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BIOCA realiza oficina de educação ambiental e fortalece debate sobre território e conservação no PA Rio Corrente

Com o tema: Direitos e Deveres do Assentado, Meio Ambiente e Território, a equipe do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA), realizou nesta quinta-feira (25) uma roda de conversa sobre educação ambiental. A iniciativa, que reuniu moradores do Projeto de Assentamento Rio Corrente, em Alvorada do Norte, contou com a parceria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR) de Alvorada do Norte, da Saneago e da Associação do P.A. Rio Corrente.

A atividade promoveu um espaço de troca de conhecimentos e permitiu que os moradores compartilhassem suas percepções sobre o território, os desafios enfrentados e as possibilidades de construção coletiva de soluções voltadas à proteção do Cerrado.

Fortalecimento

Presidente da Associação do PA Rio Corrente, Adeilson Moura, destacou a importância do encontro para aproximar as instituições das famílias assentadas e ampliar o acesso às informações. “Esse diálogo é muito importante para a comunidade. Muitas vezes as pessoas têm dúvidas sobre as questões ambientais e sobre seus direitos. Quando as instituições vêm até o assentamento, isso fortalece a organização da comunidade e ajuda na preservação do nosso território”, afirmou.

RL e APP

Além de apresentar conceitos sobre legislação ambiental e função das RL e App, a Sematur de Alvorada do Norte explicou o papel da fiscalização ambiental no território, as atribuições dos órgãos ambientais e a importância da atuação preventiva. A proposta foi esclarecer que a fiscalização deve atuar como instrumento de orientação e proteção dos recursos naturais, contribuindo para o bem-estar das comunidades e para a conservação do patrimônio ambiental.  “Muito mais do que uma exigência legal, as áreas protegidas garantem a manutenção dos recursos naturais, a proteção das nascentes e contribuem diretamente para a qualidade de vida das comunidades rurais”, ressaltou o secretário Leonardo Carvalho.

Direitos e deveres dos assentados

Manoel Freitas, do Grupo de Gestão Ambiental do INCRA, apresentou informações sobre a legislação agrária, os direitos e os deveres das famílias assentadas. Durante a exposição,abordou temas como o acesso às políticas de crédito rural, e questões relacionadas à infraestrutura dos assentamentos. 

Freitas também enfatizou a importância da conservação das APPs e das Reservas Legais, alertando para a necessidade de evitar a entrada de animais nessas áreas, o descarte irregular de resíduos e outras práticas que possam comprometer as nascentes e a vegetação nativa. “Conhecer os direitos e deveres é fundamental para fortalecer os assentamentos e garantir segurança às famílias. A informação é uma ferramenta importante para o desenvolvimento dos territórios”, destacou.

Água e bioindicadores

A equipe da Saneago abordou sobre a qualidade da água e a utilização de bioindicadores como ferramentas de monitoramento ambiental. Os Agentes Ambientais Adriana Avelina e Inocêncio Sousa, do Núcleo de Educação Ambiental da companhia, explicaram que determinadas espécies da fauna e da flora funcionam como indicadores da qualidade dos ambientes aquáticos e podem auxiliar na identificação de alterações nos recursos hídricos. “Os bioindicadores ajudam a compreender a saúde dos rios, das nascentes e das águas subterrâneas. Conhecer esses sinais permite que as comunidades acompanhem as condições ambientais do território”, explicou. A discussão também envolveu a qualidade da água utilizada pela população, os cuidados com nascentes, poços e cursos d’água e a importância da conservação das áreas de recarga hídrica.

Bioca

Técnico de Campo do Projeto Bioca, Hebson Limão apresentou as ações desenvolvidas no assentamento e na região, destacando os Sistemas Agroflorestais (SAFs), as áreas de preservação e as iniciativas de restauração ambiental. Segundo ele, o projeto busca integrar produção agrícola, recuperação ambiental e fortalecimento da agricultura familiar. “Apresentamos as experiências dos SAFs implantados na comunidade e mostramos como essas práticas contribuem para a recuperação das áreas, a produção de alimentos e a conservação da biodiversidade. Falamos ainda sobre os corredores agroecológicos, às sementes crioulas, soberania alimentar e a importância do Cerrado”, disse.

Sobre o projeto

O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental e desenvolvimento territorial.

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