Com o objetivo de subsidiar a implantação dos Corredores Agroecológicos no Assentamento Eduardo Campos, localizado em Palmares (PE), a equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, em parceria com representantes de diversas instituições realizou uma capacitação técnica.
Os agricultores participaram de uma capacitação dentro do eixo agroecológico, com abordagem de conceitos introdutórios sobre agroecologia, manejo saudável do solo, conservação e uso de sementes crioulas, políticas públicas voltadas à agricultura familiar e as diferenças estruturais entre o modelo agroecológico e o agronegócio convencional.
A formação buscou ampliar a compreensão dos assentados sobre sistemas produtivos sustentáveis e fortalecer o processo de transição agroecológica no território, com foco na diversificação da produção e na valorização da agrobiodiversidade local.
Ao final da atividade, foram realizadas as assinaturas dos projetos de crédito rural elaborados em visita técnica anterior. O acesso ao financiamento permitirá investimentos na infraestrutura produtiva das parcelas, ampliando as condições para melhoria da produção e geração de renda.
Diagnóstico
Com a realização de cinco diagnósticos iniciais nas parcelas dos assentados, a equipe deu continuidade ao cadastramento dos agricultores no projeto Rede Sementes da Vida, uma iniciativa do programa Terra à Mesa, do Governo Federal.
O instrumento técnico contempla a caracterização ambiental das áreas, levantamento de dados sociais e econômicos, análise da produção agropecuária existente e mapeamento da agrobiodiversidade já presente nas propriedades. O diagnóstico também identifica as variedades que cada agricultor deseja cultivar, permitindo que o planejamento dos corredores agroecológicos seja construído de forma participativa e alinhado à realidade produtiva local.
A ação integra políticas públicas articuladas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Banco do Brasil e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio dos programas Terra à Mesa e Programa Nacional de Formação em Ater para Assentamentos de Reforma Agrária e Contribuições para Agenda 2030 (Pró – SEMEIA).
Participação
Do projeto Rede Sementes da Vida, a atividade contou com a participação da Agente de Transição Agroecológica Anna Clara Nery Junquilho; da técnica-residente Lara Heloísa Mendonça Rebonato, do ProSEMEIA; e da professora de Zootecnia da UFRPE, Janaína Kelli Gomes Arandas.