Rede Sementes da Vida

Notícias

agrobio, Notícias

II Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida destaca resultados no campo e avanço da produção de sementes crioulas

Com o objetivo de ampliar a produção de sementes crioulas, fortalecer a transição agroecológica e garantir mais alimentos saudáveis à população brasileira, a equipe do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil realizou, nesta sexta-feira (24), o II Encontro Nacional Rede Sementes da Vida. A iniciativa teve como foco apresentar os resultados já alcançados durante a execução do projeto e discutir os próximos passos. Coordenador-geral do projeto, Murillo Notine apresentou o balanço da execução. “A iniciativa está presente nos estados de Goiás, Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, e já avançou também para a Paraíba, ampliando sua presença territorial”, explicou. Segundo Murillo Notine, o projeto reúne atualmente 261 Unidades Familiares de Produção Agroecológica cadastradas. “Desse total, 60,1% são conduzidas por mulheres e 13,79% por jovens, o que demonstra a força do protagonismo feminino e da juventude no campo”, destacou. Outro dado apresentado pelo coordenador foi o alcance social da iniciativa. “Hoje acompanhamos indiretamente 607 famílias agricultoras. Entre esse público, estão 135 famílias quilombolas e mais de 100 famílias indígenas, reforçando nosso compromisso com a diversidade dos territórios”, afirmou. Na área de formação e intercâmbio de experiências, os números também mostram avanço. “Já realizamos oito capacitações e 31 intercâmbios entre agricultores, técnicos e organizações parceiras. Isso fortalece o compartilhamento de saberes e metodologias voltadas à produção de sementes e ao manejo agroecológico”, pontuou. Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Geane Bezerra destacou a importância do apoio governamental às iniciativas conduzidas diretamente pelos agricultores familiares. “Quando fortalecemos projetos como a Rede Sementes da Vida, estamos investindo em produção de alimentos saudáveis, geração de renda no campo e enfrentamento à fome com base na organização dos territórios”, afirmou a coordenadora-geral de Inclusão Sócio Produtiva no MDA. Geane Bezerra também ressaltou que a parceria entre governo federal e organizações sociais amplia os resultados das políticas públicas. “São ações que chegam onde realmente precisam chegar, valorizando quem produz e preserva a biodiversidade brasileira”, completou. Dirigente nacional do Movimento Camponês Popular (MCP), Lidenilson Silva reforçou o papel das sementes crioulas e da agroecologia para o futuro da produção agrícola no país. “As sementes crioulas representam autonomia para as famílias agricultoras, conservação da agrobiodiversidade e resistência diante de um modelo que concentra terra e renda. Fortalecer esse trabalho é fortalecer o povo do campo”, declarou. Segundo Lidenilson Silva, a Rede Sementes da Vida também cumpre uma função estruturante nos territórios. “Quando organizamos produção, formação e troca de experiências, estamos criando condições para que as comunidades avancem com soberania alimentar e mais capacidade de enfrentar os desafios climáticos”, destacou. Os resultados apresentados demonstram que o investimento direto na agricultura familiar fortalece a produção de alimentos saudáveis, gera autonomia para as comunidades rurais e amplia a capacidade dos agricultores de enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O encontro reforçou ainda que as sementes crioulas seguem como patrimônio para a soberania alimentar do país.

agrobio, Notícias

Cozinhas solidárias fortalecem redes de acolhimento e formação comunitária em Pernambuco

Mais do que espaços de preparo e distribuição de alimentos, as cozinhas solidárias de Pernambuco têm ampliado seu papel nas comunidades ao se firmarem como centros de formação, acolhimento e troca de saberes. A experiência recente, de formações realizadas com equipes e participantes da Cozinha Solidária Afetivas Marmitas Saudáveis, em Olinda (PE) evidencia a potência dessas iniciativas na construção de redes de apoio e fortalecimento social. Com temas como Práticas Agroecológicas e Gestão de Resíduos; Nutrição e Alimentação Saudável  e Gestão e Planejamento, as atividades formativas envolveram tanto integrantes da própria equipe quanto participantes de outras cozinhas e jovens da comunidade. A primeira formação contou com a participação de companheiras de outras iniciativas, enquanto as demais foram voltadas ao público interno da Cozinha Afetiva e às jovens defensoras do território. A coordenação das formações ficou a cargo de Ivana Kelly, que também atuou como facilitadora em um dos encontros. As atividades foram conduzidas ainda por Joana Alves, Keila Marques e Hallana Dandara, que trouxeram diferentes abordagens para temas comuns, sempre com foco nas vivências das mulheres.  Segundo Ivana Kelly, a cozinha solidária precisa ser compreendida para além de sua função básica. “Não é só um espaço de preparo de alimentos, mas um espaço de acolhimento e responsabilidade, onde a gente pode falar, opinar, refletir e aprender”, destaca. Esse entendimento é compartilhado por quem vive o dia a dia das cozinhas. Cozinheiras como Thaís Valéria, Beatriz Maria e Rozenilda Galdino relatam que o impacto das formações se reflete diretamente na forma como o trabalho é desenvolvido junto à comunidade. Para elas, a cozinha se tornou um espaço de escuta ativa, especialmente para públicos vulneráveis como jovens e idosos. “Aqui a gente não só cozinha. A gente acolhe, conversa, escuta. Tem rodas de conversa onde todo mundo ensina e aprende”, relata uma das participantes. As rodas de conversa, aliás, são apontadas como um dos principais instrumentos de transformação dentro das cozinhas. É nesses momentos que surgem debates sobre desigualdades sociais, com destaque para questões de raça e gênero. Um dos temas abordados nas formações foi a desigualdade alimentar entre mulheres brancas e mulheres negras, com base em estudos que evidenciam essas disparidades. A abordagem dos temas foi adaptada em cada encontro, mantendo o foco na realidade das participantes e incentivando a reflexão coletiva. “É muito gratificante ver que as pessoas se sentem à vontade para falar e opinar. Isso não é fácil, principalmente em espaços onde muitas vezes elas não são ouvidas”, pontua Thaís Valéria. Além do aprendizado técnico e das discussões sociais, as formações também contribuem para o fortalecimento das redes comunitárias. Para Beatriz Maria, o impacto vai além do imediato. “O papel da cozinha solidária não é só alimentar. A gente acolhe, escuta e multiplica conhecimento. Isso transforma”, afirma. As cozinhas solidárias têm se consolidado, assim, como territórios de resistência e construção coletiva, onde o alimento é apenas o ponto de partida para algo maior: o fortalecimento de vínculos, a valorização das vozes locais e a promoção de justiça social nas periferias pernambucanas.

agrobio, Notícias

Ação coletiva de Movimentos Sociais, Instituições e sociedade civil promove implantação de corredores agroecológicos em Sergipe

Os municípios de Lagarto, Tomar do Geru e Umbaúba, em Sergipe, receberam nos dias 18 e 19 de abril mutirões de implantação de corredores agroecológicos promovidos pelo projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. As atividades ocorreram no Câmpus do Instituto Federal de Sergipe, em Lagarto, no povoado Guarema, em Umbaúba, e no povoado Oiti, em Tomar do Geru. Os corredores agroecológicos são áreas planejadas para integrar produção agrícola, conservação ambiental e diversidade de cultivos. Funcionam como redes que conectam espaços produtivos, fortalecendo o equilíbrio ecológico e ampliando a resiliência dos territórios rurais. Esses sistemas ajudam a recuperar o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e proteger a biodiversidade. Em um cenário de mudanças climáticas, também se tornam estratégicos para garantir produção de alimentos de forma sustentável. Além dos ganhos ambientais, os corredores fortalecem a autonomia das famílias agricultoras. Com maior diversidade produtiva, os agricultores ampliam a oferta de alimentos saudáveis, reduzem a dependência de insumos externos e criam novas oportunidades de comercialização em feiras e programas institucionais. Implantação A implantação dos corredores começa ainda antes do plantio, com visitas técnicas e diálogo direto com as famílias camponesas. Nessa etapa, são identificadas áreas prioritárias a partir de critérios como disponibilidade de água, qualidade do solo e histórico de uso da terra. Depois, agricultores e técnicos realizam o planejamento coletivo dos sistemas produtivos, definindo o consórcio de culturas como milho, feijão, mandioca e outras espécies, buscando diversidade, segurança alimentar e geração de renda. O preparo do solo segue princípios agroecológicos, com prioridade para adubação orgânica, cobertura vegetal e manejo sustentável, evitando o uso de insumos químicos. Mutirões Durante os mutirões, o trabalho ganha força coletiva. Homens, mulheres e jovens participam da limpeza das áreas, marcação dos canteiros e plantio das culturas. O processo também fortalece os laços comunitários, a troca de experiências e a valorização da identidade camponesa. A ação contou com parceria do projeto Raízes Agroecológicas, apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da União Europeia (UE), coordenação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e liderança técnica da Embrapa. Também participam a Agrobio e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio do edital Da Terra à Mesa. A expectativa é expandir os corredores agroecológicos para outros territórios sergipanos, ampliando os impactos positivos sobre a produção de alimentos, o meio ambiente e a organização das comunidades rurais. Texto: Diego Eleonaldo

agrobio, anapamav, Notícias

Veículos ampliam ações agroecológicas do Rede Sementes da Vida no Pará e Maranhão

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil ganhou um reforço importante para as atividades em campo no Pará e no Maranhão. Por meio do programa Terra à Mesa, do Governo Federal, foram entregues dois veículos à Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV). Os veículos vão facilitar o deslocamento das equipes e ampliar a presença junto a agricultores e agricultoras, fortalecendo ações como visitas técnicas, formações e acompanhamento das iniciativas produtivas. A expectativa é garantir mais continuidade ao trabalho já desenvolvido, especialmente no fortalecimento da agroecologia e da produção de sementes crioulas. Diretora-presidente da ANAPAMAV, Rosane Andreia Silva dos Santos, explicou que a chegada dos veículos contribui diretamente para dar mais ritmo às atividades. “Esses carros vão ajudar no acompanhamento das ações e fortalecer a produção agroecológica, principalmente no trabalho com sementes crioulas”, afirmou. Ela também destaca que o apoio melhora a articulação com as comunidades e permite um acompanhamento mais próximo das iniciativas no campo. Da Terra à MesaO Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) é construída nos estados do Pará e Maranhão em parceria com a ANAPAMAV e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional.

agrobio, Notícias

Mutirão em Minas Gerais implanta corredor agroecológico e fortalece produção sustentável no campo

Dando continuidade às ações do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a equipe da iniciativa realizou, nesta terça-feira (24), um mutirão de implantação de corredor agroecológico na comunidade Córrego dos Quinquins, em Iapu (MG). Coordenada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP-MG) e a Acamponesa, a atividade reuniu agricultores e agricultoras da região em um esforço coletivo que alia produção agrícola, conservação ambiental e recuperação de áreas degradadas. Durante o mutirão, foram cultivadas diversas espécies, entre elas feijão de porco, utilizado como adubação verde, girassol, milho variedade Sol da Manhã, feijão carioca, feijão roxinho, feijão preto, feijão vermelho, gergelim e arroz. A diversidade de culturas implantadas é um dos pilares da agroecologia, contribuindo para o equilíbrio do solo, a redução de pragas e doenças e a diminuição da dependência de insumos externos. A ação evidencia também a importância do trabalho coletivo no campo. O mutirão, prática tradicional entre agricultores, se consolida como um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e construção conjunta de soluções sustentáveis. É nesse ambiente que o conhecimento técnico dialoga com a experiência prática, impulsionando a transição agroecológica nos territórios. Além dos benefícios ambientais, como a recuperação do solo e a conservação da biodiversidade, a iniciativa tem impacto direto na vida das famílias envolvidas. A produção diversificada garante uma alimentação mais saudável e fortalece a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de geração de renda no campo. Outro destaque é a valorização das sementes crioulas, que carregam a identidade cultural das comunidades e são fundamentais para a autonomia dos agricultores. Ao incentivar sua produção, beneficiamento e circulação, o projeto contribui para preservar a diversidade genética e reduzir a dependência de insumos comerciais. Com iniciativas como essa, a Rede Sementes da Vida reafirma seu compromisso com a construção de um modelo de produção baseado na sustentabilidade, na cooperação e na valorização dos saberes tradicionais, um caminho cada vez mais necessário diante dos desafios ambientais e sociais enfrentados pelo campo brasileiro.

accape, agrobio, Notícias

Rede Sementes da Vida avança em Pernambuco com diagnóstico de famílias agricultoras em Tracunhaém

Dando continuidade às ações do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a equipe técnica realizou, entre os dias 16 e 21 de março, o diagnóstico ambiental em propriedades de famílias agricultoras beneficiárias do programa Da Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Marcando mais uma etapa no avanço do projeto no estado, as atividades envolveram dez famílias dos assentamentos de Reforma Agrária Penedinho e Chico Mendes I. O projeto entra agora em uma etapa estratégica, após a conclusão do cadastramento das famílias. O diagnóstico consiste em um processo detalhado de escuta e levantamento de informações junto aos agricultores, contemplando os eixos social, administrativo, produtivo e ambiental. Entre os aspectos analisados estão a agrobiodiversidade existente nos territórios, características do relevo, clima, tipo de solo, intensidade dos ventos e a definição das áreas destinadas à implantação dos corredores agroecológicos. Outro ponto fundamental dessa etapa é o georreferenciamento das propriedades, incluindo a delimitação das parcelas, da sede dos sítios e das áreas planejadas para os corredores agroecológicos. Essas informações são essenciais para orientar, de forma técnica e participativa, as próximas ações do projeto nos territórios. Ao integrar planejamento técnico, participação social e respeito às características dos territórios, o Rede Sementes da Vida contribui para a construção de sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes conectando biodiversidade, produção e qualidade de vida no campo. Da Terra à Mesa O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com a ACCAPE e o MCP,  é construída em parceria com o Governo Federal, por meio  do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa.

agrobio, Notícias

Projeto BIOCA reúne mais de 500 participantes em Dias de Campo e fortalece restauração ambiental do Cerrado no Nordeste Goiano

O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) realizou, dos dias 10 a 13 de março, uma série de Dias de Campo em municípios do Nordeste Goiano, reunindo agricultores familiares, estudantes, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de instituições públicas e organizações parceiras. As atividades ocorreram nos municípios de Alvorada do Norte, Guarani de Goiás, Divinópolis de Goiás e Cavalcante, mobilizando mais de 500 participantes em torno de debates e práticas voltadas à agroecologia, restauração ambiental e fortalecimento da agrobiodiversidade do Cerrado. Os Dias de Campo reuniram ainda representantes de diversas organizações e instituições que atuam na promoção do desenvolvimento rural sustentável. Participaram das atividades equipes da Saneago, Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto Federal Goiano (IFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/DF), Embrapa Arroz e Feijão, Ministério do Desenvolvimento Agrário (DF), Associação Quilombo Kalunga (AQK), além de estudantes de cursos ligados a agroecologia e áreas ambientais. A programação também contou com a presença de prefeitos, vereadores e secretários municipais de meio ambiente dos municípios da região, além do deputado estadual Mauro Rubem, que acompanhou parte das atividades e destacou a importância de políticas públicas voltadas para a preservação ambiental e agricultura familiar. “Projetos como o BIOCA mostram que é possível recuperar áreas degradadas, proteger as nascentes e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção e a renda das famílias agricultoras. É uma iniciativa que dialoga diretamente com o futuro do Cerrado”, afirmou o parlamentar. Coordenador-geral do projeto, Marcelo Mendonça explicou que as ações já apresentam impactos significativos na região. “Atualmente, mais de 40 hectares de áreas degradadas estão em processo de restauração ambiental por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo produtivo que integra árvores, culturas agrícolas e espécies do Cerrado. As iniciativas do projeto também já alcançam, diretamente, 90 famílias agricultoras, fortalecendo práticas produtivas sustentáveis e ampliando oportunidades de geração de renda no meio rural”, disse. Marcelo Mendonça explicou que o objetivo é demonstrar que a restauração ambiental pode caminhar lado a lado com a produção de alimentos. “Nosso trabalho busca conciliar recuperação ambiental e desenvolvimento rural. Os Sistemas Agroflorestais permitem recuperar o solo, proteger a biodiversidade e ao mesmo tempo fortalecer a autonomia e a renda das famílias agricultoras”, explicou. Outro eixo estratégico do projeto é a conservação dos recursos hídricos. As ações do BIOCA já avançam na proteção de mais de 2.400 hectares de áreas de mananciais utilizadas para abastecimento público, atualmente em processo de cercamento e recuperação ambiental. A medida contribui para proteger nascentes e matas ciliares, garantindo maior segurança hídrica para as Comunidades Rurais e para os municípios da região. Para o prefeito de Guarani de Goiás, Janezio Pereira da Silva, iniciativas como o BIOCA demonstram que é possível conciliar desenvolvimento rural e conservação ambiental. “A sustentabilidade passa pela preservação. Precisamos garantir renda para quem vive no campo sem destruir a natureza. Projetos como esse ajudam a melhorar a vida das famílias da zona rural e contribuem para o futuro do município”, destacou. Formação Durante os Dias de Campo, os participantes puderam conhecer experiências práticas implantadas nas unidades produtivas, participar de oficinas técnicas e dialogar com pesquisadores e agricultores sobre alternativas produtivas adaptadas às condições do Cerrado. Para a professora Luana Fernandes Melo, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a participação de estudantes em atividades práticas como o Dia de Campo fortalece o processo de aprendizagem. “A teoria é essencial, mas precisa desse complemento. O contato com agricultores familiares e com os sistemas produtivos no território amplia muito a nossa compreensão sobre biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, destacou. As atividades incluíram visitas a Sistemas Agroflorestais implantados, oficinas sobre conservação e uso sustentável da água e debates sobre a importância da agrobiodiversidade para a segurança alimentar e a sustentabilidade dos territórios. Para o presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Carlos Pereira, a iniciativa tem fortalecido as comunidades tradicionais e ampliado as possibilidades de produção sustentável no território. “O sistema agroflorestal é uma forma de roça diversificada que combina alimentos, árvores frutíferas e espécies do Cerrado. É um modelo que fortalece a produção, conserva o ambiente e amplia as oportunidades de renda para as comunidades”, afirmou. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, universidades, movimentos sociais e órgãos públicos. O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa promove uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, contribuindo para ampliar a renda e a qualidade de vida das famílias agricultoras do Nordeste Goiano.

agrobio, Notícias

Comunidade Engenho II recebe Dia de Campo do BIOCA e debate sustentabilidade no território Kalunga

A equipe do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano  (BIOCA) realizou, nesta sexta-feira (13), um Dia de Campo na comunidade Engenho II, no município de Cavalcante (GO). A atividade reuniu cerca de 150 participantes, entre agricultores familiares, lideranças quilombolas, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições parceiras. O encontro foi marcado por momentos de diálogo, troca de experiências e debates sobre restauração ambiental, agroecologia e fortalecimento da agrobiodiversidade do Cerrado, temas centrais do projeto. Os Dias de Campo integram a estratégia do BIOCA de aproximar conhecimento científico e saberes tradicionais, fortalecendo a participação das comunidades rurais e quilombolas nas ações de recuperação de áreas degradadas e na construção de modelos produtivos sustentáveis. Para Flávio Diniz, coordenador da Casa Projetos Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), iniciativas como o BIOCA demonstram na prática o papel da universidade na articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Segundo ele, a presença da universidade em projetos voltados às comunidades é fundamental para fortalecer políticas públicas e promover o diálogo entre diferentes atores sociais. “A universidade tem como tripé o ensino, a pesquisa e a extensão. Ao mesmo tempo, ela tem o papel de auxiliar e fomentar políticas públicas, tanto no campo quanto na cidade. Projetos como o BIOCA são um bom exemplo dessa articulação, porque envolvem estudantes, pesquisadores, extensionistas e membros das comunidades, criando uma rede de colaboração fundamental para o sucesso das iniciativas”, destacou. A parceria entre o projeto e as organizações locais também foi ressaltada por Carlos Pereira, presidente da Associação Quilombo Kalunga. Para ele, a cooperação tem gerado resultados importantes dentro do território, especialmente com a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). “O trabalho conjunto já permitiu a implementação de 24 sistemas agroflorestais no território quilombola, com a previsão de expansão para mais 25 neste ano. O SAF é um modelo de roça diversificada, onde plantamos alimentos como feijão e outras culturas em corredores ecológicos, junto com árvores, frutíferas e espécies do Cerrado. É um sistema que fortalece a produção, conserva o ambiente e amplia as possibilidades de geração de renda para as comunidades”, explicou. Liderança histórica do território, o agricultor Cirilo dos Santos Rosa, de 71 anos, também destacou a importância das iniciativas que estimulam práticas produtivas alinhadas à preservação do bioma. “É um crescimento para a nossa base de sustentabilidade no Cerrado. Nós sobrevivemos ao Cerrado e precisamos mantê-lo vivo. Cada conhecimento que chega para fortalecer essa preservação é muito bem-vindo”, afirmou. Para Esther Fernandes, vice-presidente da AQK, o projeto contribui diretamente para fortalecer a agricultura familiar e ampliar as oportunidades econômicas dentro das comunidades. “Esse projeto traz fortalecimento para a agricultura familiar dentro do território. Trabalhar com agrofloresta e agroecologia é fundamental para garantir sustentabilidade e também gerar renda para as famílias”, destacou. Colaborador da Embrapa Arroz e Feijão, Marcos Antônio Rodrigues de Oliveira, explicou que a instituição contribui principalmente na orientação técnica para implantação dos Sistemas Agroflorestais e dos corredores agroecológicos. Sobre o Bioca O BIOCA é uma iniciativa da Agrobio, desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, organizações sociais e órgãos públicos.O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

agrobio, Notícias

Dia de Campo do Projeto Bioca reúne agricultores, estudantes e instituições em Divinópolis de Goiás

Cerca de 80 pessoas participaram, nesta quinta-feira (12), de mais uma edição do Dia de Campo do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). A atividade realizada em Divinópolis de Goiás, no Nordeste Goiano,  reuniu agricultores, estudantes, pesquisadores e representantes do poder público e de instituições parceiras para discutir práticas sustentáveis de produção e restauração do Cerrado. Os acompanharam palestras e atividades formativas, incluindo a oficina guiada pela equipe da Saneago. Em seguida, o grupo seguiu para uma visita técnica ao Sistema Agroflorestal (SAF) implantado na propriedade da agricultora Maria Nalva Abreu Neiva. Durante a visita ao campo foram realizadas duas estações de aprendizado, uma conduzida por técnicos da Embrapa e outra mediada pela própria agricultora e pela equipe técnica do projeto, permitindo aos participantes conhecer na prática o funcionamento do SAF e seus benefícios para a produção agrícola e para a recuperação ambiental. Professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), do Campus de Campos Belos, Luana Fernandes Melo, destacou a importância da participação dos estudantes em atividades práticas como o Dia de Campo. Segundo ela, o contato direto com experiências no território complementa o aprendizado teórico e amplia a compreensão sobre biodiversidade e cadeias produtivas sustentáveis. “A teoria é essencial, mas precisa desse complemento. Para os pesquisadores também é fundamental, porque muitas vezes ficamos dentro da universidade e dos laboratórios. Esse contato com agricultores familiares e com os sistemas produtivos fortalece o nosso conhecimento”, afirmou. A estudante de agroecologia Janaína Oliveira Santos, da UEG de Campos Belos, também ressaltou a importância da troca de experiências promovida pelo projeto. “É uma experiência muito rica, uma troca muito generosa entre o saber científico, com especialistas, professores e orientadores de projetos, e o saber popular e tradicional da agricultura familiar. Esse encontro de conhecimentos fortalece muito o aprendizado”, destacou. Ja a professora Franciele Rego Oliveira Brás, do Instituto Federal Goiano de Campos Belos evidenciou que a articulação entre instituições, agricultores e projetos de desenvolvimento territorial é fundamental para impulsionar o Nordeste Goiano. “É muito importante para o fortalecimento do território, especialmente do Nordeste Goiano, uma região que historicamente enfrenta muitos desafios. Essa união entre instituições e projetos fortalece as ações de pesquisa, extensão e, principalmente, o próprio território”, afirmou. Técnico de nível superior do Projeto BIOCA, Jean Carlos Alves de Abreu explicou que a implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) enfrentou desafios iniciais, principalmente pela falta de conhecimento da comunidade sobre o modelo produtivo, mas segundo ele, a implantação foi um sucesso. “Inicialmente foi difícil porque o pessoal não conhecia o que era o SAF. Mas fomos explicando e, aos poucos, eles foram entendendo. Hoje vemos que deu certo e os agricultores gostaram muito da implantação”, relatou.  Ele também destacou que o sistema tem contribuído para recuperar a produção agrícola tradicional da região, especialmente o cultivo do feijão. “Antigamente a região produzia muito feijão. As famílias colhiam até 80 sacas. Com o tempo vieram as pragas, o desmatamento e a diminuição da água. Agora, com o Sistema Agroflorestal, estamos conseguindo retomar essa produção”, explicou. Sobre o projeto BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Agrobio, desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, organizações sociais e órgãos públicos. O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa promove uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis. O objetivo é ampliar a renda e melhorar a qualidade de vida das famílias agricultoras da região, ao mesmo tempo em que contribui para a recuperação de áreas degradadas e para a conservação do bioma Cerrado.

agrobio, Notícias

Cozinha Solidária do MCP em Cordeiro promove formação sobre alimentação saudável e promoção da saúde

Com o tema Promoção da saúde por meio da alimentação saudável, a Cozinha Solidária do Movimento Camponês Popular (MCP) no bairro de Cordeiro, em Pernambuco, promoveu uma atividade formativa nesta quinta-feira (12). O encontro reuniu integrantes da cozinha popular solidária, representantes das comunidades Sétimo Campos e Sítio dos Pimentas, além de representantes do Fundo Labora. A formação foi conduzida pelo auxiliar na Cozinha, Anderson de Melo Cordeiro, morador da comunidade Sítio dos Pimentas, na Várzea, em Recife. Durante a atividade, ele destacou o papel da alimentação saudável como instrumento fundamental para a promoção da saúde e para o fortalecimento das comunidades. Segundo Anderson, o encontro foi marcado por uma construção coletiva de conhecimentos, permitindo que diferentes temas fossem discutidos a partir do eixo central da alimentação. Entre os pontos debatidos, destacou a saúde da mulher, especialmente no contexto do mês dedicado às pautas femininas. “A comida vai além do aspecto material. Ela também envolve dimensões psicossociais e políticas. Quando falamos de alimentação saudável, estamos falando também de acesso a direitos, de cuidado com o corpo e de fortalecimento da comunidade”, ressaltou. A atividade também reforçou a importância da articulação entre diferentes setores da sociedade. Para Anderson, a participação de organizações comunitárias e de instituições parceiras contribui para alinhar estratégias e fortalecer ações coletivas em defesa da segurança alimentar. “Essa formação integra diferentes setores da sociedade. A participação popular, junto com instituições parceiras, ajuda a construir estratégias para que o alimento também seja uma ferramenta de conscientização, de acesso a direitos e de fortalecimento da luta coletiva”, afirmou. As cozinhas solidárias de Pernambuco são administradas pela Agrobio em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) e integram o Programa Cozinha Solidária, iniciativa do Governo Federal coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa tem como objetivo oferecer alimentação gratuita e de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, além de promover atividades formativas que estimulem a organização comunitária, a educação alimentar e o fortalecimento das redes de solidariedade nos territórios.

Rolar para cima