicos em diferentes municípios de Goiás, como Divinópolis, Guarani de Goiás, Simolândia, Buritinópolis e Alvorada do Norte. A troca de saberes ocorreu em uma roda de conversa, fortalecendo o diálogo entre ciência, técnica e conhecimento popular. A visita evidenciou como a agroecologia pode ser aplicada no cotidiano da agricultura familiar, conciliando produção, conservação ambiental e autonomia camponesa.
Da Terra à Mesa
Coordenador-geral do projeto Da Terra à Mesa, Murillo Notine explicou que a atividade é um intercâmbio para troca de experiências entre as equipes e uma avaliação do desenvolvimento dos corredores agroecológicos.
Executada pela Agrobio, a ação integra os projetos Da Terra à Mesa e Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca) e reafirma o compromisso das organizações envolvidas com a construção de modelos agrícolas mais diversos e sustentáveis.




















