Rede Sementes da Vida

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II Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida destaca resultados no campo e avanço da produção de sementes crioulas

Com o objetivo de ampliar a produção de sementes crioulas, fortalecer a transição agroecológica e garantir mais alimentos saudáveis à população brasileira, a equipe do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil realizou, nesta sexta-feira (24), o II Encontro Nacional Rede Sementes da Vida. A iniciativa teve como foco apresentar os resultados já alcançados durante a execução do projeto e discutir os próximos passos. Coordenador-geral do projeto, Murillo Notine apresentou o balanço da execução. “A iniciativa está presente nos estados de Goiás, Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, e já avançou também para a Paraíba, ampliando sua presença territorial”, explicou. Segundo Murillo Notine, o projeto reúne atualmente 261 Unidades Familiares de Produção Agroecológica cadastradas. “Desse total, 60,1% são conduzidas por mulheres e 13,79% por jovens, o que demonstra a força do protagonismo feminino e da juventude no campo”, destacou. Outro dado apresentado pelo coordenador foi o alcance social da iniciativa. “Hoje acompanhamos indiretamente 607 famílias agricultoras. Entre esse público, estão 135 famílias quilombolas e mais de 100 famílias indígenas, reforçando nosso compromisso com a diversidade dos territórios”, afirmou. Na área de formação e intercâmbio de experiências, os números também mostram avanço. “Já realizamos oito capacitações e 31 intercâmbios entre agricultores, técnicos e organizações parceiras. Isso fortalece o compartilhamento de saberes e metodologias voltadas à produção de sementes e ao manejo agroecológico”, pontuou. Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Geane Bezerra destacou a importância do apoio governamental às iniciativas conduzidas diretamente pelos agricultores familiares. “Quando fortalecemos projetos como a Rede Sementes da Vida, estamos investindo em produção de alimentos saudáveis, geração de renda no campo e enfrentamento à fome com base na organização dos territórios”, afirmou a coordenadora-geral de Inclusão Sócio Produtiva no MDA. Geane Bezerra também ressaltou que a parceria entre governo federal e organizações sociais amplia os resultados das políticas públicas. “São ações que chegam onde realmente precisam chegar, valorizando quem produz e preserva a biodiversidade brasileira”, completou. Dirigente nacional do Movimento Camponês Popular (MCP), Lidenilson Silva reforçou o papel das sementes crioulas e da agroecologia para o futuro da produção agrícola no país. “As sementes crioulas representam autonomia para as famílias agricultoras, conservação da agrobiodiversidade e resistência diante de um modelo que concentra terra e renda. Fortalecer esse trabalho é fortalecer o povo do campo”, declarou. Segundo Lidenilson Silva, a Rede Sementes da Vida também cumpre uma função estruturante nos territórios. “Quando organizamos produção, formação e troca de experiências, estamos criando condições para que as comunidades avancem com soberania alimentar e mais capacidade de enfrentar os desafios climáticos”, destacou. Os resultados apresentados demonstram que o investimento direto na agricultura familiar fortalece a produção de alimentos saudáveis, gera autonomia para as comunidades rurais e amplia a capacidade dos agricultores de enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O encontro reforçou ainda que as sementes crioulas seguem como patrimônio para a soberania alimentar do país.

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Cozinhas solidárias fortalecem redes de acolhimento e formação comunitária em Pernambuco

Mais do que espaços de preparo e distribuição de alimentos, as cozinhas solidárias de Pernambuco têm ampliado seu papel nas comunidades ao se firmarem como centros de formação, acolhimento e troca de saberes. A experiência recente, de formações realizadas com equipes e participantes da Cozinha Solidária Afetivas Marmitas Saudáveis, em Olinda (PE) evidencia a potência dessas iniciativas na construção de redes de apoio e fortalecimento social. Com temas como Práticas Agroecológicas e Gestão de Resíduos; Nutrição e Alimentação Saudável  e Gestão e Planejamento, as atividades formativas envolveram tanto integrantes da própria equipe quanto participantes de outras cozinhas e jovens da comunidade. A primeira formação contou com a participação de companheiras de outras iniciativas, enquanto as demais foram voltadas ao público interno da Cozinha Afetiva e às jovens defensoras do território. A coordenação das formações ficou a cargo de Ivana Kelly, que também atuou como facilitadora em um dos encontros. As atividades foram conduzidas ainda por Joana Alves, Keila Marques e Hallana Dandara, que trouxeram diferentes abordagens para temas comuns, sempre com foco nas vivências das mulheres.  Segundo Ivana Kelly, a cozinha solidária precisa ser compreendida para além de sua função básica. “Não é só um espaço de preparo de alimentos, mas um espaço de acolhimento e responsabilidade, onde a gente pode falar, opinar, refletir e aprender”, destaca. Esse entendimento é compartilhado por quem vive o dia a dia das cozinhas. Cozinheiras como Thaís Valéria, Beatriz Maria e Rozenilda Galdino relatam que o impacto das formações se reflete diretamente na forma como o trabalho é desenvolvido junto à comunidade. Para elas, a cozinha se tornou um espaço de escuta ativa, especialmente para públicos vulneráveis como jovens e idosos. “Aqui a gente não só cozinha. A gente acolhe, conversa, escuta. Tem rodas de conversa onde todo mundo ensina e aprende”, relata uma das participantes. As rodas de conversa, aliás, são apontadas como um dos principais instrumentos de transformação dentro das cozinhas. É nesses momentos que surgem debates sobre desigualdades sociais, com destaque para questões de raça e gênero. Um dos temas abordados nas formações foi a desigualdade alimentar entre mulheres brancas e mulheres negras, com base em estudos que evidenciam essas disparidades. A abordagem dos temas foi adaptada em cada encontro, mantendo o foco na realidade das participantes e incentivando a reflexão coletiva. “É muito gratificante ver que as pessoas se sentem à vontade para falar e opinar. Isso não é fácil, principalmente em espaços onde muitas vezes elas não são ouvidas”, pontua Thaís Valéria. Além do aprendizado técnico e das discussões sociais, as formações também contribuem para o fortalecimento das redes comunitárias. Para Beatriz Maria, o impacto vai além do imediato. “O papel da cozinha solidária não é só alimentar. A gente acolhe, escuta e multiplica conhecimento. Isso transforma”, afirma. As cozinhas solidárias têm se consolidado, assim, como territórios de resistência e construção coletiva, onde o alimento é apenas o ponto de partida para algo maior: o fortalecimento de vínculos, a valorização das vozes locais e a promoção de justiça social nas periferias pernambucanas.

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Cozinhas Solidárias fortalecem combate à fome e geração de renda em Goiás

As Cozinhas Solidárias seguem ampliando seu impacto social em Goiás ao unir segurança alimentar, formação cidadã e geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade. Entre os dias 17, 18 e 19 de abril, a Cozinha Solidária Estrada de Ferro, em Vianópolis, recebeu uma série de atividades formativas voltadas ao fortalecimento da iniciativa e à qualificação das participantes. A ação é executada pela Agrobio, em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP-GO). De acordo com Jeancarlos Oliveira, que atua na formação das Cozinhas Solidárias em Goiás, a programação buscou preparar as mulheres tanto para a gestão da cozinha quanto para novas oportunidades econômicas ligadas às políticas públicas de alimentação. Entre os temas debatidos estiveram o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além das possibilidades de comercialização da produção local, como panificados e outros alimentos. “Muitas dessas mulheres são agricultoras, trabalham em seus territórios e roçados, mas não possuem uma fonte fixa de renda. A cozinha solidária também cumpre esse papel de criar oportunidades econômicas”, destacou Jeancarlos. Durante a formação, também foram discutidos o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), boas práticas de manipulação de alimentos e segurança no trabalho. As atividades incluíram ainda a reorganização do novo espaço da cozinha e momentos práticos de produção, com as participantes colocando a mão na massa.

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Ação coletiva de Movimentos Sociais, Instituições e sociedade civil promove implantação de corredores agroecológicos em Sergipe

Os municípios de Lagarto, Tomar do Geru e Umbaúba, em Sergipe, receberam nos dias 18 e 19 de abril mutirões de implantação de corredores agroecológicos promovidos pelo projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. As atividades ocorreram no Câmpus do Instituto Federal de Sergipe, em Lagarto, no povoado Guarema, em Umbaúba, e no povoado Oiti, em Tomar do Geru. Os corredores agroecológicos são áreas planejadas para integrar produção agrícola, conservação ambiental e diversidade de cultivos. Funcionam como redes que conectam espaços produtivos, fortalecendo o equilíbrio ecológico e ampliando a resiliência dos territórios rurais. Esses sistemas ajudam a recuperar o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e proteger a biodiversidade. Em um cenário de mudanças climáticas, também se tornam estratégicos para garantir produção de alimentos de forma sustentável. Além dos ganhos ambientais, os corredores fortalecem a autonomia das famílias agricultoras. Com maior diversidade produtiva, os agricultores ampliam a oferta de alimentos saudáveis, reduzem a dependência de insumos externos e criam novas oportunidades de comercialização em feiras e programas institucionais. Implantação A implantação dos corredores começa ainda antes do plantio, com visitas técnicas e diálogo direto com as famílias camponesas. Nessa etapa, são identificadas áreas prioritárias a partir de critérios como disponibilidade de água, qualidade do solo e histórico de uso da terra. Depois, agricultores e técnicos realizam o planejamento coletivo dos sistemas produtivos, definindo o consórcio de culturas como milho, feijão, mandioca e outras espécies, buscando diversidade, segurança alimentar e geração de renda. O preparo do solo segue princípios agroecológicos, com prioridade para adubação orgânica, cobertura vegetal e manejo sustentável, evitando o uso de insumos químicos. Mutirões Durante os mutirões, o trabalho ganha força coletiva. Homens, mulheres e jovens participam da limpeza das áreas, marcação dos canteiros e plantio das culturas. O processo também fortalece os laços comunitários, a troca de experiências e a valorização da identidade camponesa. A ação contou com parceria do projeto Raízes Agroecológicas, apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da União Europeia (UE), coordenação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e liderança técnica da Embrapa. Também participam a Agrobio e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio do edital Da Terra à Mesa. A expectativa é expandir os corredores agroecológicos para outros territórios sergipanos, ampliando os impactos positivos sobre a produção de alimentos, o meio ambiente e a organização das comunidades rurais. Texto: Diego Eleonaldo

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Corredores agroecológicos ganham força no Pará com protagonismo da Rede Sementes da Vida

A equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, realizou nesta quinta-feira (17), na zona rural de Igarapé-Açu (PA), a implantação de um corredor agroecológico. A iniciativa aconteceu no sítio São Raimundo e reuniu reuniu agricultores, técnicos, educadores e movimentos sociais em uma ação que alia produção de alimentos, conservação ambiental e troca de saberes.  Os participantes fizeram uma roda de conversa  promovendo um ambiente de diálogo e aprendizado coletivo. Além disso, no campo, sementes de diferentes espécies foram apresentadas e discutidas, indo além do papel de insumos e sendo reconhecidas como elementos para a recuperação ambiental e a diversificação da produção. Prática Durante a implantação do corredor agroecológico, agricultores puderam compreender, na prática, o papel de cada espécie dentro do sistema. Foram discutidas funções importantes, como a melhoria da fertilidade do solo, a proteção contra processos erosivos e o controle natural de pragas e doenças. A diversidade de culturas, organizada em consórcios, foi destacada como uma das principais ferramentas para garantir equilíbrio ecológico e segurança produtiva. O modelo agroecológico apresentado reforça uma mudança de lógica no uso da terra, baseada na integração entre produção e natureza. Ao unir teoria e prática, a ação permitiu que os participantes visualizassem como os corredores agroecológicos podem atuar como áreas de regeneração, conectando fragmentos de vegetação e ampliando a biodiversidade local. Parceria Além dos Agentes Populares e Agentes de Transição Agroecológica do Projeto, participaram da implantação agricultores, integrantes do Movimento Camponês Popular (MCP) representantes do -Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF) da Universidade Federal do Pará (UFPA), professores do EJA Campo, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semaab) e da Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em defesa do meio ambiente e da vida- ANAPAMAV (ANAPAMAV).

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Reunião interna do Projeto Cisternas alinha equipe e define cronograma de execução em Goiânia (GO).

Nos dias 09 e 10 de abril de 2026, foi realizada, no Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, a reunião interna do Projeto Cisternas, reunindo a equipe responsável pela implementação da iniciativa no Território Quilombola Kalunga. O encontro teve como foco central o alinhamento estratégico do grupo em torno das diretrizes do projeto, além da organização das próximas etapas de execução. A atividade constituiu um momento fundamental de planejamento, no qual foram debatidas as bases conceituais e operacionais da proposta, buscando garantir unidade de ação entre os integrantes. Durante os dois dias de trabalho, a equipe avançou na sistematização das atividades, estabelecendo fluxos de responsabilidades e metodologias que orientarão a implementação das ações em campo. Outro ponto central da reunião foi a definição do cronograma do projeto, com a delimitação de prazos e etapas que irão conduzir desde a mobilização das comunidades até a construção das cisternas e o acompanhamento das famílias beneficiárias. Esse planejamento detalhado visa assegurar maior eficiência na execução e transparência em todas as fases do processo. Após o encerramento da reunião interna, os principais encaminhamentos e definições foram apresentados a parceiros estratégicos do projeto, incluindo a comunidade acadêmica e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Esse momento de socialização reforçou o caráter colaborativo da iniciativa.  Equipe do projeto.

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Projeto de cisternas é lançado no Território Kalunga e deve beneficiar 120 famílias com acesso à água.

No dia 13 de março de 2026, o município de Cavalcante (GO) sediou a reunião de lançamento do projeto de implantação de 120 cisternas no Território Quilombola Kalunga, uma das maiores comunidades tradicionais do país. A iniciativa, coordenada pela Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), representa um avanço significativo na promoção do acesso à água e na melhoria das condições de vida no Nordeste Goiano. O encontro reuniu cerca de 130 participantes, entre lideranças comunitárias, moradores, representantes institucionais e organizações parceiras, consolidando-se como um importante espaço de diálogo, escuta e construção coletiva. A atividade teve como objetivo apresentar o projeto, detalhar suas etapas e, principalmente, construir de forma participativa os critérios de seleção das famílias beneficiárias . O projeto surge como resposta a uma realidade histórica de insegurança hídrica vivida pelas comunidades Kalunga, marcadas pela dificuldade de acesso à água potável, precariedade de infraestrutura e vulnerabilidade socioeconômica. Em muitos casos, as famílias dependem de fontes inadequadas ou de soluções emergenciais, como caminhões-pipa, o que impacta diretamente a saúde, a alimentação e a produção agrícola. Com a implantação das cisternas telhadão multiuso de 16 mil litros, será possível armazenar água da chuva de forma segura, garantindo abastecimento para consumo humano e apoio a pequenas produções agrícolas. A iniciativa também contribui para reduzir doenças de veiculação hídrica e fortalecer a segurança alimentar das famílias. A expectativa é que o projeto beneficie diretamente 120 famílias, garantindo acesso contínuo à água de qualidade e contribuindo para a redução da vulnerabilidade social. Entre os impactos previstos estão a melhoria das condições de saúde, o fortalecimento da produção de alimentos e o aumento da autonomia hídrica das comunidades. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa se insere em uma estratégia mais ampla de desenvolvimento sustentável no território Kalunga, articulando políticas públicas, saberes tradicionais e tecnologias sociais para enfrentar desigualdades históricas. Ao final do encontro, um almoço coletivo marcou o encerramento da atividade, reforçando os laços comunitários e o compromisso coletivo com a implementação do projeto. Reunião de apresentação do projeto em território Kalunga.

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Rede Sementes da Vida abre contratação de combustível para fortalecer ações agroecológicas no Pará e Maranhão

Com o objetivo de garantir a execução das atividades do Projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) publicou nesta segunda-feira (6), o Termo de Referência (TDR) para contratação de empresa fornecedora de combustível, nos estados do Pará e do Maranhão. A contratação está vinculada ao programa Terra à Mesa e busca assegurar o abastecimento contínuo dos veículos utilizados nas ações de campo, consideradas fundamentais para o desenvolvimento do projeto. A previsão é de um investimento médio de R$ 800 mensais por estado, podendo variar conforme a demanda das atividades. O combustível será utilizado para viabilizar deslocamentos das equipes responsáveis por visitas técnicas, acompanhamento de áreas, implementação de corredores agroecológicos, além da realização de capacitações e intercâmbios com agricultores e agricultoras. Na prática, o serviço garante a continuidade das ações nos territórios, permitindo maior presença junto às comunidades e fortalecendo o acompanhamento das iniciativas ligadas à agroecologia e à produção de sementes crioulas. AtuaçãoAs atividades contempladas pelo contrato serão realizadas principalmente nos municípios de Igarapé-Açu, no Pará, e Governador Nunes Freire, no Maranhão. O prazo estimado da contratação é de 12 meses, com início previsto para abril de 2026. Sobre o projetoA iniciativa integra o projeto Rede Sementes da Vida, que atua na promoção da agroecologia, na valorização das sementes crioulas e na construção de cadeias produtivas sustentáveis. A ação é coordenada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com a ANAPAMAV, dentro do programa Terra à Mesa Brasil, do Governo Federal. O fornecimento de combustível representa um elemento para garantir que as ações do projeto cheguem até quem mais precisa.

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Veículos ampliam ações agroecológicas do Rede Sementes da Vida no Pará e Maranhão

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil ganhou um reforço importante para as atividades em campo no Pará e no Maranhão. Por meio do programa Terra à Mesa, do Governo Federal, foram entregues dois veículos à Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV). Os veículos vão facilitar o deslocamento das equipes e ampliar a presença junto a agricultores e agricultoras, fortalecendo ações como visitas técnicas, formações e acompanhamento das iniciativas produtivas. A expectativa é garantir mais continuidade ao trabalho já desenvolvido, especialmente no fortalecimento da agroecologia e da produção de sementes crioulas. Diretora-presidente da ANAPAMAV, Rosane Andreia Silva dos Santos, explicou que a chegada dos veículos contribui diretamente para dar mais ritmo às atividades. “Esses carros vão ajudar no acompanhamento das ações e fortalecer a produção agroecológica, principalmente no trabalho com sementes crioulas”, afirmou. Ela também destaca que o apoio melhora a articulação com as comunidades e permite um acompanhamento mais próximo das iniciativas no campo. Da Terra à MesaO Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) é construída nos estados do Pará e Maranhão em parceria com a ANAPAMAV e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional.

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Mutirão em Minas Gerais implanta corredor agroecológico e fortalece produção sustentável no campo

Dando continuidade às ações do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a equipe da iniciativa realizou, nesta terça-feira (24), um mutirão de implantação de corredor agroecológico na comunidade Córrego dos Quinquins, em Iapu (MG). Coordenada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP-MG) e a Acamponesa, a atividade reuniu agricultores e agricultoras da região em um esforço coletivo que alia produção agrícola, conservação ambiental e recuperação de áreas degradadas. Durante o mutirão, foram cultivadas diversas espécies, entre elas feijão de porco, utilizado como adubação verde, girassol, milho variedade Sol da Manhã, feijão carioca, feijão roxinho, feijão preto, feijão vermelho, gergelim e arroz. A diversidade de culturas implantadas é um dos pilares da agroecologia, contribuindo para o equilíbrio do solo, a redução de pragas e doenças e a diminuição da dependência de insumos externos. A ação evidencia também a importância do trabalho coletivo no campo. O mutirão, prática tradicional entre agricultores, se consolida como um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e construção conjunta de soluções sustentáveis. É nesse ambiente que o conhecimento técnico dialoga com a experiência prática, impulsionando a transição agroecológica nos territórios. Além dos benefícios ambientais, como a recuperação do solo e a conservação da biodiversidade, a iniciativa tem impacto direto na vida das famílias envolvidas. A produção diversificada garante uma alimentação mais saudável e fortalece a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de geração de renda no campo. Outro destaque é a valorização das sementes crioulas, que carregam a identidade cultural das comunidades e são fundamentais para a autonomia dos agricultores. Ao incentivar sua produção, beneficiamento e circulação, o projeto contribui para preservar a diversidade genética e reduzir a dependência de insumos comerciais. Com iniciativas como essa, a Rede Sementes da Vida reafirma seu compromisso com a construção de um modelo de produção baseado na sustentabilidade, na cooperação e na valorização dos saberes tradicionais, um caminho cada vez mais necessário diante dos desafios ambientais e sociais enfrentados pelo campo brasileiro.

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