Rede Sementes da Vida

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Rede Sementes da Vida participa do 4º Encontro Nacional sobre Formação de Extensionistas Agentes de ATER e da 1ª Mostra Da Terra à Mesa

A equipe do  Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil , em conjunto com a Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) e a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV), participaram do 4º Encontro Nacional sobre Formação de Extensionistas Agentes de ATER e da 1ª Mostra Da Terra à Mesa, promovidos em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), entre os dias 10 e 12 de junho, em Brasília. O evento contou com a presença do coordenador-geral do projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil, Murillo Notine, e da coordenadora Clarissa Miranda Rodrigues. O encontro contou com debates sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), pela troca de experiências entre as entidades participantes do programa Da Terra à Mesa e pela apresentação das principais entregas do Programa Da Terra à Mesa. Ao final das atividades, foi construída coletivamente uma carta pelas organizações e movimentos presentes, que será entregue à ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli. Durante o encontro, Murillo apresentou as experiências desenvolvidas pela AGROBIO e pela ANAPAMAV, destacando as metodologias adotadas e os resultados alcançados na implementação do plano de trabalho. Entre as ações apresentadas, estão a implantação de corredores agroecológicos, biofábricas, Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS), agroindústrias, casas de sementes e a aquisição de maquinários adequados à agricultura familiar camponesa. As iniciativas estão presentes nos estados de Goiás, Minas Gerais, Sergipe, Bahia, Piauí, Pernambuco, Pará e Maranhão, que integram a Rede Sementes da Vida.

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Oficinas formativas fortalecem debate sobre combate à fome em Cozinha Solidária de Catalão

A Cozinha Solidária Sabores do Campo, em Catalão (GO), promoveu nos dias 10 e 11 de junho duas oficinas formativas voltadas ao fortalecimento da segurança alimentar, da organização comunitária e do papel das cozinhas solidárias no combate à fome. As atividades aconteceram na Capela São Maximiliano Maria Kolbe, no bairro Pontal Norte, reunindo cerca de 20 participantes. No primeiro encontro, os participantes debateram a importância do campesinato e das cozinhas solidárias no enfrentamento da fome, além do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). A formação destacou o papel da agricultura camponesa na produção de alimentos saudáveis e a contribuição das cozinhas solidárias como espaços de acolhimento, solidariedade e organização popular. No segundo dia, a oficina abordou os temas “Boas Práticas de Manipulação de Alimentos” e “Nutrição e Alimentação Saudável”, reforçando conhecimentos relacionados à segurança alimentar, à qualidade das refeições e aos cuidados necessários no preparo dos alimentos. Para a voluntária Karolaine Alves, as formações fortalecem o trabalho desenvolvido pela comunidade. “Esses momentos são importantes porque nos ajudam a cuidar melhor dos alimentos e das pessoas. A gente aprende, troca experiências e se fortalece para continuar esse trabalho de acolhimento e combate à fome”, afirmou. Além da troca de conhecimentos, as oficinas contribuíram para ampliar a compreensão dos participantes sobre o direito à alimentação e a importância das ações coletivas no enfrentamento da insegurança alimentar. A Cozinha Solidária Sabores do Campo integra a Rede de Cozinhas Populares Solidárias e desenvolve ações de combate à fome e promoção da segurança alimentar em Catalão. A iniciativa faz parte do Programa Cozinha Solidária, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e é gerenciada pela Agrobio em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP).

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Maranhão recebe mutirão agroecológico e formação sobre sementes crioulas 

Em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) e a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (Anapamav), a equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil realizou, nos dias 5 e 6 de junho, uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da agroecologia e da agricultura familiar na comunidade Vera Cruz, no município de Junco (MA). As ações possibilitaram momentos de formação, troca de saberes e construção coletiva nos territórios. No primeiro dia, foi realizada a implantação de um corredor agroecológico com nove variedades de manivas, espécies alimentícias e plantas adubadeiras, fortalecendo a diversidade produtiva e o manejo sustentável nas áreas de cultivo. A atividade também marcou o início da capacitação em Melhoramento Genético Participativo de Sementes Crioulas, conduzida junto aos agricultores de vários municípios. Durante o encontro, foram debatidos temas ligados à conservação das sementes, autonomia camponesa e fortalecimento da produção agroecológica. Já no segundo dia, os integrantes do evento deram continuidade à formação sobre Melhoramento Participativo das Sementes Crioulas, ampliando os diálogos sobre conservação da agrobiodiversidade e estratégias de fortalecimento da agricultura familiar.  O Rede Sementes da Vida integra o programa Terra à Mesa, realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), fortalecendo iniciativas agroecológicas em diferentes territórios do país.

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Rede Sementes da Vida divulga TdR para aquisição de insumos e sementes crioulas no Pará e Maranhão

A Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) divulgou o Termo de Referência (TdR) nº 02/2026 para contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de insumos e sementes crioulas destinadas à implementação de corredores agroecológicos no Pará e Maranhão. A ação integra o projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, desenvolvido por meio do Edital Terra à Mesa, do Governo Federal, via Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O documento prevê a aquisição de insumos como fosfato, óleo de neem e calcário dolomítico, além de kits de sementes crioulas de milho, feijão, arroz e adubação verde, que serão utilizados na implantação de corredores agroecológicos em municípios paraenses e maranhenses. Entre os territórios contemplados estão Igarapé-Açu, Santa Luzia do Pará, Ipixuna do Pará e Paragominas, no Pará, além de Boa Vista do Gurupi, Junco do Maranhão, Governador Nunes Freire, Presidente Médici, Santa Luzia do Paruá e Centro do Guilherme, no Maranhão. As propostas poderão ser enviadas entre os dias 4 e 15 de junho de 2026, conforme o cronograma estabelecido no TdR. A iniciativa fortalece a agricultura familiar, a conservação das sementes crioulas e a ampliação das práticas agroecológicas nos territórios amazônicos atendidos pelo projeto.

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Cozinha Solidária MCP Afogados fortalece atuação com formação sobre alimentação saudável e boas práticas

A Cozinha Solidária do Movimento Camponês Popular (MCP), em Afogados da Ingazeira (PE), realizou nesta quinta-feira (28) uma atividade formativa voltada ao fortalecimento da organização comunitária, da segurança alimentar e da atuação dos voluntários que integram a iniciativa. As formações abordaram os temas “Boas práticas de manipulação de alimentos” e “Nutrição e alimentação saudável”, reunindo os voluntários em momentos de aprendizado, troca de experiências e organização coletiva. A programação começou com a exibição de um vídeo introdutório, seguida de uma roda de conversa sobre o papel das cozinhas solidárias no combate à fome e no acolhimento das famílias em situação de vulnerabilidade. As atividades tiveram como objetivo qualificar os voluntários para garantir mais segurança alimentar, cuidado no preparo das refeições e fortalecimento da atuação comunitária da cozinha solidária. Durante a formação, também foram debatidas questões relacionadas ao uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), higiene no manuseio dos alimentos e a importância de uma alimentação saudável para as famílias atendidas. De acordo com Pyllo Moura, a cozinha atende em média, 100 famílias e distribui cerca de 300 refeições por ação. “A cozinha solidária representa acolhimento, dignidade e cuidado para famílias que muitas vezes enfrentam a insegurança alimentar diariamente”, destacou. A atividade reforça a importância das cozinhas solidárias como espaços de organização popular, combate à fome e fortalecimento das redes de solidariedade nos territórios. Gerenciadas pela Agrobio, as Cozinhas Solidárias integram uma política do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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Rede Sementes da Vida prorroga prazo para recebimento de orçamentos de biofábrica e UBS

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) divulgou nesta quarta-feira (27), a prorrogação do prazo para recebimento de orçamentos referentes ao processo de aquisição de bens e insumos destinados à Biofábrica e à Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), ações previstas no projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. A iniciativa integra o Edital Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Governo Federal. De acordo com o documento, a prorrogação tem como objetivo ampliar a competitividade e garantir um maior número de propostas comerciais compatíveis com os preços praticados no mercado. O novo prazo para envio dos orçamentos segue até o dia 29 de maio de 2026, às 23h59. Os interessados devem encaminhar as propostas para os e-mails informados no Termo de Referência.

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Rede Sementes da Vida divulga TdR para aquisição de insumos e sementes crioulas

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil divulgou nesta segunda-feira (25) o Termo de Referência (TdR) para contratação de empresa responsável pelo fornecimento de insumos naturais e sementes crioulas que serão utilizadas na implantação de corredores agroecológicos em comunidades rurais do Piauí e da Bahia. A ação integra o Edital Terra à Mesa, do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A execução do processo será realizada pela Associação Camponesa do Estado do Piauí e Bahia (ACEPIBA), em parceria com a AGROBIO. O documento prevê a aquisição de kits com sementes de adubação verde, milho, leguminosas, gergelim e girassol, além de outros insumos voltados à estruturação produtiva e ao fortalecimento da agroecologia nos territórios atendidos pelo projeto. As ações serão desenvolvidas em municípios do extremo sul do Piauí, como Curimatá, Júlio Borges, Parnaguá, Gilbués, Currais, Bom Jesus e Eliseu Martins. Executado pela AGROBIO em parceria com organizações populares e movimentos camponeses, o projeto busca fortalecer a agricultura familiar, promover a conservação das sementes crioulas e ampliar a produção agroecológica nos territórios. O TdR também estabelece critérios técnicos para contratação da empresa fornecedora, garantindo transparência, economicidade e eficiência na execução das ações previstas pelo projeto. Confira o Termo de Referência em anexo!

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ANAPAMAV lança TdR para contratação de Agentes Populares de Transição Agroecológica em seis estados

A Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) deu início, nesta segunda-feira (25), o Termo de Referência para a contratação de Agentes Populares de Transição Agroecológica, no âmbito do projeto “Formação, Estruturação produtiva, multiplicação da agrobiodiversidade e produção de alimentos saudáveis para a promoção da transição agroecológica nos territórios produtores de alimentos saudáveis e sementes crioulas agroecológicas pela agricultura familiar”. A iniciativa é realizada por meio do Termo de Fomento nº 983859/2025, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e integra a estratégia da Rede Sementes da Vida para fortalecimento da produção agroecológica e das sementes crioulas no Brasil. O projeto será executado em seis estados — Pará, Goiás, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Minas Gerais — alcançando 570 famílias organizadas em 57 grupos de guardiões e guardiãs da agrobiodiversidade, incluindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, pescadores artesanais, catadoras de mangaba e comunidades atingidas por barragens. Entre as metas estruturantes estão a implantação de 171 hectares de campos de multiplicação de sementes crioulas, a distribuição de 54 kits de máquinas e equipamentos adaptados à agricultura familiar e a qualificação de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), além da oferta de formação, assistência técnica agroecológica e apoio ao acesso a políticas públicas.  A proposta integra conhecimentos técnicos, populares e científicos, promovendo organização produtiva, fortalecimento coletivo, participação de mulheres e jovens e ampliação da capacidade de produção e oferta de sementes crioulas para programas institucionais, como o PAA e o PNAE. Alinhado às diretrizes da PNATER, PNAPO/PLANAPO e ao Programa Mais Alimentos, o projeto contribui para a soberania alimentar, justiça climática e consolidação de sistemas produtivos sustentáveis nos territórios atendidos. Sobre a contratação Todas as atividades deverão estar alinhadas ao Plano de Trabalho da Coordenação Geral do Projeto e às diretrizes metodológicas estabelecidas, envolvendo a mobilização social das famílias beneficiárias, o acompanhamento técnico com base em práticas agroecológicas, a promoção da troca de conhecimentos entre agricultores(as), o incentivo ao uso, resgate e conservação de sementes crioulas, o apoio à implementação de práticas produtivas sustentáveis, a participação em reuniões, encontros e atividades do projeto, bem como o registro e repasse de informações sobre as ações realizadas A contratação será realizada via processo seletivo por meio de diárias, com carga horária de 48 horas mensais. Cronograma do processo seletivo Os currículos deverão ser enviados para: anapamav.nacional@gmail.com A expectativa é fortalecer a transição agroecológica, ampliar a oferta de sementes crioulas e consolidar sistemas produtivos sustentáveis, contribuindo para a soberania alimentar, a justiça climática e o fortalecimento da agricultura familiar nos territórios atendidos. Confira o Termo de Referência completo disponível em anexo.

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Equipe do Bioca realiza mapeamento para proteção de nascentes em Guarani de Goiás

A equipe técnica do projeto Biodiversidade e cadeias produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca Cerrado), iniciou na última semana, durante visita a Guarani de Goiás, o processo de mapeamento para cercamento e proteção das áreas de vereda localizada nas bacias do Rio das Vacas e do Rio do Freio, importantes para o abastecimento hídrico da região.  Coordenador do projeto BIOCA, Gustavo Silva, explicou que as visitas aconteceram nos Projetos de Assentamentos Belo Horizonte e Sumidouro, territórios que integram a área das bacias hidrográficas de abastecimento público. “O objetivo é identificar e delimitar as áreas que receberão os cercamentos para auxiliar na proteção das nascentes que compõem um grande sistema de veredas, com mais de 2 mil hectares de extensão, fundamental para a manutenção da segurança hídrica e da biodiversidade do Cerrado”, disse.  Além da equipe do projeto, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Econômico de Guarani de Goiás, Fabrício Correa Melo Brito e seu adjunto, Leonardo Aguiar Carvalho Rodrigues, também acompanharam as atividades, atuando na articulação com os assentados e levantamentos aéreos.  Segundo Fabrício Brito, a ação representa um passo histórico para o município na conservação ambiental e recuperação dos recursos hídricos. “Estamos realizando o levantamento e a demarcação das áreas para proteger as nascentes dos nossos rios. Esse é um sonho antigo da nossa região e uma das obras ambientais mais importantes para Guarani de Goiás. Preservar essas veredas significa melhorar os recursos hídricos, garantir água para a população e proteger a vida”, afirmou. O secretário também destacou o trabalho desenvolvido pela equipe do BIOCA e a parceria construída com moradores, associações e instituições locais. “Esse trabalho só está sendo possível graças à união entre a prefeitura, os assentados, a equipe do BIOCA e todos os parceiros envolvidos. É uma ação pioneira, que pode servir de exemplo para outras regiões de Goiás e do Brasil”, ressaltou. Sobre o projeto O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto propõe uma abordagem integrada para a restauração ecológica, aliando conservação da biodiversidade e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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Pamonhada do Milho Crioulo celebra agricultura familiar no Nordeste Goiano 

O município de Buritinópolis, no Nordeste Goiano, recebeu nesta sexta-feira (15) a Pamonhada do Milho Crioulo, evento promovido pelo Movimento Camponês Popular (MCP), e pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) por meio do projeto Biodiversidade e cadeias produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano. O encontro reuniu agricultores familiares, representantes de instituições parceiras, do governo federal e dos municípios de Buritinópolis, Simolândia, Alvorada do Norte comunitárias em uma celebração da agroecologia, das sementes crioulas e dos saberes tradicionais do campo, fortalecendo a integração comunitária e o papel da agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis no Cerrado Goiano.  Durante a programação, os participantes acompanharam o preparo coletivo das pamonhas produzidas com milho crioulo cultivado pelas famílias camponesas da região. Mais do que uma tradição alimentar, a atividade simbolizou a resistência dos povos do campo e a defesa da soberania alimentar. Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em Goiás, Jéssica Brito, destacou a importância do evento para a valorização da agricultura familiar e das sementes crioulas. “A Pamonhada do Milho Crioulo celebra uma tradição alimentar da agricultura familiar goiana, mas também reafirma a importância da produção de alimentos saudáveis, da promoção dos saberes tradicionais e da conservação das sementes crioulas, que são a base da nossa alimentação”, afirmou.  Segundo ela, o encontro também dialoga diretamente com as políticas públicas do governo federal voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, garantindo acesso ao crédito, assistência técnica e incentivo à produção de alimentos de qualidade. A secretária em exercício da Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do MDA, Maristella Matos, reforçou o papel da agricultura familiar para o país. “A agricultura familiar é o que sustenta o Brasil. Aqui vemos alimento saudável, produção coletiva e, acima de tudo, acolhimento e afetividade”, destacou. Dirigente nacional do Movimento Camponês Popular (MCP), Lindenilson Silva, ressaltou que a pamonhada representa um momento de memória coletiva e valorização dos modos de vida camponeses. “É um ato coletivo. Uma pamonha coletiva onde os camponeses celebram a produção, a vida e a atividade comunitária. Produzir comida de verdade é fazer mutirão, fazer junto, preservar as variedades crioulas e transmitir esses conhecimentos para as novas gerações”, destacou. Para Elcivaldo Barbosa, Mobilizador Territorial no projeto BIOCA, o evento representa um marco para a região. “É um motivo de muito orgulho realizar essa festa aqui na nossa cidade. Estamos mostrando nossa cultura, nossa colheita e a importância de produzir comida saudável e comida de verdade”, afirmou. A programação também contou com a participação do padre Wagner Xavier, da Paróquia São Francisco Xavier, que destacou o caráter simbólico e comunitário da atividade. “Estamos aqui para celebrar a cultura do nosso povo, celebrar a vida e valorizar aquilo que nasce da terra. Isso é bom e precisa ser preservado”, disse. Superintendente Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), em Goiás, Luiz Carlos do Nascimento, lembrou que a pamonhada também é resultado das políticas públicas voltadas à aquisição e preservação de sementes crioulas. “Ver esse trabalho coletivo e comunitário acontecendo é muito gratificante para a CONAB”, afirmou. O coordenador-geral do projeto BIOCA, Marcelo Mendonça, ressaltou a retomada das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento territorial e à inclusão produtiva no país. “Tudo isso só é possível porque houve a retomada dos investimentos sociais, ambientais e das políticas públicas para os territórios rurais. São esses homens e mulheres que produzem a comida que chega à mesa do povo brasileiro”, afirmou. Sobre o projeto O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto propõe uma abordagem integrada para a restauração ecológica, aliando conservação da biodiversidade e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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