Rede Sementes da Vida

Author name: Thaís Souza

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Rede Sementes da Vida divulga TdR para aquisição de sementes crioulas e insumos em Goiás

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil divulgou, nesta sexta-feira, 4, o Termo de Referência (TR) nº 05/2026 para aquisição de sementes crioulas e insumos destinados à implantação de corredores agroecológicos e à produção de bioinsumos em Goiás. O processo é conduzido pela Central de Associações de Agricultores do Estado de Goiás (CAAEGO) e prevê a aquisição de kits com sementes crioulas de arroz, feijão e milho, além de espécies para adubação verde e insumos como farelo de trigo, torta de mamona, farinha de osso e esterco bovino. A aquisição busca fortalecer a implantação dos corredores agroecológicos, a produção de bioinsumos e a distribuição e multiplicação das sementes crioulas. A iniciativa contribui para ampliar a diversidade dos sistemas produtivos, melhorar a qualidade do solo, reduzir a dependência de insumos convencionais e fortalecer a autonomia das famílias agricultoras e a conservação da agrobiodiversidade. O período previsto para contratação vai de 1º a 15 de setembro, e o fornecimento e a entrega dos materiais deverão ocorrer até 30 de setembro de 2026. Os produtos serão entregues em Ouvidor (GO) e destinados às ações realizadas nos municípios de atuação do projeto. O Rede Sementes da Vida integra o Da Terra à Mesa, iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e é executado pela AGROBIO em parceria com organizações nos territórios.

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Novos maquinários fortalecem ações do Rede Sementes da Vida no Pará e Maranhão

Carretinhas, tratoritos, triturador, betoneira e equipamentos destinados à Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) estão entre os novos maquinários e insumos recebidos pelas equipes do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, no Pará e no Maranhão. A chegada dos equipamentos amplia a estrutura para o desenvolvimento das ações do projeto e fortalece o trabalho realizado junto às famílias agricultoras nos dois estados. Os equipamentos vão apoiar diferentes etapas das atividades nos territórios, desde o trabalho de campo até o beneficiamento e a conservação das sementes. Na prática, a nova estrutura contribui para dar melhores condições às equipes e às famílias participantes, facilitando o manejo das áreas, a implantação e manutenção dos corredores agroecológicos e o fortalecimento das estratégias de conservação e multiplicação das sementes crioulas. Para o Agente Popular de Transição Agroecológica do projeto no Maranhão, Francisco Machado, os equipamentos representam um avanço importante para as ações desenvolvidas junto às comunidades. “A chegada desses maquinários fortalece muito o nosso trabalho nos territórios. São equipamentos que vão facilitar atividades que hoje exigem bastante esforço das famílias e das equipes, além de dar mais condições para avançarmos na implantação dos corredores agroecológicos e no trabalho com as sementes. É estrutura chegando para apoiar, de fato, quem está produzindo no campo”, destaca. A chegada dos equipamentos também contribui para consolidar estruturas que permanecerão como referência para as famílias atendidas. A Agente de Transição Agroecológica responsável pelo Pará e Maranhão, Cristiane Nascimento, a entrega fortalece uma construção que vai além da execução imediata das atividades. “Quando o projeto amplia a estrutura disponível nos territórios, amplia também as possibilidades de organização e autonomia das famílias. Esses equipamentos vão apoiar a produção, o beneficiamento e a conservação das sementes e deixar uma capacidade instalada que poderá continuar fortalecendo a agroecologia e a agricultura familiar nas comunidades”, afirma. O Rede Sementes da Vida integra o Da Terra à Mesa, iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Executado pela AGROBIO em parceria com organizações e movimentos que atuam nos territórios, o projeto desenvolve ações voltadas à conservação da agrobiodiversidade, valorização das sementes crioulas, implantação de corredores agroecológicos e fortalecimento da agricultura familiar.

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Rede Sementes da Vida divulga TdR para aquisição de sementes crioulas no Piauí

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil divulgou, nesta quinta-feira (27), o Termo de Referência (TdR) nº 04 para contratação de empresa responsável pelo fornecimento de kits de sementes crioulas. Os materiais serão destinados às famílias cadastradas no projeto para multiplicação das sementes e implantação de corredores agroecológicos no extremo sul do Piauí. O processo é conduzido pela Associação Camponesa do Estado do Piauí e Bahia (ACEPIBA), em parceria com a Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO). A aquisição faz parte das ações de Inovação Tecnológica e Estruturação Produtiva do projeto e busca fortalecer a transição agroecológica e a multiplicação de sementes nas unidades produtivas das famílias participantes. As ações contemplam os municípios de Curimatá, Júlio Borges, Parnaguá, Gilbués, Currais, Bom Jesus e Eliseu Martins, com entrega prevista na Unidade de Beneficiamento de Sementes, em Júlio Borges. O período para envio e consulta de preços vai de 27 de agosto a 11 de setembro de 2026, com análise das propostas nos dias 12 e 13 de setembro. A entrega dos kits deverá ocorrer até 30 de setembro. O Rede Sementes da Vida integra o Da Terra à Mesa, iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e é executado pela AGROBIO em parceria com organizações que atuam nos territórios. Confira o Termo de Referência completo e as condições para participação.

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Visita ao território Kalunga destaca SAFs como estratégia de restauração e geração de renda no Cerrado

A implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) como estratégia para conciliar restauração do Cerrado, produção de alimentos e geração de renda esteve entre os destaques da visita técnica realizada ao território quilombola Kalunga. Além da equipe do Projeto Bioca, a agenda reuniu representantes do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), da Associação Quilombola Kalunga (AQK), lideranças locais e famílias beneficiárias para conhecer de perto as experiências desenvolvidas no território. Gerente da Iniciativa Floresta Viva no FUNBIO, Ana Cecília Gonçalves destacou a importância de conhecer as ações desenvolvidas pela AGROBIO dentro do território Kalunga e a relação estabelecida entre os SAFs e os modos tradicionais de produção. “É muito importante estar aqui visitando o projeto da AGROBIO na comunidade quilombola Kalunga, em um território que tem mais de 80% de vegetação remanescente para a proteção do Cerrado. Estamos conhecendo áreas implementadas com Sistemas Agroflorestais que consideram o conhecimento ancestral dessa comunidade, inclusive a partir das roças de toco”, ressaltou. Para o coordenador-geral do BIOCA, Marcelo Mendonça, os SAFs representam uma experiência capaz de demonstrar, na prática, que a recuperação de áreas pode caminhar junto à produção de alimentos e ao fortalecimento das famílias.   Segundo ele, a experiência desenvolvida pelo projeto contribui para ampliar a discussão sobre a conservação do Cerrado, associando a restauração à realidade econômica e social das comunidades. “Quando restauramos e adotamos práticas conservacionistas de solo, também criamos condições para produzir comida. Isso tem gerado uma expectativa muito positiva, porque associa a necessidade de manter o Cerrado, as nascentes e as matas ciliares à produção de alimentos saudáveis. É o que chamamos de restauração ambiental inclusiva”, explicou. A analista de projetos do FUNBIO Maria Affonso Penna destacou a mobilização das comunidades e os resultados observados durante as visitas. “Vimos uma grande participação nas atividades e uma mobilização social muito forte. Também conseguimos observar o sucesso dos SAFs, com as mudas crescendo de forma satisfatória e casos em que as pessoas já estão tendo a primeira renda vinda dessas áreas, mesmo sendo tão recentes. É muito satisfatório ver um Cerrado em pé que também vai gerar renda, qualidade de vida e contribuir para a segurança alimentar dessas comunidades”, afirmou. Inclusão Vice-presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Viviane Farias ressaltou que os resultados observados também ajudam a despertar o interesse de outras famílias. Para ela, o processo já em andamento demonstra concretamente as possibilidades oferecidas pelos SAFs. À medida que as experiências avançam, outras famílias passam a enxergar a implantação desses sistemas como uma alternativa para seus próprios espaços produtivos. Essa multiplicação das experiências é uma das perspectivas do trabalho realizado no território. Os SAFs funcionam como unidades de referência para agricultores interessados em diversificar a produção e adotar práticas associadas à conservação do Cerrado. Produção e renda Essa perspectiva aparece na experiência de Bernardino da Rocha Júnior, técnico do BIOCA e também beneficiário de uma unidade de SAF.  “Meu objetivo com o SAF é ter uma unidade com muita diversificação, com plantas nativas, outras espécies e produção de grãos. Quero tirar o sustento da família e também conseguir produção para complementar a renda. E fazer disso um modelo para outras famílias”, contou. A passagem pelo território Kalunga evidenciou uma das propostas centrais do BIOCA de fazer com que a restauração ambiental esteja conectada às pessoas que vivem no território. Nesse processo, recuperar áreas não significa apenas recompor a vegetação, mas criar condições para que as famílias produzam alimentos, diversifiquem suas áreas e fortaleçam sua autonomia. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).  

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Oficinas do BIOCA fortalecem debate sobre SAFs, agroindústria e conservação no Nordeste Goiano

O fortalecimento dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), a organização produtiva das famílias e a conservação ambiental estiveram no centro de duas oficinas realizadas simultaneamente pelo Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA), nos municípios de Simolândia e Alvorada do Norte. As atividades integraram a programação da visita técnica aos territórios de atuação do projeto e reuniram agricultores e agricultoras, equipes técnicas, pesquisadores, representantes de instituições parceiras e apoiadores. Em Simolândia, no Projeto de Assentamento Zumbi dos Palmares, as discussões envolveram o fortalecimento do Coletivo de Mulheres, o tema “Do SAF à Agroindústria” e o acesso às políticas públicas e ao Plano Safra. Já no PA Brunet, em Alvorada do Norte, os participantes debateram a relação entre nascentes e SAFs, restauração ambiental, fiscalização e meio ambiente, além dos direitos e deveres das famílias assentadas. Dos SAFs à agroindústria Coordenador-geral do BIOCA, Marcelo Mendonça destacou que o projeto já alcançou a meta de implantação de 81 Sistemas Agroflorestais na região e que o momento agora é de consolidar essas experiências e pensar nos próximos passos. “Já cumprimos a nossa meta, que são os 81 SAFs em toda a região. Podemos ampliar, mas esse é o momento de fortalecer o que nós temos e avançar para as agroindústrias”, afirmou. Para Marcelo Mendonça, o desenvolvimento das cadeias produtivas é fundamental para ampliar as possibilidades de geração de renda a partir dos SAFs. A proposta é que, mais do que a produção, as famílias consigam agregar valor e acessar novos mercados. O baru foi citado como exemplo de produto nativo com potencial de comercialização dentro e fora do país. Organização produtiva As discussões também aproximaram o conhecimento produzido pelas universidades e instituições de pesquisa das experiências desenvolvidas pelas famílias no campo. O coordenador da Casa de Projetos Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), Flávio Diniz, destacou a importância de envolver pesquisadores e professores em iniciativas relacionadas às cadeias produtivas existentes nos territórios. Segundo ele, produtos como baru, mandioca e hortaliças oferecem possibilidades para articular conhecimento, organização social e desenvolvimento das comunidades. A aproximação com a universidade pode contribuir para pensar processos de beneficiamento, organização produtiva e acesso a mercados. A programação contou ainda com a participação de Marcos Antônio Oliveira, Técnico Agrícola da Embrapa Arroz e Feijão, e do professor Sigeo Júnior, da UFG, ampliando o diálogo sobre produção, conhecimento técnico e as possibilidades de fortalecimento das atividades desenvolvidas pelas famílias. Cooperação A oficina também permitiu aos participantes conhecer melhor a estrutura de financiamento e gestão que possibilita a realização das ações de restauração nos territórios. Representante do banco alemão de desenvolvimento KfW, Beatriz Rézio explicou que a instituição apoia iniciativas ambientais no Brasil e destacou a conservação como uma das pautas prioritárias da cooperação. No âmbito do Floresta Viva, os recursos destinados às ações passam pelo BNDES e chegam aos projetos de restauração selecionados para atuação nos territórios. A Analista de Projetos do FUNBIO, Maria Affonso Penna, ressaltou o papel da instituição na gestão da iniciativa e no acompanhamento das ações executadas. Segundo ela, as visitas aos territórios são importantes justamente por permitirem conhecer de perto os resultados apresentados nos relatórios e, principalmente, as pessoas responsáveis por transformar o planejamento em ações concretas. “A gente viu nascentes que vão ser recuperadas, SAFs que já foram implantados e também a parceria com a prefeitura na recuperação de uma APP. Ficamos muito felizes de ver as pessoas que fazem o projeto acontecer”, destacou. A passagem das equipes pelos municípios permitiu acompanhar diferentes frentes do BIOCA e observar como as ações de restauração se conectam à realidade das comunidades, à agricultura familiar e às parcerias estabelecidas localmente. Cerrado de pé Para o coordenador do BIOCA, Gustavo Silva, apresentar o projeto às comunidades e instituições durante as oficinas também é uma oportunidade de ampliar a compreensão sobre a proposta desenvolvida no Vão do Paranã. “O BIOCA trabalha com biodiversidade e cadeias produtivas. Aqui no Vão do Paranã, realizamos trabalhos com Sistemas Agroflorestais, nos quais produzimos alimentos e, ao mesmo tempo, colocamos o Cerrado de pé junto com essa produção”, ressaltou. Em Alvorada do Norte, a oficina “Da Nascente ao SAF: Refletir para Agir” ampliou essa discussão ao relacionar a produção nos sistemas agroflorestais à proteção dos recursos naturais. A programação abordou ainda restauração ambiental e fiscalização, com participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR), e promoveu um momento para esclarecimento sobre direitos e deveres dos assentados com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Ao desenvolver atividades simultâneas com diferentes abordagens, o BIOCA buscou conectar as várias dimensões necessárias ao desenvolvimento dos territórios: restauração ambiental, produção de alimentos, organização comunitária, políticas públicas, pesquisa, geração de renda e conservação da biodiversidade. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica, conservação da agrobiodiversidade e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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Rede Sementes da Vida divulga TdR para aquisição de insumos e sementes crioulas em Minas Gerais

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil divulgou, nesta terça-feira (25), o Termo de Referência (TdR) nº 03/2026 para contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de insumos e sementes crioulas destinados à implantação de corredores agroecológicos em municípios do Vale do Aço, em Minas Gerais. O processo é conduzido pela Associação Camponesa de Agrobiodiversidade e Comida Saudável (ACAMPONESA). O TdR prevê a aquisição de adubo fosfatado, óleo de neem e calcário dolomítico, além de 56 kits de sementes crioulas diversificadas, com variedades de arroz, feijão, milho e espécies utilizadas para adubação verde. Os materiais serão utilizados tanto na implantação dos corredores agroecológicos quanto na produção e distribuição de sementes crioulas, fortalecendo a agrobiodiversidade e a produção agroecológica nos territórios. As consultas de preços começam em 26 de agosto. Para os kits de sementes, as propostas poderão ser apresentadas até 15 de setembro, com aquisição prevista até 30 de setembro. Já para os demais insumos, a consulta segue até 20 de setembro, com compra e entrega previstas até 20 de novembro de 2026. O Rede Sementes da Vida integra o Da Terra à Mesa, iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e é executado pela AGROBIO em parceria com organizações que atuam nos territórios. Confira o Termo de Referência e participe do processo de cotação.

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BIOCA promove recuperação de APP às margens do Rio Corrente em Simolândia

A recuperação de uma Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Corrente, em Simolândia (GO), foi uma das ações acompanhadas pela equipe do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) durante visita técnica realizada no dia 18 de agosto. A agenda contou com a participação da equipe técnica do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), além de representantes do município, parceiros e pesquisadores que acompanharam as ações desenvolvidas pelo projeto no Cerrado Goiano. A área está inserida em um processo de recuperação iniciado a partir da articulação entre o BIOCA, a Prefeitura de Simolândia, a Saneago e demais parceiros. Em razão do histórico de uso e das intervenções realizadas ao longo dos anos, a APP apresenta alguns desafios. O espaço chegou a ser utilizado como parque de exposições e para a realização de eventos, o que resultou na retirada de parte da vegetação existente nas margens do rio. Durante a visita, a equipe conheceu as intervenções de restauração já realizadas e discutiu os próximos passos para a continuidade do processo de restauração. Entre as medidas adotadas está o plantio de mudas nativas e o cercamento, estratégia importante para restringir o acesso de animais e evitar novas interferências enquanto a vegetação se recupera. Secretário de Meio Ambiente de Simolândia, Valterci Gonzaga destacou que a recuperação da área possui importância ambiental e também está diretamente relacionada à segurança hídrica da população. “É muito importante para nós, no município de Simolândia, restaurar essa área. É uma Área de Preservação Permanente e o rio abastece os municípios de Simolândia e Alvorada. Estamos bem adiantados, com o cercamento muito bem feito para evitar a entrada de pessoas e animais e permitir que essa área seja totalmente recuperada”, afirmou. Segundo o secretário, a parceria estabelecida entre o município, o BIOCA e a Saneago tem sido fundamental para avançar nas ações. “Nós que moramos aqui dependemos desse rio, dependemos da água dele. Por isso, recuperar essa área é muito importante para o nosso município”, completou. Parceria A restauração da APP integra uma estratégia que busca aliar recuperação ambiental, conservação dos recursos hídricos e articulação com os atores que vivem e atuam nos territórios.  Parceira do BIOCA, a Saneago também acompanha as ações por reconhecer a importância da conservação das bacias hidrográficas para o abastecimento de água. A visita da equipe do FUNBIO permitiu acompanhar em campo o estágio da restauração e conhecer as particularidades da área. O FUNBIO é responsável pela gestão do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, que apoia projetos de restauração em corredores estratégicos do Cerrado, buscando contribuir para a recuperação da paisagem e a conectividade entre áreas de vegetação nativa. A agenda também reuniu pesquisadores e representantes de instituições parceiras, fortalecendo a troca de conhecimentos sobre restauração ecológica, agroecologia e estratégias que conciliem conservação ambiental e desenvolvimento dos territórios. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO, com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do FUNBIO. O projeto atua na restauração ecológica, conservação da agrobiodiversidade e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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BIOCA e MCP promovem plantio de espécies nativas do Cerrado em ação que reuniu equipe de filme e representantes locais

O compromisso com a conservação do Cerrado ganhou um novo capítulo no último sábado (8), em Simolândia, no Nordeste Goiano. Em uma ação que uniu meio ambiente, cultura e participação social, o Projeto BIOCA, o Movimento Camponês Popular (MCP), representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e integrantes do elenco e da produção do filme “Morrer Feito Homem” participaram do plantio de mais de 70 mudas de espécies nativas do Cerrado. A atividade teve como objetivo contribuir para a recuperação e conservação ambiental, além de sensibilizar diferentes segmentos da sociedade para a importância da proteção da vegetação nativa, das áreas próximas aos recursos hídricos e da biodiversidade do Cerrado. Entre as espécies plantadas estavam ipê, mangaba, jatobá e pequi, além de outras espécies frutíferas e ornamentais. A iniciativa também marcou a aproximação entre o trabalho de restauração ambiental desenvolvido pelo BIOCA e a produção cinematográfica que está sendo realizada na região. O filme “Morrer Feito Homem”, com produção de Joba Migliorin, envolve os municípios de Alvorada, Simolândia e Buritinópolis e contou com a participação de integrantes do elenco na ação ambiental. Participaram do plantio os atores Digão Ribeiro, Ênio Cavalcante, Démick Lopes e Laura Lufési, além de profissionais da produção do filme. A presença da equipe reforçou a possibilidade de aproximar diferentes áreas e transformar uma atividade cultural em oportunidade de mobilização e conscientização ambiental. Durante a atividade, os participantes receberam orientação técnica sobre os procedimentos adequados para o plantio e os cuidados necessários para favorecer o desenvolvimento das mudas. A equipe do BIOCA acompanhou a ação e compartilhou conhecimentos sobre a importância das espécies nativas e da recuperação de áreas degradadas. Para o projeto, iniciativas como essa contribuem para ampliar a compreensão de que a conservação do Cerrado depende da participação de diferentes atores. A união entre poder público, movimentos sociais, equipes técnicas, produtores culturais e comunidade permite compartilhar conhecimentos, responsabilidades e experiências, fortalecendo ações de proteção e recuperação ambiental. O plantio também representa uma contribuição concreta para a conservação do bioma, especialmente diante da importância das espécies nativas para a biodiversidade e para a manutenção dos recursos naturais. A participação do MCP na ação reforça o protagonismo dos movimentos camponeses na construção de práticas de cuidado com o território. Para o BIOCA, a parceria demonstra que a restauração ambiental pode ser construída de forma coletiva, envolvendo quem vive e atua diretamente nos territórios. Sobre o BIOCA O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) atua com ações voltadas à restauração ecológica, conservação da agrobiodiversidade e fortalecimento de iniciativas sustentáveis no Cerrado Goiano. O projeto é uma iniciativa da AGROBIO, com financiamento da Petrobras e do BNDES, por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do FUNBIO.

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Rede Sementes da Vida promove intercâmbio sobre tecnologias sociais, agroecologia e sementes crioulas no Pará

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil promoveu, nos dias 28 e 29 de julho, um intercâmbio em Santa Luzia do Pará (PA), reunindo agricultores e agricultoras, guardiões de sementes, organizações parceiras, técnicos e representantes de instituições comprometidas com o fortalecimento da agricultura familiar camponesa. A atividade integra o programa Terra à Mesa, do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e foi realizada em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) e a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV). Durante os dois dias de programação, os participantes trocaram experiências sobre agroecologia, tecnologias sociais, conservação da agrobiodiversidade e produção de alimentos, reforçando a importância da formação contínua, da cooperação e da construção coletiva do conhecimento para fortalecer os territórios camponeses. Tecnologias Um dos destaques do intercâmbio foi a colheita de arroz com demonstração da colheitadeira do Programa Arroz da Gente, tecnologia desenvolvida para atender às necessidades da agricultura familiar. Os participantes também acompanharam uma oficina de torração de arroz, que apresentou uma técnica de secagem utilizando o tradicional forno de farinha, valorizando os conhecimentos populares e agregando valor à produção das famílias agricultoras. Corredor agroecológico A programação incluiu ainda uma visita ao Corredor Agroecológico – Polo Irradiador de Santa Luzia do Pará, onde foram apresentadas experiências de manejo agroecológico, diversificação da produção, recuperação produtiva e conservação dos recursos naturais. O espaço tem se consolidado como uma referência para a experimentação e disseminação de práticas voltadas à transição agroecológica. Sementes crioulas Outro eixo da formação foi o melhoramento participativo de sementes crioulas. Agricultores e agricultoras aprofundaram conhecimentos sobre seleção, conservação, multiplicação e aprimoramento das variedades, fortalecendo a autonomia produtiva das famílias e a preservação da agrobiodiversidade. Além dos aspectos técnicos, o intercâmbio reforçou que as sementes crioulas representam um patrimônio construído ao longo de gerações, reunindo saberes, culturas e identidades fundamentais para a soberania alimentar e para o fortalecimento da agricultura familiar.

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BIOCA promove treinamento com drones para fortalecer ações de restauração ambiental no Cerrado Goiano

Investir em tecnologia para tornar mais eficientes as ações de restauração ambiental é uma das estratégias do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). Com esse objetivo, o projeto promoveu, nos dias 8 e 9 de julho, em parceria com o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG), da Universidade Federal de Goiás (UFG), uma formação em operação de drones e sensoriamento remoto voltada à equipe técnica e aos prestadores de serviço que atuam nas atividades de campo. A iniciativa foi realizada pelo núcleo Pró-vant, uma das áreas de atuação do Laboratório. O treinamento reuniu profissionais envolvidos na implantação e monitoramento das ações do BIOCA e combinou conteúdos teóricos e atividades práticas sobre planejamento de voos, legislação para uso de aeronaves remotamente pilotadas, processamento de imagens e aplicação do sensoriamento remoto no acompanhamento de áreas de restauração ambiental. Coordenada pelo professor Manuel Eduardo Ferreira, a formação contou com a instrução da  pesquisadora Mariana Taveira. Ela explicou que o curso foi elaborado a partir das necessidades apresentadas pela equipe do projeto, priorizando conteúdos voltados à realidade do trabalho desenvolvido em campo. “O curso foi pensado considerando a demanda da equipe, que precisava de uma formação bastante prática. Fizemos uma introdução sobre sensoriamento remoto, apresentamos os equipamentos utilizados pelo LAPIG e aprofundamos o funcionamento do drone que seria utilizado durante a capacitação. Também abordamos a legislação, que é fundamental para quem trabalha com esse tipo de tecnologia”, explicou. Segundo ela, após a etapa teórica, os participantes elaboraram seus próprios planos de voo, utilizando simuladores para treinar o controle das aeronaves e, posteriormente, realizaram voos em campo para colocar em prática o conhecimento adquirido.”Cada participante desenvolveu seu plano de voo, treinou inicialmente no simulador e depois realizou a operação do drone em campo. A turma teve um excelente desempenho, aprendeu rapidamente e demonstrou segurança durante todas as atividades. Foi uma experiência muito positiva”, destacou Mariana Taveira. Para o coordenador do Projeto BIOCA, Gustavo Silva, a incorporação de novas tecnologias representa um avanço importante para o monitoramento das áreas atendidas pelo projeto. “O curso é um importante passo para avançar nas questões de autonomia, gestão e fiscalização dos territórios. Essa autonomia é primordial para que os povos busquem celeridade ao acionar as autoridades competentes”, disse O técnico de campo Jeann Carlos Alves de Abreu, que participou da capacitação, ressaltou que o treinamento amplia as possibilidades de atuação da equipe em campo e contribui para tornar o acompanhamento das áreas mais preciso e eficiente. Já o mobilizador territorial do Projeto BIOCA, Elcivaldo Barbosa, a oficina representou uma oportunidade de ampliar conhecimentos e aproximar a equipe de uma tecnologia que será cada vez mais importante no acompanhamento das ações em campo. “Foi uma experiência muito positiva. Muitos de nós nunca tínhamos operado um drone, então a oficina permitiu conhecer os primeiros passos e entender o potencial dessa ferramenta para o nosso trabalho. Agora é continuar treinando e aperfeiçoando a prática para utilizar esse recurso de forma cada vez mais eficiente nas atividades do projeto”, destacou. Sobre o projeto O BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO, com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental, inovação tecnológica e desenvolvimento territorial.

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