Rede Sementes da Vida

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Cozinha Solidária Sabores do Campo distribui 250 refeições em ação de Natal em Catalão

A Cozinha Solidária Popular Sabores do Campo realizou, neste sábado, (13) uma ação especial de encerramento das atividades de 2025 em Catalão, Goiás. Marcada pelo espírito natalino e pela valorização do trabalho coletivo, a iniciativa garantiu a distribuição de 250 refeições gratuitas para a população em situação de vulnerabilidade social. Além da oferta de alimentos, a ação teve como destaque a realização de uma roda de conversa com as mulheres voluntárias que atuam ao longo do ano na cozinha solidária. O encontro foi pensado como um momento de escuta, troca e reconhecimento, fortalecendo os vínculos entre as participantes e reafirmando a importância do trabalho coletivo. Integrante da Cozinha Solidária Sabores do Campo, Marivalda Aparecida dos Santos explicou que o almoço marcou o encerramento das atividades de 2025 e foi organizado como um gesto de gratidão. “A gente fez o último almoço do ano em celebração ao Natal. Começamos com uma roda de conversa com as mulheres e entregamos uma lembrancinha para cada uma, como forma de gratidão pelo trabalho voluntário que elas fazem durante todo o ano, sempre com muito amor e carinho”, destacou. Segundo Marivalda Aparecida dos Santos, a recepção do público foi extremamente positiva. “Todo mundo ficou muito satisfeito. Foi um momento bonito, a comida estava maravilhosa, bem feita e preparada com muito cuidado”, afirmou. A iniciativa reforça o papel da Cozinha Solidária Popular Sabores do Campo como um espaço de segurança alimentar, acolhimento e fortalecimento comunitário, evidenciando que o trabalho desenvolvido vai além da distribuição de refeições, promovendo também reconhecimento, pertencimento e valorização das pessoas envolvidas.

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Cozinha Solidária MCP Cordeiro promove oficina sobre campesinato e combate à fome  

A Cozinha Solidária MCP Cordeiro realizou, nesta sexta-feira, (12), uma oficina formativa na Escola Própria do Quilombo 7 Mucambos, em Recife. A atividade reuniu cerca de 25 participantes em uma roda de diálogo sobre a importância do campesinato e das cozinhas solidárias no enfrentamento à fome e na construção de redes de solidariedade entre o campo e a cidade. Com o tema “A importância do campesinato e das cozinhas solidárias no combate à fome”, o encontro integrou a programação do Festival Boca do Rio, iniciativa que reúne ações simultâneas em diferentes territórios, coordenadas por diferentes entidades populares. Durante a oficina, foram debatidos temas como a valorização do campesinato, a produção de sementes crioulas, a soberania alimentar e o papel estratégico das cozinhas solidárias na organização das comunidades e na garantia do direito à alimentação adequada. Para Maria Gabriela, coordenadora da Cozinha Solidária MCP Cordeiro, a atividade reforça o caráter formativo e político das cozinhas. “A cozinha solidária não é só um espaço de produção de refeições. Ela é um espaço de formação, de troca e de organização popular. Quando a gente fala de campesinato, de sementes crioulas e de alimentação saudável, estamos falando também de autonomia das comunidades e de fortalecer essa ligação entre quem produz no campo e quem se alimenta na cidade”, destacou. Distribuição A Cozinha Solidária MCP Cordeiro atua no Recife com a distribuição de cerca de 1.600 refeições por mês, atendendo famílias em situação de vulnerabilidade social.  Administradas pela Agrobio, as Cozinhas Solidárias em Pernambuco vêm se consolidando como uma estratégia fundamental no enfrentamento à insegurança alimentar, na valorização da agricultura familiar e camponesa e no fortalecimento da organização comunitária. Ao articular produção de alimentos, formação política e solidariedade, essas iniciativas reafirmam o alimento como direito, cultura e ferramenta de transformação social.

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Cozinhas Solidárias reforçam combate à fome e apoio comunitário em Sergipe

As Cozinhas Solidárias de Sergipe têm ampliado sua atuação no enfrentamento à fome e no fortalecimento de ações comunitárias em diferentes regiões do estado. Ao todo, cinco unidades acompanham de perto a realidade de famílias urbanas e rurais, garantindo um conjunto de iniciativas que vai muito além da oferta de refeições prontas. Juntas, elas distribuem cerca de 1.800 refeições por mês, atendendo públicos diversos de mulheres e crianças a camponeses e jovens em situação de vulnerabilidade. No município de Riachão do Dantas, a Cozinha Solidária Dona Zizi se tornou uma referência no combate à fome ao atender cerca de 500 famílias dos territórios de Riachão e Lagarto. Instalada em uma antiga unidade escolar cedida pela comunidade, a cozinha tem atuação fixa e também itinerante, levando refeições ao Centro de Educação de Capoeira, em uma região periférica de Lagarto, onde atende crianças e adolescentes que participam das atividades culturais do espaço. De acordo com o coordenador da unidade, Alexandre Matos, a cozinha funciona no povoado Tanque, entre os dois municípios. “A gente trabalha hoje com em torno de 500 refeições mensais. Fazemos uma ação por semana e atendemos comunidades do município de Lagarto, como o bairro Jardim Campo Novo e a comunidade Campo do Criolo, além de diferentes regiões urbanas e rurais de Riachão”, explica. Alexandre destaca que o trabalho da cozinha vai muito além da entrega de alimentos. “Ela tem uma importância muito grande para o nosso povo porque ajuda no combate à fome de forma incisiva”, afirma. As ações geralmente acontecem no período da noite, momento em que a maioria das famílias estão em casa. A estratégia também permite alcançar pessoas em situação de rua, especialmente nas áreas urbanas. “A gente reúne o pessoal, fornece as refeições e aproveita para bater um papo. Falamos sobre organização comunitária, sobre higiene, damos alguma orientação. Não é só comida: é esperança, é acolhimento.” Segundo ele, a vulnerabilidade aparece tanto nos centros urbanos quanto nas áreas rurais. “Infelizmente, na zona rural também temos pessoas em situação de vulnerabilidade, e nosso papel é chegar até elas”, completa Alexandre Matos. Outras unidades Em Salgado, a Cozinha Solidária Sabores da Serena funciona de segunda a sexta-feira e mantém uma rotina intensa de atividades. Além das 400 refeições mensais distribuídas para moradores em situação de vulnerabilidade, mulheres vítimas de violência e crianças da região, o espaço oferece oficinas de costura, reforço escolar e atividades socioeducativas. A unidade opera em parceria com a Cáritas fortalecendo o vínculo com as políticas públicas locais. A cidade de Umbaúba abriga a Cozinha Solidária Mulheres Camponesas, voltada ao atendimento de jovens e mulheres do campo. Com produção mensal de cerca de 300 refeições, a cozinha está diretamente ligada ao trabalho da agricultura familiar, especialmente à produção de farinha de mandioca e outros derivados, que fazem parte da dinâmica produtiva da comunidade. A unidade mantém uma presença contínua, atendendo regularmente o mesmo número de pessoas e reforçando a autonomia das mulheres envolvidas. Em Estância, a Cozinha Solidária Tropical Sabores da Fonte Nova atende famílias camponesas da zona rural, muitas delas vivendo em condições de vulnerabilidade social. A unidade distribui 200 refeições por mês e desenvolve ações comunitárias que fortalecem a organização territorial, contribuindo para garantir alimentação saudável às famílias que, apesar de viverem no campo, ainda enfrentam dificuldades de acesso a alimentos básicos. Na capital, a Cozinha Solidária Recanto Camponês, localizada em Aracaju, completa o conjunto de iniciativas do estado. Com produção de 400 refeições mensais, a unidade atende famílias de baixa renda, moradores de rua, imigrantes e integra os esforços da rede para ampliar a segurança alimentar nas áreas urbanas da região metropolitana. Segundo a coordenadora-geral das cozinhas, Kauane Santos Batista, o trabalho realizado em Sergipe tem um papel fundamental no cuidado com as comunidades. “As cozinhas atendem mulheres, crianças, camponeses e famílias inteiras. Elas vão muito além do alimento. Oferecem acolhimento, atividades educativas, oficinas e apoio direto às pessoas que mais precisam”, afirma. Para ela, a atuação integrada entre campo e cidade tem fortalecido bem mais que o combate à fome, mas também a construção de redes de solidariedade e autonomia local. Com presença ativa em cinco municípios, as Cozinhas Solidárias de Sergipe são geridas pela Associação Nacional pelo Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) e seguem consolidando sua importância como ferramentas de inclusão social, apoio comunitário e promoção de segurança alimentar em todo o estado. 

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Cozinhas Solidárias reforçam acesso a alimentação saudável em Pernambuco

Administradas pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), as Cozinhas Solidárias vêm garantindo o acesso regular a refeições saudáveis para centenas de famílias em situação de vulnerabilidade em Pernambuco. Atualmente, cinco unidades estão em funcionamento no estado, atendendo cerca de 1,4 mil pessoas semanalmente com alimentação preparada a partir de alimentos adquiridos principalmente via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo Maria Gabriela Freire Lins, coordenadora-geral das cozinhas solidárias em Pernambuco, o abastecimento do PAA, sobretudo de proteínas, tem assegurado um padrão de regularidade, algo fundamental para que o atendimento não seja interrompido. “As cozinhas funcionam de forma contínua e conseguem garantir refeições equilibradas com alimentos que dificilmente chegariam às comunidades a preços acessíveis”, afirma. As unidades em funcionamento atualmente são: Cozinha Solidária Cordeiro (Recife), Cozinha Solidária Afogados (Afogados da Ingazeira), Cozinha Solidária Espaço Verde (Jaboatão dos Guararapes), Cozinha Solidária Afetivas Marmitas Saudáveis (Olinda) e Cozinha Solidária Dom Hélder Câmara (Pedra). Todas funcionam dois dias por semana. Expansão a partir de janeiro De acordo com Maria Gabriela Freire Lins, as cozinhas estão em processo de ampliação da capacidade de produção e atendimento. A partir de dezembro e durante os primeiros meses do próximo ano, a maior parte das unidades vai aumentar o número de marmitas distribuídas e de famílias atendidas. “O objetivo é que mais comunidades possam ter acesso permanente a refeições saudáveis e a alimentos que são, muitas vezes, inviáveis financeiramente para boa parte das famílias atendidas”, explica. A expectativa é que outras localidades possam ser incorporadas ao atendimento. Formação e organização comunitária Além do acesso à alimentação, as cozinhas solidárias da Agrobio se consolidaram como espaços de formação comunitária. A partir deste mês, será iniciado um processo de capacitação conduzido pelas próprias cozinhas, envolvendo militantes, cozinheiras e beneficiários. As formações incluem desde temas ligados ao preparo de alimentos até debates sobre direitos sociais e cidadania. Durante 2024 e 2025, as cozinhas puderam participar de diversas formações oferecidas por parceiros. A exemplo: as três cozinhas que estão na Região Metropolitana do Recife fizeram o curso piloto de cozinhas solidárias, uma parceria do MDS com a Fiocruz. Alguns voluntários, cozinheiras (os) e coordenação de todas as cozinhas participaram das turmas do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). As pessoas das cozinhas estão envolvidas também no “Sim, eu posso”, projeto de alfabetização de jovens e adultos (EJA). Para a coordenação, o objetivo central das cozinhas solidárias da Agrobio é aproximar alimentos saudáveis da população mais vulnerável, especialmente nos territórios periféricos e no interior do estado. “Muitas famílias estão expostas à insegurança alimentar e à falta de condições de acesso a refeições mais nutritivas. A cozinha solidária contribui para garantir esse direito básico”, conclui a coordenadora.

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Cozinha Popular do Cerrado distribui refeições e garante alimentação para mais de 600 pessoas na Grande Goiânia

Mais de 600 pessoas foram atendidas neste fim de semana por ações da Cozinha Solidária Popular do Cerrado, que realizou a distribuição gratuita de refeições em Goiânia e Aparecida de Goiânia. A iniciativa reforça o combate à fome na região e fortalece redes comunitárias que já atuam no apoio social. Na capital, a atividade realizada no terreiro de tradição Jeje-Nagô, no Setor Dom Fernando II, serviu aproximadamente 200 refeições em um dia de programação religiosa e cultural. Já na ocupação Alto da Boa Vista, em Aparecida de Goiânia, outras centenas de refeições foram produzidas em parceria com o Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), que mantém ações permanentes na região, com distribuição de alimentos nessa ocupação pelo menos duas vezes ao mês. Além disso, no sábado, houve uma nova ação da Cozinha Solidária Popular do Cerrado em parceria com a Associação de Educação, Cultura e Cidadania (ADEC), que também desenvolve atividades voltadas à comunidade em situação de vulnerabilidade, principalmente em períodos de maior circulação de famílias, e que também está ligada a atividades de cunho religioso. Segundo Jeancarlos Oliveira, coordenador-geral das Cozinhas em Goiás, as ações seguem um modelo comunitário que une solidariedade, cultura e alimentação. “Esses espaços já possuem uma dinâmica própria de acolhimento e organização comunitária, onde a alimentação cumpre papel central”, afirma. Administrada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), a Cozinha Solidária Popular do Cerrado segue articulando parcerias com movimentos sociais e coletivos urbanos para garantir o acesso regular a refeições e fortalecer a segurança alimentar na Grande Goiânia.

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Rede Sementes da Vida avança com implantação de 13 corredores agroecológicos em Goiás

O mês de novembro marcou um novo avanço da agroecologia em Goiás. A equipe técnica do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, implantou 13 corredores agroecológicos e células de seleção de sementes crioulas em diferentes regiões do estado. A ação foi conduzida pela Central de Associações de Agricultores do Estado de Goiás (CAAEGO), com o apoio direto do Movimento Camponês Popular (MCP). A equipe percorreu quatro mesorregiões goianas, passando pela Estrada de Ferro, pelo Centro, bem como pelo Sudeste e Norte Goiano. Em cada propriedade, os técnicos trabalharam junto aos agricultores para organizar sistemas produtivos que unem produção agrícola, conservação do Cerrado e manejo das sementes tradicionais. Os novos corredores e cinturões agroecológicos, somados às células de seleção, passam agora a integrar o dia a dia de agricultores de municípios como Catalão, Vianópolis, Heitoraí, Guarinos, Jaraguá e Santa Terezinha de Goiás. Segundo o Agente de Transição Agroecológica em Goiás, Juliano César da Silva, o trabalho foi realizado de forma personalizada, respeitando o ritmo e as características de cada família. “Cada unidade recebeu orientação técnica, croquis de implantação, sementes crioulas, adubação verde e acompanhamento direto no preparo do solo. As variedades de milho que trabalhamos reforçam esse compromisso com o resgate da agrobiodiversidade do Cerrado”, destacou. As implantações mostram que os corredores agroecológicos fortalecem a autonomia das famílias ao ampliar a diversidade de cultivos e melhorar a saúde do solo com práticas de adubação verde. Com isso, diminui a necessidade de insumos externos, aumenta a resiliência ambiental e traz mais estabilidade econômica para quem vive da terra. Para muitas famílias, dominar as técnicas de seleção e manter bancos de sementes próprias representa segurança e soberania sobre o processo produtivo. Parceria A parceria com o MCP foi fundamental para o sucesso das ações.Essa união entre conhecimento técnico e saber popular contribui como um dos grandes diferenciais da etapa no estado. Com os 13 corredores agroecológicos implantados, a Rede Sementes da Vida reforça a construção de um modelo agrícola baseado na cooperação e na valorização das sementes crioulas como patrimônio das comunidades. A experiência em Goiás deixa claro que agroecologia não é apenas uma técnica de produção, é caminho de autonomia, pertencimento e futuro para as famílias que cultivam e protegem a vida no campo.

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Com distribuição de quase 5 mil refeições por mês, Cozinhas Solidárias garantem dignidade a famílias de Goiás

O combate à fome e o fortalecimento comunitário avançam em Goiás com a atuação das Cozinhas Solidárias, iniciativa apoiada pela Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), que transforma organização popular, trabalho voluntário e alimentos da agricultura familiar em dignidade para milhares de pessoas. Somadas, as unidades do estado distribuem cerca de 4.700 refeições gratuitas por mês, alcançando famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica e populações em insegurança alimentar. Em Goiás, a AGROBIO gerencia um conjunto de oito Cozinhas Solidárias que, ao longo dos anos, se consolidaram como espaços de acolhimento, proteção social e mobilização comunitária. Enraizadas em diferentes territórios urbanos e rurais, elas se mantêm graças à participação de moradores, movimentos sociais, agricultoras e agricultores familiares, além de parcerias que reconhecem na alimentação um direito básico e inegociável. Na capital, Goiânia abriga três unidades: Cidade Livre, Vila Mutirão e Jardim Curitiba, todas voltadas ao atendimento de moradores de bairros periféricos com alta demanda por políticas de segurança alimentar. No interior, o trabalho se estende a diferentes regiões do estado, com Cozinhas Solidárias em Catalão, Simolândia, Vianópolis e Crixás, cada uma com sua dinâmica própria de funcionamento e articulação comunitária.  As cozinhas atuam de forma escalonada, organizando os calendários de produção conforme a capacidade de cada unidade, a disponibilidade de alimentos da agricultura familiar e o fluxo de voluntários. O modelo garante regularidade na oferta de refeições, reduz desperdícios e fortalece redes locais de abastecimento, priorizando sempre alimentos saudáveis, frescos e produzidos no Cerrado. O impacto vai além da entrega das marmitas. As Cozinhas Solidárias criam vínculos, fortalecem a autoestima de quem recebe e de quem prepara, ampliam oportunidades e consolidam redes de cuidado nos territórios. As unidades funcionam como centros comunitários de alimentação e convivência, mantidos por meio de doações, parcerias locais e apoio do Programa Cozinha Solidária, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).  Parceria Além de fornecer refeições, promovem oficinas de formação, ações de educação alimentar e nutricional e mobilização social pelo direito humano à alimentação adequada. As cozinhas movimentam a agricultura familiar, adquirindo alimentos diretamente de produtoras e produtores locais, garantindo renda no campo, valorizando práticas sustentáveis e fortalecendo a economia circular. Na produção das refeições, mulheres chefes de família e lideranças comunitárias encontram trabalho, autonomia e reconhecimento. Essa engrenagem, que conecta campo e cidade, cria um ciclo permanente de solidariedade: quem produz tem renda garantida; quem cozinha fortalece seu território; quem recebe encontra nutrição, respeito e acolhimento.

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Com formação técnica e mutirão de implantação, Rede Sementes da Vida fortalece corredores agroecológicos no Sertão do Araripe

A equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil promoveu, no Sertão do Araripe, atividades que conectaram teoria, prática comunitária e fortalecimento das redes locais de produção de alimentos saudáveis. A iniciativa, que aconteceu nos municípios de Santa Cruz, Ouricuri, Trindade e Exu (PE) envolveu agricultores e agricultoras locais e foi desenvolvida em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP), Associação dos Camponeses e Camponesas do Estado de Pernambuco (ACCAPE), Pró Semeia e Secretaria de Agricultura de Santa Cruz (PE).  O curso foi ministrado pela  Agente de Transição Agroecológica do Projeto, Anna Clara Nery Junquilho e Lara Heloísa Mendonça Rebonato, da Pró Semeia com o apoio dos articuladores locais Francisco de Assis da Mato Bezerra de Ouricuri e Yala Vieira Gomes de Santa Cruz. No primeiro dia de atividades, os participantes se reuniram no auditório da Secretaria Municipal de Agricultura no município de Santa Cruz para a etapa teórica da formação em corredores agroecológicos. A ação incluiu rodas de conversa, troca de saberes e a elaboração coletiva de um guia para a implantação do corredor agroecológico. Segundo Anna Clara Nery Junquilho, “a formação teórica é fundamental para que todos compreendam os princípios, visualizem a área e decidam juntos o melhor arranjo de espécies. O corredor agroecológico não é só uma técnica, é uma construção comunitária que conecta pessoas, sementes e territórios. Além disso, o grupo elaborou croquis dos corredores agroecológicos por municípios, em que cada município fez o seu próprio croqui com a ajuda da equipe técnica sobre quais espécies de interesse pelo agricultor podem ser consorciadas”, explicou. Atividades práticas No segundo dia de atividades, a equipe reuniu-se com participantes no Assentamento Maria Luzia, na casa da agricultora Antônia Nelza dos Santos, onde foi realizado o mutirão de implantação do novo corredor agroecológico. A área já havia sido preparada previamente, o que permitiu que a prática avançasse com foco na semeadura direta e no alinhamento das espécies nativas e alimentares definidas no planejamento. Para Anna Clara Junquilho, o momento do mutirão sintetiza o espírito do projeto. “Quando chegamos à prática, vemos o quanto a teoria ganha vida. É a comunidade colocando a mão na terra, fortalecendo vínculos e criando um corredor que vai beneficiar o ambiente, a produção de alimentos e o modo de vida camponês. Isso só é possível com organização e compromisso coletivo”, afirma. Sobre o projeto O projeto Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa, um programa do governo federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que visa conectar quem produz alimentos saudáveis no campo com quem os consome nas cidades. Executora do projeto, a Agrobio é uma organização de sociedade civil com vasta experiência na promoção da agroecologia e no desenvolvimento de projetos que aliam geração de renda à conservação da agrobiodiversidade. 

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Rede Sementes da Vida marca presença na Conferência Temática de ATER em Brasília

A defesa de uma assistência técnica rural mais democrática, participativa e alinhada aos princípios da agroecologia ganhou reforço nesta segunda-feira (1º) com a participação da equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil na Conferência Temática de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), realizada em Brasília. O encontro, que segue ao longo da semana, reúne movimentos sociais, organizações da agricultura familiar, instituições estaduais de Ater, universidades, parlamentares, centros de pesquisa, cooperativas, entidades da sociedade civil e órgãos governamentais indicados pelo Comitê Permanente de ATER do Condraf. A conferência é considerada um marco na consolidação e no fortalecimento da política nacional de ATER, especialmente no contexto da transição agroecológica e da valorização da agricultura familiar como base para o bem viver nos territórios. O momento reafirma a centralidade da participação social na construção de políticas públicas capazes de responder às necessidades reais dos povos do campo. Agente de Transição Agroecológica do Projeto em Sergipe e integrante do Movimento Camponês Popular (MCP), Luiz Fernando Santos de Jesus destacou que o espaço representa a oportunidade de reposicionar o papel da assistência técnica nos territórios. “A importância dessa conferência para mim é a possibilidade de voltarmos e dizermos qual tipo de assistência técnica queremos. Uma ATER participativa, na qual agricultores e camponeses sejam autônomos e autores do processo, reconhecendo as potencialidades e os desafios dos seus próprios sistemas de produção”, afirmou. Para ele, a construção de uma ATER horizontal deve partir da escuta, da proximidade e da imersão junto às comunidades, valorizando o conhecimento popular e os princípios da agroecologia. “A transição agroecológica exige profissionais agroecólogos, preparados para ouvir, vivenciar e ser parte da comunidade. Só assim conseguimos desenvolver um trabalho de excelência, que dê frutos e resultados reais”, completou Luiz Fernando Santos de Jesus. Neste sentido, o coordenador do Projeto Rede Sementes da Vida no Pará, Márcio da Silva Ramos, ressaltou o caráter estratégico do encontro para o país. “A conferência é um marco muito importante para a sociedade brasileira, porque permite propor uma nova estratégia de ATER com participação popular, construindo um campesinato capaz de produzir e reproduzir alimentos saudáveis para a classe trabalhadora e de enfrentar a fome com soberania”, afirmou. Ele pontuou, contudo, que o desafio é grande, sobretudo diante da força do modelo hegemônico que busca consolidar o Brasil como exportador de commodities. “Mas é justamente por isso que esses espaços são fundamentais: para reorganizar forças, fortalecer políticas públicas e reafirmar que a agricultura familiar é central para o futuro do país.” Com debates que devem se intensificar ao longo da semana, a conferência se consolida como um espaço de formulação e disputa de caminhos para uma assistência técnica que caminhe ao lado das comunidades rurais abrindo novas perspectivas para o fortalecimento da agroecologia e da agrobiodiversidade no Brasil.

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Agrobio prorroga prazo de seleção para Agentes Populares de Transição Agroecológica

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) anunciou, nesta segunda-feira (1º), a retificação do cronograma para a contratação de 10 Agentes Populares de Transição Agroecológica. O processo seletivo, que estava previsto para encerrar o recebimento de currículos em novembro, foi prorrogado, oferecendo aos candidatos mais tempo para se inscreverem. O novo prazo final para o envio de currículos é 03 de dezembro de 2025. Os agentes selecionados atuarão em Minas Gerais, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Bahia, Pará e Maranhão, no âmbito do projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Biodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil. Perfil e Atuação Os profissionais serão responsáveis por acompanhar corredores agroecológicos e sistemas agroflorestais, apoiar a implantação de estruturas de beneficiamento de sementes e biofábricas, e mobilizar comunidades. A atuação visa orientar o manejo agroecológico, fortalecendo a produção de alimentos saudáveis e reduzindo a dependência de insumos químicos. É requisito obrigatório para a vaga ter experiência comprovada com agricultura tradicional, sementes crioulas, sistemas agroflorestais, educação popular e atuação junto à agricultura familiar e movimentos camponeses. O projeto, que tem alcance direto a 1.600 famílias camponesas e comunidades tradicionais em 71 municípios, prevê a formação de 160 Agentes de Transição Agroecológica. Todo o material técnico e de comunicação produzido pelos agentes será de propriedade da Agrobio e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).  Novo Cronograma O processo seletivo, com vigência contratual de 20 meses, seguirá o seguinte calendário: Os currículos devem ser encaminhados por e-mail diretamente para a entidade parceira responsável pela contratação em cada estado (ACAMPONESA, ACEPIBA, ACCAPE, ACCESE e ANAPAMAV).  Acesse aqui o Termo de Referência completo!

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