Em comemoração a Semana do Meio Ambiente, realizada em junho, a equipe técnica do projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) participou de uma programação educativa realizada na Escola Municipal Luiz Pereira Cirineu, em Divinópolis de Goiás. A ação reuniu cerca de 90 estudantes, professores e representantes de instituições parceiras em palestras e atividades práticas sobre conservação ambiental, reflorestamento e proteção do Cerrado.
Além da equipe técnica do BIOCA, a programação contou com a participação da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, do Movimento Camponês Popular (MCP) e de integrantes do FAEG Jovem. Ao longo do encontro, os estudantes discutiram temas como queimadas, desmatamento, mudanças climáticas, restauração ambiental e a importância da vegetação nativa para a qualidade de vida das comunidades.
A abertura das atividades foi marcada por uma mística conduzida pela coordenadora do MCP,Ilmaria José Lima silva, que destacou a relação entre os povos do campo e o cuidado com a natureza. Em seguida, os integrantes do FAEG Jovem, Jesuína Ferreira da Silva e Marcello Alves Vila Real Junior, conversaram com os estudantes sobre os impactos ambientais e a importância da conservação dos recursos naturais.
Segundo Jesuína, a participação dos alunos demonstrou que a temática ambiental já faz parte do cotidiano das famílias e das comunidades. “Os estudantes participaram bastante, trazendo exemplos do dia a dia e demonstrando preocupação com as queimadas, o aumento das temperaturas e a importância das árvores para melhorar a qualidade de vida”, afirmou.
O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Jair Lima, abordou os impactos das queimadas e do desmatamento, ressaltando os prejuízos causados à fauna, à vegetação e à saúde da população.
Representando o BIOCA, o técnico Jeann Carlos Alves de Abreu apresentou os conceitos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, destacando a importância da recomposição da vegetação nativa para a proteção do solo, da água e da biodiversidade.
Durante a palestra, também foram apresentados exemplos das ações desenvolvidas pela AGROBIO e pelo BIOCA na região, incluindo a recuperação de áreas degradadas, a implantação de Sistemas Agroflorestais e a conservação da agrobiodiversidade do Cerrado.
Outro tema abordado foi a importância das sementes crioulas para a soberania alimentar e a autonomia das famílias agricultoras. O milho crioulo foi apresentado como exemplo de variedade adaptada aos territórios e fundamental para a conservação da diversidade agrícola.
Oficina de mudas
Os estudantes participaram ainda de uma oficina prática de produção de mudas de baru, espécie nativa do Cerrado. Foram distribuídos 80 recipientes com terra e sementes, que permanecerão na escola sob os cuidados dos próprios alunos.
A proposta é que os estudantes acompanhem o desenvolvimento das mudas e participem futuramente de atividades de plantio em áreas verdes do município.
Para Jeann Carlos Alves de Abreu, a educação ambiental é uma ferramenta importante para aproximar os jovens da realidade do Cerrado e estimular o cuidado com os recursos naturais. “Se cada pessoa fizer a sua parte, é possível transformar as paisagens e recuperar áreas degradadas. O reflorestamento é fundamental para garantir água, proteger a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das comunidades”, destacou.
Sobre o projeto
O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica e no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

























