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BIOCA promove treinamento com drones para fortalecer ações de restauração ambiental no Cerrado Goiano

Investir em tecnologia para tornar mais eficientes as ações de restauração ambiental é uma das estratégias do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). Com esse objetivo, o projeto promoveu, nos dias 8 e 9 de julho, em parceria com o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG), da Universidade Federal de Goiás (UFG), uma formação em operação de drones e sensoriamento remoto voltada à equipe técnica e aos prestadores de serviço que atuam nas atividades de campo.

A iniciativa foi realizada pelo núcleo Pró-vant, uma das áreas de atuação do Laboratório. O treinamento reuniu profissionais envolvidos na implantação e monitoramento das ações do BIOCA e combinou conteúdos teóricos e atividades práticas sobre planejamento de voos, legislação para uso de aeronaves remotamente pilotadas, processamento de imagens e aplicação do sensoriamento remoto no acompanhamento de áreas de restauração ambiental.

Coordenada pelo professor Manuel Eduardo Ferreira, a formação contou com a instrução da  pesquisadora Mariana Taveira. Ela explicou que o curso foi elaborado a partir das necessidades apresentadas pela equipe do projeto, priorizando conteúdos voltados à realidade do trabalho desenvolvido em campo. “O curso foi pensado considerando a demanda da equipe, que precisava de uma formação bastante prática. Fizemos uma introdução sobre sensoriamento remoto, apresentamos os equipamentos utilizados pelo LAPIG e aprofundamos o funcionamento do drone que seria utilizado durante a capacitação. Também abordamos a legislação, que é fundamental para quem trabalha com esse tipo de tecnologia”, explicou.

Segundo ela, após a etapa teórica, os participantes elaboraram seus próprios planos de voo, utilizando simuladores para treinar o controle das aeronaves e, posteriormente, realizaram voos em campo para colocar em prática o conhecimento adquirido.”Cada participante desenvolveu seu plano de voo, treinou inicialmente no simulador e depois realizou a operação do drone em campo. A turma teve um excelente desempenho, aprendeu rapidamente e demonstrou segurança durante todas as atividades. Foi uma experiência muito positiva”, destacou Mariana Taveira.

Para o coordenador do Projeto BIOCA, Gustavo Silva, a incorporação de novas tecnologias representa um avanço importante para o monitoramento das áreas atendidas pelo projeto. “O curso é um importante passo para avançar nas questões de autonomia, gestão e fiscalização dos territórios. Essa autonomia é primordial para que os povos busquem celeridade ao acionar as autoridades competentes”, disse

O técnico de campo Jeann Carlos Alves de Abreu, que participou da capacitação, ressaltou que o treinamento amplia as possibilidades de atuação da equipe em campo e contribui para tornar o acompanhamento das áreas mais preciso e eficiente. Já o mobilizador territorial do Projeto BIOCA, Elcivaldo Barbosa, a oficina representou uma oportunidade de ampliar conhecimentos e aproximar a equipe de uma tecnologia que será cada vez mais importante no acompanhamento das ações em campo. “Foi uma experiência muito positiva. Muitos de nós nunca tínhamos operado um drone, então a oficina permitiu conhecer os primeiros passos e entender o potencial dessa ferramenta para o nosso trabalho. Agora é continuar treinando e aperfeiçoando a prática para utilizar esse recurso de forma cada vez mais eficiente nas atividades do projeto”, destacou.

Sobre o projeto

O BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO, com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental, inovação tecnológica e desenvolvimento territorial.

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