Com o objetivo de avaliar o desenvolvimento das mudas, orientar as famílias agricultoras e ajustar os manejos diante das condições climáticas, as equipes técnicas do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca) intensificaram, no mês de janeiro, as visitas técnicas e mutirões de acompanhamento aos Sistemas Agroflorestais (SAFs) implantados em diferentes territórios do Nordeste Goiano.
As atividades envolveram os técnicos de campo e mobilizadores locais, reforçando o compromisso do projeto com os territórios tradicionais e com a agroecologia como estratégia de restauração produtiva. Entre as ações realizadas, destacam-se visitas aos SAFs em Guarani de Goiás, Simolândia, Alvorada do Norte, Buritinópolis, Divinópolis de Goiás, Cavalcante e Monte Alegre de Goiás.
Para a mobilizadora, Mariene Pereira de Sousa, o acompanhamento é fundamental para a efetividade das ações. “As visitas foram feitas às famílias que implementaram os primeiros SAFs, para observarmos como está o cuidado com as sementes, se houve boa germinação e quais mudas se adaptaram ao solo”, explica.
Mariene Sousa explicou ainda que o processo vai além da verificação técnica e envolve diálogo com as famílias camponesas. “Além de ir a campo ver se SAF está sendo implementado conforme o projeto, é uma oportunidade de dialogarmos com as famílias envolvidas e deste modo fortalecer essas famílias que estão construindo a agroecologia no território. Com os SAFs, as famílias estão plantando milho crioulo, feijão, sementes de adubação verde como crotalária, girassol e guandu. Essas plantas ajudam a proteger o solo, melhorar a fertilidade e fortalecer o sistema como um todo”, detalha Mariene.
Além do acompanhamento dos sistemas já implantados, o mês de janeiro também marcou a implantação de novos SAFs em Divinópolis de Goiás, ampliando o alcance territorial do projeto e garantindo a continuidade das ações.
Parceria
As atividades de visita de campo foram realizadas em parceria com o Movimento Camponês Popular de Goiás (MCP-GO), organização que atua diretamente junto às famílias camponesas e comunidades tradicionais do território. A participação do movimento foi fundamental para garantir a mobilização local, o diálogo com as famílias e a implementação dos Sistemas Agroflorestais a partir dos princípios da agroecologia, respeitando os modos de vida, os saberes populares e as estratégias coletivas de cuidado com a terra e de fortalecimento da soberania alimentar.
















