A propriedade de dona Marivalda e seu Tiãozinho, na Comunidade Sucupira, em Catalão (GO), recebeu nesta terça-feira (21), uma atividade de campo voltada à avaliação de célula de seleção de sementes crioulas. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fornecimento da Biodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) Goiás, integra os projetos Da Terra à Mesa e Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca). A atividade reforçou o papel dos corredores agroecológicos como estratégia de conservação da agrobiodiversidade, fortalecimento da agricultura camponesa e valorização dos guardiões e guardiãs de sementes.
A ação contou com a participação dos pesquisadores da Embrapa Cerrados, Cynthia Machado e Altair Machado, além da presença de representantes das comunidades Kalunga de Monte Alegre e Cavalcante, da Comunidade Zumbi dos Palmares, do Barreiro e de comunidades vizinhas. Também esteve presente representantes da Comunidade São Pedro, de Guarani de Goiás, ampliando o intercâmbio de saberes entre povos e territórios tradicionais.
O foco da visita foi o corredor agroecológico da Marivalda, caracterizado como uma célula de seleção, espaço onde o plantio é direcionado à seleção e multiplicação de sementes, com destaque para a semente de milho Eldorado, além de variedades de arroz e feijão. A proposta do corredor é incentivar a variabilidade genética das espécies, princípio fundamental para a resiliência dos sistemas produtivos e para a soberania alimentar.
Durante a atividade, os pesquisadores da Embrapa apresentaram aspectos técnicos relacionados ao processo de seleção de sementes dentro do sistema agroecológico, ressaltando a importância do manejo feito pelos agricultores familiares.
Na sequência, Marivalda compartilhou sua trajetória dentro do MCP e falou sobre a transição agroecológica em curso em sua propriedade, destacando os desafios e conquistas desse processo. O momento de fala foi seguido por uma roda de conversa e troca de conhecimentos entre pesquisadores, agricultores e representantes das comunidades presentes.
A programação incluiu ainda uma caminhada pelo corredor agroecológico, onde foi possível observar, na prática, as etapas de seleção das sementes e o funcionamento do sistema produtivo. O encontro foi encerrado com um almoço coletivo preparado pelas mulheres da Cozinha Solidária do MCP, reforçando os laços comunitários e o caráter coletivo da iniciativa.





















