Rede Sementes da Vida

Author name: Thaís Souza

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II Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida destaca resultados no campo e avanço da produção de sementes crioulas

Com o objetivo de ampliar a produção de sementes crioulas, fortalecer a transição agroecológica e garantir mais alimentos saudáveis à população brasileira, a equipe do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil realizou, nesta sexta-feira (24), o II Encontro Nacional Rede Sementes da Vida. A iniciativa teve como foco apresentar os resultados já alcançados durante a execução do projeto e discutir os próximos passos. Coordenador-geral do projeto, Murillo Notine apresentou o balanço da execução. “A iniciativa está presente nos estados de Goiás, Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, e já avançou também para a Paraíba, ampliando sua presença territorial”, explicou. Segundo Murillo Notine, o projeto reúne atualmente 261 Unidades Familiares de Produção Agroecológica cadastradas. “Desse total, 60,1% são conduzidas por mulheres e 13,79% por jovens, o que demonstra a força do protagonismo feminino e da juventude no campo”, destacou. Outro dado apresentado pelo coordenador foi o alcance social da iniciativa. “Hoje acompanhamos indiretamente 607 famílias agricultoras. Entre esse público, estão 135 famílias quilombolas e mais de 100 famílias indígenas, reforçando nosso compromisso com a diversidade dos territórios”, afirmou. Na área de formação e intercâmbio de experiências, os números também mostram avanço. “Já realizamos oito capacitações e 31 intercâmbios entre agricultores, técnicos e organizações parceiras. Isso fortalece o compartilhamento de saberes e metodologias voltadas à produção de sementes e ao manejo agroecológico”, pontuou. Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Geane Bezerra destacou a importância do apoio governamental às iniciativas conduzidas diretamente pelos agricultores familiares. “Quando fortalecemos projetos como a Rede Sementes da Vida, estamos investindo em produção de alimentos saudáveis, geração de renda no campo e enfrentamento à fome com base na organização dos territórios”, afirmou a coordenadora-geral de Inclusão Sócio Produtiva no MDA. Geane Bezerra também ressaltou que a parceria entre governo federal e organizações sociais amplia os resultados das políticas públicas. “São ações que chegam onde realmente precisam chegar, valorizando quem produz e preserva a biodiversidade brasileira”, completou. Dirigente nacional do Movimento Camponês Popular (MCP), Lidenilson Silva reforçou o papel das sementes crioulas e da agroecologia para o futuro da produção agrícola no país. “As sementes crioulas representam autonomia para as famílias agricultoras, conservação da agrobiodiversidade e resistência diante de um modelo que concentra terra e renda. Fortalecer esse trabalho é fortalecer o povo do campo”, declarou. Segundo Lidenilson Silva, a Rede Sementes da Vida também cumpre uma função estruturante nos territórios. “Quando organizamos produção, formação e troca de experiências, estamos criando condições para que as comunidades avancem com soberania alimentar e mais capacidade de enfrentar os desafios climáticos”, destacou. Os resultados apresentados demonstram que o investimento direto na agricultura familiar fortalece a produção de alimentos saudáveis, gera autonomia para as comunidades rurais e amplia a capacidade dos agricultores de enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O encontro reforçou ainda que as sementes crioulas seguem como patrimônio para a soberania alimentar do país.

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Cozinhas solidárias fortalecem redes de acolhimento e formação comunitária em Pernambuco

Mais do que espaços de preparo e distribuição de alimentos, as cozinhas solidárias de Pernambuco têm ampliado seu papel nas comunidades ao se firmarem como centros de formação, acolhimento e troca de saberes. A experiência recente, de formações realizadas com equipes e participantes da Cozinha Solidária Afetivas Marmitas Saudáveis, em Olinda (PE) evidencia a potência dessas iniciativas na construção de redes de apoio e fortalecimento social. Com temas como Práticas Agroecológicas e Gestão de Resíduos; Nutrição e Alimentação Saudável  e Gestão e Planejamento, as atividades formativas envolveram tanto integrantes da própria equipe quanto participantes de outras cozinhas e jovens da comunidade. A primeira formação contou com a participação de companheiras de outras iniciativas, enquanto as demais foram voltadas ao público interno da Cozinha Afetiva e às jovens defensoras do território. A coordenação das formações ficou a cargo de Ivana Kelly, que também atuou como facilitadora em um dos encontros. As atividades foram conduzidas ainda por Joana Alves, Keila Marques e Hallana Dandara, que trouxeram diferentes abordagens para temas comuns, sempre com foco nas vivências das mulheres.  Segundo Ivana Kelly, a cozinha solidária precisa ser compreendida para além de sua função básica. “Não é só um espaço de preparo de alimentos, mas um espaço de acolhimento e responsabilidade, onde a gente pode falar, opinar, refletir e aprender”, destaca. Esse entendimento é compartilhado por quem vive o dia a dia das cozinhas. Cozinheiras como Thaís Valéria, Beatriz Maria e Rozenilda Galdino relatam que o impacto das formações se reflete diretamente na forma como o trabalho é desenvolvido junto à comunidade. Para elas, a cozinha se tornou um espaço de escuta ativa, especialmente para públicos vulneráveis como jovens e idosos. “Aqui a gente não só cozinha. A gente acolhe, conversa, escuta. Tem rodas de conversa onde todo mundo ensina e aprende”, relata uma das participantes. As rodas de conversa, aliás, são apontadas como um dos principais instrumentos de transformação dentro das cozinhas. É nesses momentos que surgem debates sobre desigualdades sociais, com destaque para questões de raça e gênero. Um dos temas abordados nas formações foi a desigualdade alimentar entre mulheres brancas e mulheres negras, com base em estudos que evidenciam essas disparidades. A abordagem dos temas foi adaptada em cada encontro, mantendo o foco na realidade das participantes e incentivando a reflexão coletiva. “É muito gratificante ver que as pessoas se sentem à vontade para falar e opinar. Isso não é fácil, principalmente em espaços onde muitas vezes elas não são ouvidas”, pontua Thaís Valéria. Além do aprendizado técnico e das discussões sociais, as formações também contribuem para o fortalecimento das redes comunitárias. Para Beatriz Maria, o impacto vai além do imediato. “O papel da cozinha solidária não é só alimentar. A gente acolhe, escuta e multiplica conhecimento. Isso transforma”, afirma. As cozinhas solidárias têm se consolidado, assim, como territórios de resistência e construção coletiva, onde o alimento é apenas o ponto de partida para algo maior: o fortalecimento de vínculos, a valorização das vozes locais e a promoção de justiça social nas periferias pernambucanas.

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Cozinhas Solidárias fortalecem combate à fome e geração de renda em Goiás

As Cozinhas Solidárias seguem ampliando seu impacto social em Goiás ao unir segurança alimentar, formação cidadã e geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade. Entre os dias 17, 18 e 19 de abril, a Cozinha Solidária Estrada de Ferro, em Vianópolis, recebeu uma série de atividades formativas voltadas ao fortalecimento da iniciativa e à qualificação das participantes. A ação é executada pela Agrobio, em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP-GO). De acordo com Jeancarlos Oliveira, que atua na formação das Cozinhas Solidárias em Goiás, a programação buscou preparar as mulheres tanto para a gestão da cozinha quanto para novas oportunidades econômicas ligadas às políticas públicas de alimentação. Entre os temas debatidos estiveram o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além das possibilidades de comercialização da produção local, como panificados e outros alimentos. “Muitas dessas mulheres são agricultoras, trabalham em seus territórios e roçados, mas não possuem uma fonte fixa de renda. A cozinha solidária também cumpre esse papel de criar oportunidades econômicas”, destacou Jeancarlos. Durante a formação, também foram discutidos o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), boas práticas de manipulação de alimentos e segurança no trabalho. As atividades incluíram ainda a reorganização do novo espaço da cozinha e momentos práticos de produção, com as participantes colocando a mão na massa.

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Ação coletiva de Movimentos Sociais, Instituições e sociedade civil promove implantação de corredores agroecológicos em Sergipe

Os municípios de Lagarto, Tomar do Geru e Umbaúba, em Sergipe, receberam nos dias 18 e 19 de abril mutirões de implantação de corredores agroecológicos promovidos pelo projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. As atividades ocorreram no Câmpus do Instituto Federal de Sergipe, em Lagarto, no povoado Guarema, em Umbaúba, e no povoado Oiti, em Tomar do Geru. Os corredores agroecológicos são áreas planejadas para integrar produção agrícola, conservação ambiental e diversidade de cultivos. Funcionam como redes que conectam espaços produtivos, fortalecendo o equilíbrio ecológico e ampliando a resiliência dos territórios rurais. Esses sistemas ajudam a recuperar o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e proteger a biodiversidade. Em um cenário de mudanças climáticas, também se tornam estratégicos para garantir produção de alimentos de forma sustentável. Além dos ganhos ambientais, os corredores fortalecem a autonomia das famílias agricultoras. Com maior diversidade produtiva, os agricultores ampliam a oferta de alimentos saudáveis, reduzem a dependência de insumos externos e criam novas oportunidades de comercialização em feiras e programas institucionais. Implantação A implantação dos corredores começa ainda antes do plantio, com visitas técnicas e diálogo direto com as famílias camponesas. Nessa etapa, são identificadas áreas prioritárias a partir de critérios como disponibilidade de água, qualidade do solo e histórico de uso da terra. Depois, agricultores e técnicos realizam o planejamento coletivo dos sistemas produtivos, definindo o consórcio de culturas como milho, feijão, mandioca e outras espécies, buscando diversidade, segurança alimentar e geração de renda. O preparo do solo segue princípios agroecológicos, com prioridade para adubação orgânica, cobertura vegetal e manejo sustentável, evitando o uso de insumos químicos. Mutirões Durante os mutirões, o trabalho ganha força coletiva. Homens, mulheres e jovens participam da limpeza das áreas, marcação dos canteiros e plantio das culturas. O processo também fortalece os laços comunitários, a troca de experiências e a valorização da identidade camponesa. A ação contou com parceria do projeto Raízes Agroecológicas, apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da União Europeia (UE), coordenação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e liderança técnica da Embrapa. Também participam a Agrobio e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio do edital Da Terra à Mesa. A expectativa é expandir os corredores agroecológicos para outros territórios sergipanos, ampliando os impactos positivos sobre a produção de alimentos, o meio ambiente e a organização das comunidades rurais. Texto: Diego Eleonaldo

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Corredores agroecológicos ganham força no Pará com protagonismo da Rede Sementes da Vida

A equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, realizou nesta quinta-feira (17), na zona rural de Igarapé-Açu (PA), a implantação de um corredor agroecológico. A iniciativa aconteceu no sítio São Raimundo e reuniu reuniu agricultores, técnicos, educadores e movimentos sociais em uma ação que alia produção de alimentos, conservação ambiental e troca de saberes.  Os participantes fizeram uma roda de conversa  promovendo um ambiente de diálogo e aprendizado coletivo. Além disso, no campo, sementes de diferentes espécies foram apresentadas e discutidas, indo além do papel de insumos e sendo reconhecidas como elementos para a recuperação ambiental e a diversificação da produção. Prática Durante a implantação do corredor agroecológico, agricultores puderam compreender, na prática, o papel de cada espécie dentro do sistema. Foram discutidas funções importantes, como a melhoria da fertilidade do solo, a proteção contra processos erosivos e o controle natural de pragas e doenças. A diversidade de culturas, organizada em consórcios, foi destacada como uma das principais ferramentas para garantir equilíbrio ecológico e segurança produtiva. O modelo agroecológico apresentado reforça uma mudança de lógica no uso da terra, baseada na integração entre produção e natureza. Ao unir teoria e prática, a ação permitiu que os participantes visualizassem como os corredores agroecológicos podem atuar como áreas de regeneração, conectando fragmentos de vegetação e ampliando a biodiversidade local. Parceria Além dos Agentes Populares e Agentes de Transição Agroecológica do Projeto, participaram da implantação agricultores, integrantes do Movimento Camponês Popular (MCP) representantes do -Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF) da Universidade Federal do Pará (UFPA), professores do EJA Campo, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semaab) e da Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em defesa do meio ambiente e da vida- ANAPAMAV (ANAPAMAV).

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Rede Sementes da Vida abre contratação de combustível para fortalecer ações agroecológicas no Pará e Maranhão

Com o objetivo de garantir a execução das atividades do Projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) publicou nesta segunda-feira (6), o Termo de Referência (TDR) para contratação de empresa fornecedora de combustível, nos estados do Pará e do Maranhão. A contratação está vinculada ao programa Terra à Mesa e busca assegurar o abastecimento contínuo dos veículos utilizados nas ações de campo, consideradas fundamentais para o desenvolvimento do projeto. A previsão é de um investimento médio de R$ 800 mensais por estado, podendo variar conforme a demanda das atividades. O combustível será utilizado para viabilizar deslocamentos das equipes responsáveis por visitas técnicas, acompanhamento de áreas, implementação de corredores agroecológicos, além da realização de capacitações e intercâmbios com agricultores e agricultoras. Na prática, o serviço garante a continuidade das ações nos territórios, permitindo maior presença junto às comunidades e fortalecendo o acompanhamento das iniciativas ligadas à agroecologia e à produção de sementes crioulas. AtuaçãoAs atividades contempladas pelo contrato serão realizadas principalmente nos municípios de Igarapé-Açu, no Pará, e Governador Nunes Freire, no Maranhão. O prazo estimado da contratação é de 12 meses, com início previsto para abril de 2026. Sobre o projetoA iniciativa integra o projeto Rede Sementes da Vida, que atua na promoção da agroecologia, na valorização das sementes crioulas e na construção de cadeias produtivas sustentáveis. A ação é coordenada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com a ANAPAMAV, dentro do programa Terra à Mesa Brasil, do Governo Federal. O fornecimento de combustível representa um elemento para garantir que as ações do projeto cheguem até quem mais precisa.

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Veículos ampliam ações agroecológicas do Rede Sementes da Vida no Pará e Maranhão

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil ganhou um reforço importante para as atividades em campo no Pará e no Maranhão. Por meio do programa Terra à Mesa, do Governo Federal, foram entregues dois veículos à Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV). Os veículos vão facilitar o deslocamento das equipes e ampliar a presença junto a agricultores e agricultoras, fortalecendo ações como visitas técnicas, formações e acompanhamento das iniciativas produtivas. A expectativa é garantir mais continuidade ao trabalho já desenvolvido, especialmente no fortalecimento da agroecologia e da produção de sementes crioulas. Diretora-presidente da ANAPAMAV, Rosane Andreia Silva dos Santos, explicou que a chegada dos veículos contribui diretamente para dar mais ritmo às atividades. “Esses carros vão ajudar no acompanhamento das ações e fortalecer a produção agroecológica, principalmente no trabalho com sementes crioulas”, afirmou. Ela também destaca que o apoio melhora a articulação com as comunidades e permite um acompanhamento mais próximo das iniciativas no campo. Da Terra à MesaO Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) é construída nos estados do Pará e Maranhão em parceria com a ANAPAMAV e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional.

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Mutirão em Minas Gerais implanta corredor agroecológico e fortalece produção sustentável no campo

Dando continuidade às ações do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a equipe da iniciativa realizou, nesta terça-feira (24), um mutirão de implantação de corredor agroecológico na comunidade Córrego dos Quinquins, em Iapu (MG). Coordenada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP-MG) e a Acamponesa, a atividade reuniu agricultores e agricultoras da região em um esforço coletivo que alia produção agrícola, conservação ambiental e recuperação de áreas degradadas. Durante o mutirão, foram cultivadas diversas espécies, entre elas feijão de porco, utilizado como adubação verde, girassol, milho variedade Sol da Manhã, feijão carioca, feijão roxinho, feijão preto, feijão vermelho, gergelim e arroz. A diversidade de culturas implantadas é um dos pilares da agroecologia, contribuindo para o equilíbrio do solo, a redução de pragas e doenças e a diminuição da dependência de insumos externos. A ação evidencia também a importância do trabalho coletivo no campo. O mutirão, prática tradicional entre agricultores, se consolida como um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e construção conjunta de soluções sustentáveis. É nesse ambiente que o conhecimento técnico dialoga com a experiência prática, impulsionando a transição agroecológica nos territórios. Além dos benefícios ambientais, como a recuperação do solo e a conservação da biodiversidade, a iniciativa tem impacto direto na vida das famílias envolvidas. A produção diversificada garante uma alimentação mais saudável e fortalece a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de geração de renda no campo. Outro destaque é a valorização das sementes crioulas, que carregam a identidade cultural das comunidades e são fundamentais para a autonomia dos agricultores. Ao incentivar sua produção, beneficiamento e circulação, o projeto contribui para preservar a diversidade genética e reduzir a dependência de insumos comerciais. Com iniciativas como essa, a Rede Sementes da Vida reafirma seu compromisso com a construção de um modelo de produção baseado na sustentabilidade, na cooperação e na valorização dos saberes tradicionais, um caminho cada vez mais necessário diante dos desafios ambientais e sociais enfrentados pelo campo brasileiro.

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Rede Sementes da Vida avança em Pernambuco com diagnóstico de famílias agricultoras em Tracunhaém

Dando continuidade às ações do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a equipe técnica realizou, entre os dias 16 e 21 de março, o diagnóstico ambiental em propriedades de famílias agricultoras beneficiárias do programa Da Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Marcando mais uma etapa no avanço do projeto no estado, as atividades envolveram dez famílias dos assentamentos de Reforma Agrária Penedinho e Chico Mendes I. O projeto entra agora em uma etapa estratégica, após a conclusão do cadastramento das famílias. O diagnóstico consiste em um processo detalhado de escuta e levantamento de informações junto aos agricultores, contemplando os eixos social, administrativo, produtivo e ambiental. Entre os aspectos analisados estão a agrobiodiversidade existente nos territórios, características do relevo, clima, tipo de solo, intensidade dos ventos e a definição das áreas destinadas à implantação dos corredores agroecológicos. Outro ponto fundamental dessa etapa é o georreferenciamento das propriedades, incluindo a delimitação das parcelas, da sede dos sítios e das áreas planejadas para os corredores agroecológicos. Essas informações são essenciais para orientar, de forma técnica e participativa, as próximas ações do projeto nos territórios. Ao integrar planejamento técnico, participação social e respeito às características dos territórios, o Rede Sementes da Vida contribui para a construção de sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes conectando biodiversidade, produção e qualidade de vida no campo. Da Terra à Mesa O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com a ACCAPE e o MCP,  é construída em parceria com o Governo Federal, por meio  do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa.

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Projeto BIOCA reúne mais de 500 participantes em Dias de Campo e fortalece restauração ambiental do Cerrado no Nordeste Goiano

O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) realizou, dos dias 10 a 13 de março, uma série de Dias de Campo em municípios do Nordeste Goiano, reunindo agricultores familiares, estudantes, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de instituições públicas e organizações parceiras. As atividades ocorreram nos municípios de Alvorada do Norte, Guarani de Goiás, Divinópolis de Goiás e Cavalcante, mobilizando mais de 500 participantes em torno de debates e práticas voltadas à agroecologia, restauração ambiental e fortalecimento da agrobiodiversidade do Cerrado. Os Dias de Campo reuniram ainda representantes de diversas organizações e instituições que atuam na promoção do desenvolvimento rural sustentável. Participaram das atividades equipes da Saneago, Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto Federal Goiano (IFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/DF), Embrapa Arroz e Feijão, Ministério do Desenvolvimento Agrário (DF), Associação Quilombo Kalunga (AQK), além de estudantes de cursos ligados a agroecologia e áreas ambientais. A programação também contou com a presença de prefeitos, vereadores e secretários municipais de meio ambiente dos municípios da região, além do deputado estadual Mauro Rubem, que acompanhou parte das atividades e destacou a importância de políticas públicas voltadas para a preservação ambiental e agricultura familiar. “Projetos como o BIOCA mostram que é possível recuperar áreas degradadas, proteger as nascentes e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção e a renda das famílias agricultoras. É uma iniciativa que dialoga diretamente com o futuro do Cerrado”, afirmou o parlamentar. Coordenador-geral do projeto, Marcelo Mendonça explicou que as ações já apresentam impactos significativos na região. “Atualmente, mais de 40 hectares de áreas degradadas estão em processo de restauração ambiental por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo produtivo que integra árvores, culturas agrícolas e espécies do Cerrado. As iniciativas do projeto também já alcançam, diretamente, 90 famílias agricultoras, fortalecendo práticas produtivas sustentáveis e ampliando oportunidades de geração de renda no meio rural”, disse. Marcelo Mendonça explicou que o objetivo é demonstrar que a restauração ambiental pode caminhar lado a lado com a produção de alimentos. “Nosso trabalho busca conciliar recuperação ambiental e desenvolvimento rural. Os Sistemas Agroflorestais permitem recuperar o solo, proteger a biodiversidade e ao mesmo tempo fortalecer a autonomia e a renda das famílias agricultoras”, explicou. Outro eixo estratégico do projeto é a conservação dos recursos hídricos. As ações do BIOCA já avançam na proteção de mais de 2.400 hectares de áreas de mananciais utilizadas para abastecimento público, atualmente em processo de cercamento e recuperação ambiental. A medida contribui para proteger nascentes e matas ciliares, garantindo maior segurança hídrica para as Comunidades Rurais e para os municípios da região. Para o prefeito de Guarani de Goiás, Janezio Pereira da Silva, iniciativas como o BIOCA demonstram que é possível conciliar desenvolvimento rural e conservação ambiental. “A sustentabilidade passa pela preservação. Precisamos garantir renda para quem vive no campo sem destruir a natureza. Projetos como esse ajudam a melhorar a vida das famílias da zona rural e contribuem para o futuro do município”, destacou. Formação Durante os Dias de Campo, os participantes puderam conhecer experiências práticas implantadas nas unidades produtivas, participar de oficinas técnicas e dialogar com pesquisadores e agricultores sobre alternativas produtivas adaptadas às condições do Cerrado. Para a professora Luana Fernandes Melo, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a participação de estudantes em atividades práticas como o Dia de Campo fortalece o processo de aprendizagem. “A teoria é essencial, mas precisa desse complemento. O contato com agricultores familiares e com os sistemas produtivos no território amplia muito a nossa compreensão sobre biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, destacou. As atividades incluíram visitas a Sistemas Agroflorestais implantados, oficinas sobre conservação e uso sustentável da água e debates sobre a importância da agrobiodiversidade para a segurança alimentar e a sustentabilidade dos territórios. Para o presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Carlos Pereira, a iniciativa tem fortalecido as comunidades tradicionais e ampliado as possibilidades de produção sustentável no território. “O sistema agroflorestal é uma forma de roça diversificada que combina alimentos, árvores frutíferas e espécies do Cerrado. É um modelo que fortalece a produção, conserva o ambiente e amplia as oportunidades de renda para as comunidades”, afirmou. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, universidades, movimentos sociais e órgãos públicos. O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa promove uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, contribuindo para ampliar a renda e a qualidade de vida das famílias agricultoras do Nordeste Goiano.

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