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BIOCA promove oficinas sobre cooperativismo popular e fortalece debate sobre autonomia territorial no Nordeste Goiano

Fortalecer a organização comunitária, ampliar o acesso a mercados e estimular formas coletivas de produção foram os principais objetivos das oficinas “Cooperativismo Popular e Movimento Camponês: autonomia territorial e agroindústria no Nordeste Goiano”, promovidas pelo Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). As atividades aconteceram em Alvorada do Norte e na Comunidade Quilombola Kalunga Ema, em Teresina de Goiás, nos dias 1º e 2 de julho.

Realizadas em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Prefeitura de Alvorada do Norte, Associação Quilombola Kalunga (AQK) e o Movimento Camponês Popular (MCP), as oficinas reuniram agricultores familiares, assentados, lideranças comunitárias e moradores da região para refletir sobre alternativas de fortalecimento da economia local a partir da cooperação, da agroindústria e da valorização dos territórios tradicionais. 

Responsável pela condução das oficinas, e coordenador da Casa Projetos Sociais da UFG,  Flávio Pereira Diniz , apresentou conceitos fundamentais sobre cooperativismo popular, agricultura familiar e incubação social de cooperativas e associações. Durante os encontros, ele explicou as diferenças entre associações e cooperativas, esclareceu dúvidas dos participantes e apresentou experiências que demonstram como a organização coletiva pode fortalecer os empreendimentos rurais.

Segundo o professor, “uma associação é formada por pessoas que compartilham interesses comuns e tem finalidade social, cultural, comunitária ou de representação, sem objetivo de distribuir lucros entre seus integrantes”. Já a cooperativa é uma organização econômica criada para produzir, comercializar, comprar ou prestar serviços de forma coletiva, permitindo que os cooperados dividam os resultados obtidos com a atividade. Também procuramos compreender se esses grupos têm interesse em construir uma cooperativa em parceria com a universidade, fortalecendo iniciativas já existentes nos territórios, disse Flávio Pereira Diniz.

Técnico de Campo do projeto Bioca,  Jeann Carlos Alves de Abreu destacou que a organização comunitária é um dos pilares para fortalecer as ações de restauração ambiental e ampliar as oportunidades para as famílias rurais. Segundo ele, iniciativas como as oficinas aproximam conhecimento técnico e saberes locais, criando condições para que as comunidades construam soluções coletivas para seus desafios.

“O Bioca trabalha diretamente com as famílias na implantação de Sistemas Agroflorestais, na restauração de áreas degradadas e na valorização da produção local. Falar sobre cooperativismo e associativismo é importante porque essas formas de organização fortalecem os produtores, facilitam o acesso a mercados, agregam valor aos produtos e tornam as comunidades mais autônomas. Quando as pessoas trabalham juntas, elas conseguem produzir mais, comercializar melhor e cuidar do território de forma coletiva”, afirmou.

Espaço para trocas

Além das apresentações, as oficinas estimularam a participação ativa dos moradores, que compartilharam experiências sobre produção agrícola, extrativismo, comercialização e os desafios enfrentados pelas comunidades para agregar valor aos produtos do Cerrado.

As discussões também abordaram o papel das organizações coletivas na construção da autonomia territorial, na gestão compartilhada dos empreendimentos e no fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

Sobre o BIOCA

O BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental, organização comunitária e desenvolvimento territorial.

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