Rede Sementes da Vida

Author name: Thaís Souza

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Cozinhas solidárias promovem formação sobre alimentação saudável e direitos sociais em Sergipe

Vinculadas ao Movimento Camponês Popular (MCP), as cozinhas solidárias de Sergipe realizaram, entre os dias 2 e 6 de março, uma série de oficinas sobre alimentação saudável, agroecologia e direitos sociais. As atividades aconteceram em comunidades rurais e urbanas e reuniram camponeses, cozinheiras e moradores em momentos de aprendizado coletivo sobre produção, preparo e acesso a alimentos de qualidade. Na Cozinha Solidária Mulheres Camponesas de Umbaúba, na zona rural do município, foi realizado um ciclo de quatro encontros abordando nutrição e alimentação saudável, práticas agroecológicas e gestão de resíduos, boas práticas de manipulação de alimentos e promoção da saúde por meio da alimentação. As oficinas incentivaram a troca de experiências entre os participantes e destacaram a importância da produção de alimentos saudáveis, do manejo sustentável da terra e do cuidado no preparo das refeições que chegam às mesas da comunidade. Outra atividade aconteceu na Cozinha Solidária Tropical Sabores da Fonte Nova, localizada na zona rural de Estância. Na quinta-feira (5), moradores participaram da oficina sobre Direito Humano à Alimentação Adequada, conduzida pela instrutora Kauane Santos Batista. Durante o encontro, os participantes discutiram o acesso às políticas públicas e os desafios enfrentados pelas famílias que vivem no campo. Para Kauane, a experiência das cozinhas mostra que a fome e a insegurança alimentar também estão presentes nos territórios rurais, muitas vezes invisibilizadas. “A cozinha solidária é um instrumento de segurança alimentar dentro do espaço rural. Ela leva o alimento que nutre o corpo, mas também nutre a mente e a educação, porque é um espaço formativo. Não se trata apenas de entregar comida, mas de discutir a origem desse alimento e fortalecer o conhecimento sobre a produção e o consumo saudável”, afirmou. A formação também abordou o acesso da população a políticas públicas como saúde, assistência social e educação. Segundo a instrutora, compreender o direito à alimentação adequada exige olhar para o conjunto de direitos sociais. “O direito à alimentação também passa pela moradia digna, pelo acesso à saúde, à educação e às demais políticas públicas que estruturam a vida da população”, ressaltou. Outro tema presente nas oficinas foi a agroecologia, defendida pelo Movimento Camponês Popular como caminho para fortalecer a produção camponesa e garantir alimentos saudáveis nos territórios. Além de oferecer refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade, os espaços funcionam como pontos de encontro e organização comunitária, onde se compartilham conhecimentos sobre alimentação, produção e direitos sociais. As atividades fazem parte do Programa Cozinha Solidária, iniciativa do Governo Federal coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa tem como objetivo oferecer alimentação gratuita e de qualidade a pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. Em Sergipe, as ações são executadas pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP).

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Bioca participa de Dia de Campo realizado pela Embrapa e reforça articulação pela agroecologia no Cerrado

Reforçando a integração entre pesquisa científica, políticas públicas e experiências comunitárias voltadas à restauração ambiental produtiva no Cerrado, a equipe do projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca) participou nesta sexta-feira (27), do Dia de Campo promovido pela Embrapa Arroz e Feijão em Goiás. Realizado na Fazendinha Agroecológica da Unidade, o encontro reuniu representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da SANEAGO, do Movimento Camponês Popular (MCP), do Instituto Federal Goiano, da Universidade Federal de Goiás (UFG), além de agricultores e agricultoras familiares, integrantes de cooperativas da região, pesquisadores da Embrapa e representantes do Ministério Público. Estações A programação foi organizada em quatro estações temáticas, com os participantes divididos em grupos por cores. A dinâmica favoreceu o diálogo direto com pesquisadores e agricultores, aproximando teoria e prática no campo. Na primeira estação, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Dr. Agostinho Didonet, apresentou experiências com a produção de feijão em bases agroecológicas, destacando a importância do manejo adequado e da diversidade genética para garantir produtividade e resiliência. A segunda estação foi conduzida pelo MCP, com os agricultores José Belchior e Marivalda dos Santos, que compartilharam a vivência nos corredores agroecológicos e o trabalho coletivo na produção de sementes. O protagonismo das mulheres do campo foi um dos pontos altos da conversa, especialmente no processo de seleção e conservação de sementes crioulas, fortalecendo a transição agroecológica nos territórios. Já na terceira estação, a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Dra. Cynthia Torres, apresentou experimentos sobre manejo de solos em diferentes sistemas produtivos. Ela demonstrou metodologias práticas para estimar, de forma rápida e acessível, a qualidade do solo e a sanidade dos cultivos, ferramenta estratégica para agricultores que buscam eficiência com sustentabilidade. Encerrando o circuito técnico, a equipe da SANEAGO detalhou suas ações de recuperação de bacias hidrográficas e programas voltados à segurança hídrica e alimentar, como a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em áreas das bacias hidrográficas de abastecimento público. Bioca A participação da equipe do Bioca no Dia de Campo reforça sua atuação no fortalecimento das cadeias produtivas da biodiversidade e na restauração de áreas degradadas no Cerrado Goiano. Ao acompanhar as experiências com sementes crioulas, manejo de solo e corredores agroecológicos, a equipe amplia a articulação com instituições de pesquisa, movimentos sociais e órgãos públicos. Mais do que um evento técnico, o Dia de Campo consolidou-se como espaço de convergência entre conhecimento científico, saberes e fazeres tradicionais e políticas públicas.

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Cozinha Solidária Dona Zizi realiza oficina sobre boas práticas de manipulação de alimentos em Riachão do Dantas

Localizada no povoado Tanque, na zona rural de Riachão Dantas (SE), a Cozinha Solidária Dona Zizi, realizou nesta sexta-feira (27) a primeira oficina do cronograma de capacitações promovido pelas Cozinhas Solidárias de Sergipe, vinculadas à Rede Nacional do Movimento Camponês Popular (MCP). Com o tema “Boas Práticas de Manipulação de Alimentos”, a oficina foi conduzida pela facilitadora Zulmira Maria de Sandes Araújo, moradora da comunidade e responsável pelas capacitações. O público foi composto majoritariamente por mães, donas de casa e trabalhadoras rurais que atuam como voluntárias na preparação das refeições distribuídas gratuitamente pela cozinha solidária. Durante a formação, foram abordados cuidados no preparo, armazenamento e higienização dos alimentos, reforçando a importância da segurança alimentar tanto no ambiente doméstico quanto no trabalho coletivo realizado na cozinha. A metodologia priorizou rodas de conversa e troca de experiências entre as participantes, articulando saberes populares e conteúdos técnicos. Segundo a facilitadora, a experiência foi marcada pela participação ativa das voluntárias e pela valorização dos conhecimentos já presentes na comunidade. “Foi uma troca muito rica. Elas já trazem uma vivência do dia a dia, tanto nas suas casas quanto na cozinha solidária. A parte teórica veio para fortalecer e qualificar ainda mais esse trabalho”, destacou Zulmira Araújo. A Cozinha Solidária Dona Zizi integra a política de combate à fome articulada pelo Movimento Camponês Popular em todo o país, com foco na organização popular, na soberania alimentar e na valorização do campesinato. Em Sergipe, a Agrobio atua como gestora da unidade, garantindo a execução das atividades, a articulação comunitária e o cumprimento das diretrizes do programa. A atividade marcou o início de uma série de formações previstas para os meses de fevereiro e março. 

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BIOCA impulsiona Sistemas Agroflorestais (SAFs) e restauração ambiental no Nordeste Goiano

O engajamento das famílias camponesas na implementação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) como instrumento de restauração ambiental em áreas de Cerrado apresentam os primeiros resultados e demonstram a relevância do projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). A iniciativa alia restauração ecológica, soberania alimentar e geração de renda em comunidades do Nordeste Goiano. Segundo o mobilizador do Projeto no território, Elcivaldo Barbosa, o envolvimento das famílias é um indicativo de que a proposta tem sido bem recebida. “As pessoas estão interessadas e acreditando na possibilidade de ter um quintal realmente produtivo e, no futuro, até uma renda extra”, afirmou. O BIOCA está viabilizando a restauração de 200 hectares no Corredor Veadeiros Pouso Alto Kalunga, em Goiás, além da implantação de Sistemas Agroflorestais, pomares agrobiodiversos e corredores agroecológicos. A proposta busca fortalecer cadeias produtivas locais, ampliar a produção para autoconsumo e comercialização, inclusive por meio de políticas públicas como o PAA e o PNAE. Atualmente estão implantados 90 SAFs (cerca de 45 hectares) em diversos municípios do Nordeste Goiano com destaque para as Comunidades Camponesas, Quilombolas e Assentamentos. Ainda o Projeto está viabilizando a restauração ambiental de mais 168 hectares de áreas verdes (APPs e reserva legal) e o cercamento numa parceria com SANEAGO de 2.200 hectares em áreas de mananciais de abastecimento público. O Projeto aposta na capacitação das comunidades para garantir continuidade às ações, associando conservação ambiental, inclusão produtiva e valorização dos saberes tradicionais. Com financiamento da Petrobrás e do BNDES, por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, sob gestão do FUNBIO, o BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO.

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Agroecologia e crédito rural impulsionam agricultura familiar em assentamento de Palmares

Com o objetivo de subsidiar a implantação dos Corredores Agroecológicos no Assentamento Eduardo Campos, localizado em Palmares (PE), a equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, em parceria com representantes de diversas instituições realizou uma capacitação técnica. Os agricultores participaram de uma capacitação dentro do eixo agroecológico, com abordagem de conceitos introdutórios sobre agroecologia, manejo saudável do solo, conservação e uso de sementes crioulas, políticas públicas voltadas à agricultura familiar e as diferenças estruturais entre o modelo agroecológico e o agronegócio convencional. A formação buscou ampliar a compreensão dos assentados sobre sistemas produtivos sustentáveis e fortalecer o processo de transição agroecológica no território, com foco na diversificação da produção e na valorização da agrobiodiversidade local. Ao final da atividade, foram realizadas as assinaturas dos projetos de crédito rural elaborados em visita técnica anterior. O acesso ao financiamento permitirá investimentos na infraestrutura produtiva das parcelas, ampliando as condições para melhoria da produção e geração de renda. Diagnóstico Com a realização de cinco diagnósticos iniciais nas parcelas dos assentados, a equipe deu continuidade ao cadastramento dos agricultores no projeto Rede Sementes da Vida, uma iniciativa do programa Terra à Mesa, do Governo Federal. O instrumento técnico contempla a caracterização ambiental das áreas, levantamento de dados sociais e econômicos, análise da produção agropecuária existente e mapeamento da agrobiodiversidade já presente nas propriedades. O diagnóstico também identifica as variedades que cada agricultor deseja cultivar, permitindo que o planejamento dos corredores agroecológicos seja construído de forma participativa e alinhado à realidade produtiva local. A ação integra políticas públicas articuladas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Banco do Brasil e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio dos programas Terra à Mesa e Programa Nacional de Formação em Ater para Assentamentos de Reforma Agrária e Contribuições para Agenda 2030 (Pró – SEMEIA).  Participação Do projeto Rede Sementes da Vida, a atividade contou com a participação da Agente de Transição Agroecológica Anna Clara Nery Junquilho; da técnica-residente Lara Heloísa Mendonça Rebonato, do ProSEMEIA; e da professora de Zootecnia da UFRPE, Janaína Kelli Gomes Arandas.

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Equipes do MDS e MCP visitam Cozinhas Solidárias em Sergipe e reforçam diálogo com territórios

Sergipe recebeu, dos dias 9 a 13 de fevereiro, uma série de visitas técnicas a cozinhas solidárias apoiadas pelo Programa Cozinha Solidária, uma iniciativa do Governo do Brasil, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que tem como objetivo fornecer alimentação gratuita e de qualidade à população, preferencialmente às pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social, incluída a população em situação de rua e em insegurança alimentar e nutricional. A visita envolveu representantes das Entidades Gestoras, credenciadas pelo programa para atuar na região que são  a Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) e o Movimento Camponês Popular (MCP). A agenda percorreu Aracaju, Umbaúba, Lagarto, Salgado e Estância.  As cozinhas solidárias em funcionamento nesses municípios atende, desde população em situação de rua na capital até comunidades quilombolas e mulheres camponesas na zona rural em situação de insegurança alimentar. Com o objetivo de acompanhar a execução das atividades, dialogar com as coordenações locais e conhecer de perto os desafios enfrentados pelas equipes, as visitas foram conduzidas pelas técnicas em políticas sociais do MDS, Bianca da Rocha Frota e Paula Bernardes Machado e pelos dirigentes do MCP, Kauane Batista, Ana Maria Guimarães e Alexandre Matos. Para Joseilma Menezes Santos, coordenadora da Cozinha Tropical Sabores da Fonte Nova, a presença do MDS foi fundamental para dar visibilidade à realidade enfrentada pela equipe. “A visita do MDS na nossa cozinha foi de suma importância, porque através desta ação eles puderam ver a nossa realidade, as dificuldades que temos aqui, além disso é uma forma de mostrarmos na prática que precisamos de mais apoio da parte do MDS para dar continuidade a esse projeto tão bonito, que é o das cozinhas solidárias.” Joseilma destacou que, apesar da estrutura simples, o trabalho é realizado com dedicação. “É uma cozinha humilde, simples, mas a gente faz tudo de coração, com muito amor. Queremos crescer e contribuir para mais famílias em situação de vulnerabilidade social. Esperamos mais visitas como esta”, concluiu. Visitas  As atividades compõem o processo de monitoramento e fortalecimento do Programa Cozinha Solidária, executado no âmbito da  Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Governo do Brasil. Os resultados alcançados pelo programa, que já apoia 410 cozinhas solidárias por todo país, reforça a importância de políticas públicas estruturadas e articuladas com organizações da sociedade civil.

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Assistência técnica agroecológica impulsiona produção de alimentos saudáveis em Minas Gerais

Em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP), o projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil, segue avançando no Vale do Aço, em Minas Gerais, por meio do cadastramento de famílias agricultoras e da oferta de assistência técnica produtiva com base nos princípios da agroecologia. As ações estão sendo desenvolvidas nos municípios de Periquito, Bugre, Iapu, Ipaba, Belo Oriente, Santana do Paraíso, Entre Folhas, Vargem Alegre, Ipatinga, Naque e Pingo d’Água, envolvendo agricultoras e agricultores familiares que constroem, diariamente, sistemas produtivos, a soberania alimentar e a conservação da biodiversidade local. Até o momento, 38 famílias agricultoras já foram cadastradas no âmbito do projeto. O cadastramento faz parte da estratégia de fortalecimento da agricultura familiar e de ampliação das ações de transição agroecológica na região. As visitas técnicas estão sendo realizadas pelo engenheiro agrônomo e Agente de Transição Agroecológica José Wilson Ferreira Bispo, em conjunto com a Agente Popular de Transição Agroecológica Mariana Aparecida Martins. Durante os encontros nas propriedades, além do cadastro das famílias, são promovidas orientações técnicas produtivas, respeitando as especificidades de cada território, os saberes locais e a diversidade dos sistemas agrícolas. Entre os principais temas trabalhados estão o manejo agroecológico na produção de hortaliças e frutas, o fortalecimento de sistemas produtivos diversificados, além de orientações voltadas à comercialização da produção e à gestão financeira das unidades familiares. As ações buscam ampliar a autonomia econômica das famílias agricultoras e fortalecer circuitos curtos de comercialização de alimentos saudáveis. Sobre o Projeto O Rede Sementes da Vida é uma iniciativa voltada ao fortalecimento da agricultura camponesa, da agroecologia e da produção de sementes crioulas. O projeto integra o programa Da Terra à Mesa, do Governo Federal, que busca aproximar quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, promovendo segurança alimentar, soberania alimentar e desenvolvimento territorial sustentável. Executado pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), o projeto é desenvolvido em oito estados brasileiros, em parceria com diversas associações.

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Equipes do Projeto Bioca realizam visitas técnicas aos SAFs no Nordeste Goiano

Com o objetivo de avaliar o desenvolvimento das mudas, orientar as famílias agricultoras e ajustar os manejos diante das condições climáticas, as equipes técnicas do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca) intensificaram, no mês de janeiro, as visitas técnicas e mutirões de acompanhamento aos Sistemas Agroflorestais (SAFs) implantados em diferentes territórios do Nordeste Goiano. As atividades envolveram os técnicos de campo e mobilizadores locais, reforçando o compromisso do projeto com os territórios tradicionais e com a agroecologia como estratégia de restauração produtiva. Entre as ações realizadas, destacam-se visitas aos SAFs em Guarani de Goiás, Simolândia, Alvorada do Norte, Buritinópolis, Divinópolis de Goiás, Cavalcante e Monte Alegre de Goiás. Para a mobilizadora, Mariene Pereira de Sousa, o acompanhamento é fundamental para a efetividade das ações. “As visitas foram feitas às famílias que implementaram os primeiros SAFs, para observarmos como está o cuidado com as sementes, se houve boa germinação e quais mudas se adaptaram ao solo”, explica. Mariene Sousa explicou ainda que o processo vai além da verificação técnica e envolve diálogo com as famílias camponesas. “Além de ir a campo ver se SAF está sendo implementado conforme o projeto, é uma oportunidade de dialogarmos com as famílias envolvidas e deste modo fortalecer essas famílias que estão construindo a agroecologia no território. Com os SAFs, as famílias estão plantando milho crioulo, feijão, sementes de adubação verde como crotalária, girassol e guandu. Essas plantas ajudam a proteger o solo, melhorar a fertilidade e fortalecer o sistema como um todo”, detalha Mariene. Além do acompanhamento dos sistemas já implantados, o mês de janeiro também marcou a implantação de novos SAFs em Divinópolis de Goiás, ampliando o alcance territorial do projeto e garantindo a continuidade das ações. Parceria As atividades de visita de campo foram realizadas em parceria com o Movimento Camponês Popular de Goiás (MCP-GO), organização que atua diretamente junto às famílias camponesas e comunidades tradicionais do território. A participação do movimento foi fundamental para garantir a mobilização local, o diálogo com as famílias e a implementação dos Sistemas Agroflorestais a partir dos princípios da agroecologia, respeitando os modos de vida, os saberes populares e as estratégias coletivas de cuidado com a terra e de fortalecimento da soberania alimentar.

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Comunidade quilombola de Bujaru inicia ações de implantação dos corredores agroecológicos e recebe sementes crioulas

A Comunidade Quilombola São Judas Tadeu, no município de Bujaru (PA), iniciou as ações de implementação dos corredores agroecológicos a partir do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. A iniciativa marca um passo importante para o fortalecimento da agroecologia no território, com foco na valorização dos saberes tradicionais, na conservação da agrobiodiversidade e na promoção da soberania alimentar. A agenda incluiu a apresentação do projeto à comunidade e o início do diálogo para a implantação dos corredores agroecológicos, estratégia que busca integrar áreas produtivas, conservar a biodiversidade local e fortalecer a produção de alimentos saudáveis. Como parte das atividades, a equipe do projeto realizou visitas a agricultoras e agricultores que irão integrar as ações, promovendo a escuta sobre o território, os modos de produção existentes e as perspectivas para a construção coletiva dos corredores. Em articulação com essas ações, agricultoras e agricultores familiares da comunidade também receberam sementes crioulas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Sementes), do Governo Federal. A entrega contribui para o fortalecimento dos sistemas produtivos tradicionais, amplia a autonomia das famílias e reafirma o compromisso com a conservação da biodiversidade e o uso de sementes adaptadas ao território. O encontro consolidou um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e articulação territorial, reafirmando a agroecologia como um caminho estratégico para a autonomia dos povos quilombolas, a proteção dos ecossistemas e a promoção da soberania alimentar na região.

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Projeto Rede Sementes da Vida é apresentado a famílias camponesas e quilombolas em Lagarto

Uma ação realizada pelo Movimento Camponês Popular (MCP) de Sergipe e pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) marcou, neste domingo (25), a apresentação do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil a famílias camponesas e quilombolas do município de Lagarto, no Sertão Ocidental de Sergipe. A iniciativa integra o edital Da Terra à Mesa Brasil e irá atender diretamente unidades familiares da região, com ações voltadas à produção agroecológica e ao fortalecimento das sementes crioulas. Durante a atividade, os participantes conheceram o planejamento para a implantação de um corredor agroecológico no território. A proposta é que esse corredor funcione como um polo irradiador de práticas agroecológicas, sendo posteriormente multiplicado nas unidades familiares atendidas pelo projeto, sempre levando em consideração as necessidades, os saberes tradicionais e as potencialidades produtivas de cada família. De acordo com o agente de Transição Agroecológica do projeto em Sergipe e integrante do MCP, Luiz Fernando Santos de Jesus, a iniciativa representa um passo concreto para o fortalecimento da agricultura camponesa no estado. “A ideia do corredor agroecológico é criar um espaço de referência, onde as famílias possam trocar experiências, fortalecer a produção de sementes crioulas e avançar na transição agroecológica de forma coletiva e organizada”, destacou. Parceria A atividade contou com o apoio da Cozinha Solidária Dona Zizi, que garantiu alimentação saudável e agroecológica para cerca de 70 participantes. A ação reforça o papel dos movimentos sociais na construção e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à soberania alimentar, à agroecologia e à valorização dos territórios camponeses e tradicionais. Sobre o Projeto O Rede Sementes da Vida é uma iniciativa de alcance nacional voltada ao fortalecimento da agricultura camponesa, da agroecologia e da produção de sementes crioulas. O projeto integra o programa Da Terra à Mesa Brasil, do Governo Federal, que busca aproximar quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, promovendo segurança alimentar, soberania alimentar e desenvolvimento territorial sustentável. Executado pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), o projeto é desenvolvido em oito estados brasileiros, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A iniciativa articula organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma rede nacional, fortalecendo práticas agroecológicas, a valorização dos saberes tradicionais e a autonomia produtiva das famílias camponesas e quilombolas.

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