Rede Sementes da Vida

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Maranhão recebe mutirão agroecológico e formação sobre sementes crioulas 

Em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) e a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (Anapamav), a equipe do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil realizou, nos dias 5 e 6 de junho, uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da agroecologia e da agricultura familiar na comunidade Vera Cruz, no município de Junco (MA). As ações possibilitaram momentos de formação, troca de saberes e construção coletiva nos territórios. No primeiro dia, foi realizada a implantação de um corredor agroecológico com nove variedades de manivas, espécies alimentícias e plantas adubadeiras, fortalecendo a diversidade produtiva e o manejo sustentável nas áreas de cultivo. A atividade também marcou o início da capacitação em Melhoramento Genético Participativo de Sementes Crioulas, conduzida junto aos agricultores de vários municípios. Durante o encontro, foram debatidos temas ligados à conservação das sementes, autonomia camponesa e fortalecimento da produção agroecológica. Já no segundo dia, os integrantes do evento deram continuidade à formação sobre Melhoramento Participativo das Sementes Crioulas, ampliando os diálogos sobre conservação da agrobiodiversidade e estratégias de fortalecimento da agricultura familiar.  O Rede Sementes da Vida integra o programa Terra à Mesa, realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), fortalecendo iniciativas agroecológicas em diferentes territórios do país.

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ANAPAMAV lança TdR para contratação de Agentes de Transição Agroecológica em seis estados

A Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) deu iníico, nesta terça-feira (12), o Termo de Referência para a contratação de Agentes de Transição Agroecológica, no âmbito do projeto “Formação, Estruturação produtiva, multiplicação da agrobiodiversidade e produção de alimentos saudáveis para a promoção da transição agroecológica nos territórios produtores de alimentos saudáveis e sementes crioulas agroecológicas pela agricultura familiar”. A iniciativa é realizada por meio do Termo de Fomento nº 983859/2025, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e integra a estratégia da Rede Sementes da Vida para fortalecimento da produção agroecológica e das sementes crioulas no Brasil. O projeto será executado em seis estados — Pará, Goiás, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Minas Gerais — alcançando 570 famílias organizadas em 57 grupos de guardiões e guardiãs da agrobiodiversidade, incluindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, pescadores artesanais, catadoras de mangaba e comunidades atingidas por barragens. Entre as metas estruturantes estão a implantação de 171 hectares de campos de multiplicação de sementes crioulas, a distribuição de 54 kits de máquinas e equipamentos adaptados à agricultura familiar e a qualificação de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS). O projeto também prevê formação continuada, assistência técnica agroecológica e apoio ao acesso a políticas públicas e mercados institucionais. Sobre a contratação Os profissionais contratados terão papel estratégico na execução do projeto, atuando na assessoria técnica às famílias, elaboração de Termos de Referência para aquisição de insumos e equipamentos, planejamento e realização de oficinas formativas, mobilização comunitária e sistematização de experiências. Também serão responsáveis pelo acompanhamento técnico das Unidades Familiares de Produção Agroecológica (UFPA), monitoramento de indicadores e apoio à organização produtiva, com foco na ampliação do acesso a mercados institucionais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A contratação será realizada via processo seletivo para Pessoa Jurídica (MEI), com carga horária de 30 horas semanais e vigência contratual de 20 meses. Cronograma do processo seletivo Os currículos deverão ser enviados para: anapamav.nacional@gmail.com A expectativa é fortalecer a transição agroecológica, ampliar a oferta de sementes crioulas e consolidar sistemas produtivos sustentáveis, contribuindo para a soberania alimentar, a justiça climática e o fortalecimento da agricultura familiar nos territórios atendidos. Confira o Termo de Referência completo disponível em anexo.

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Rede Sementes da Vida lança TdR para estruturação de biofábricas e Unidade de Beneficiamento em oito estados

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), oficializou nesta terça-feira, 5, o processo de aquisição de bens e insumos para o projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil. A ação prevê a implantação de biofábricas comunitárias e Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em municípios distribuídos por Goiás, Minas Gerais, Sergipe, Bahia, Piauí, Pernambuco, Pará e Maranhão. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 1.600 famílias de agricultores familiares e povos tradicionais, fortalecendo a produção de sementes crioulas e incentivando práticas agroecológicas. Para viabilizar a execução, o projeto está estruturado a partir de dois documentos técnicos centrais: o Termo de Referência (TDR) e a Relação de Compras (RC). O TDR estabelece diretrizes estratégicas da contratação, detalhando objetivos, metas, responsabilidades das empresas fornecedoras e o cronograma de execução, que prevê a entrega e instalação dos equipamentos até 30 de junho de 2026. Já a Relação de Compras organiza os itens a serem adquiridos e seus respectivos valores, divididos em duas frentes principais. A primeira contempla a estruturação de biofábricas voltadas à produção de bioinsumos, com equipamentos como trituradores de galhos, aeradores, balanças digitais e insumos biológicos. A segunda é direcionada às Unidades de Beneficiamento de Sementes, incluindo máquinas de pré-limpeza, mesas classificadoras e kits de teste de transgenia. O impacto esperado vai além do aumento da produtividade. A iniciativa busca reduzir a dependência de insumos químicos externos, diminuir custos de produção e ampliar a segurança alimentar nos territórios atendidos. Empresas interessadas em participar do processo de fornecimento devem enviar propostas até o dia 27 de maio de 2026, conforme os critérios estabelecidos para pessoas jurídicas habilitadas. A coordenação geral do projeto será responsável por acompanhar todas as etapas, garantindo o cumprimento das especificações técnicas e a eficiência na logística de distribuição entre os estados. Confira o Termo de Referência completo e a Relação de Compras disponível em anexo!

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Rede Sementes da Vida abre contratação de combustível para fortalecer ações agroecológicas no Pará e Maranhão

Com o objetivo de garantir a execução das atividades do Projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) publicou nesta segunda-feira (6), o Termo de Referência (TDR) para contratação de empresa fornecedora de combustível, nos estados do Pará e do Maranhão. A contratação está vinculada ao programa Terra à Mesa e busca assegurar o abastecimento contínuo dos veículos utilizados nas ações de campo, consideradas fundamentais para o desenvolvimento do projeto. A previsão é de um investimento médio de R$ 800 mensais por estado, podendo variar conforme a demanda das atividades. O combustível será utilizado para viabilizar deslocamentos das equipes responsáveis por visitas técnicas, acompanhamento de áreas, implementação de corredores agroecológicos, além da realização de capacitações e intercâmbios com agricultores e agricultoras. Na prática, o serviço garante a continuidade das ações nos territórios, permitindo maior presença junto às comunidades e fortalecendo o acompanhamento das iniciativas ligadas à agroecologia e à produção de sementes crioulas. AtuaçãoAs atividades contempladas pelo contrato serão realizadas principalmente nos municípios de Igarapé-Açu, no Pará, e Governador Nunes Freire, no Maranhão. O prazo estimado da contratação é de 12 meses, com início previsto para abril de 2026. Sobre o projetoA iniciativa integra o projeto Rede Sementes da Vida, que atua na promoção da agroecologia, na valorização das sementes crioulas e na construção de cadeias produtivas sustentáveis. A ação é coordenada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com a ANAPAMAV, dentro do programa Terra à Mesa Brasil, do Governo Federal. O fornecimento de combustível representa um elemento para garantir que as ações do projeto cheguem até quem mais precisa.

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Veículos ampliam ações agroecológicas do Rede Sementes da Vida no Pará e Maranhão

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil ganhou um reforço importante para as atividades em campo no Pará e no Maranhão. Por meio do programa Terra à Mesa, do Governo Federal, foram entregues dois veículos à Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV). Os veículos vão facilitar o deslocamento das equipes e ampliar a presença junto a agricultores e agricultoras, fortalecendo ações como visitas técnicas, formações e acompanhamento das iniciativas produtivas. A expectativa é garantir mais continuidade ao trabalho já desenvolvido, especialmente no fortalecimento da agroecologia e da produção de sementes crioulas. Diretora-presidente da ANAPAMAV, Rosane Andreia Silva dos Santos, explicou que a chegada dos veículos contribui diretamente para dar mais ritmo às atividades. “Esses carros vão ajudar no acompanhamento das ações e fortalecer a produção agroecológica, principalmente no trabalho com sementes crioulas”, afirmou. Ela também destaca que o apoio melhora a articulação com as comunidades e permite um acompanhamento mais próximo das iniciativas no campo. Da Terra à MesaO Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) é construída nos estados do Pará e Maranhão em parceria com a ANAPAMAV e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional.

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Comunidade quilombola de Bujaru inicia ações de implantação dos corredores agroecológicos e recebe sementes crioulas

A Comunidade Quilombola São Judas Tadeu, no município de Bujaru (PA), iniciou as ações de implementação dos corredores agroecológicos a partir do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. A iniciativa marca um passo importante para o fortalecimento da agroecologia no território, com foco na valorização dos saberes tradicionais, na conservação da agrobiodiversidade e na promoção da soberania alimentar. A agenda incluiu a apresentação do projeto à comunidade e o início do diálogo para a implantação dos corredores agroecológicos, estratégia que busca integrar áreas produtivas, conservar a biodiversidade local e fortalecer a produção de alimentos saudáveis. Como parte das atividades, a equipe do projeto realizou visitas a agricultoras e agricultores que irão integrar as ações, promovendo a escuta sobre o território, os modos de produção existentes e as perspectivas para a construção coletiva dos corredores. Em articulação com essas ações, agricultoras e agricultores familiares da comunidade também receberam sementes crioulas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Sementes), do Governo Federal. A entrega contribui para o fortalecimento dos sistemas produtivos tradicionais, amplia a autonomia das famílias e reafirma o compromisso com a conservação da biodiversidade e o uso de sementes adaptadas ao território. O encontro consolidou um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e articulação territorial, reafirmando a agroecologia como um caminho estratégico para a autonomia dos povos quilombolas, a proteção dos ecossistemas e a promoção da soberania alimentar na região.

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Rede de Cozinhas Solidárias do Pará promove ações do “levante das mulheres vivas” em combate à violência de gênero

A Rede de Cozinhas Solidárias promoveu neste sábado (6), nas Cozinhas Populares Solidárias Mãos Solidárias, de Igarapé-Açu; Vida Saudável, de Santa Maria do Pará; e Por Elas, de Ananindeua, no Pará, uma roda de conversa e debates para as mulheres atendidas pelos projetos comunitários. A iniciativa integra o movimento nacional Levante das Mulheres Vivas, mobilização que faz um chamado urgente ao enfrentamento da violência de gênero e ao feminicídio no país. Atualmente, a Rede de Cozinhas Solidárias conta com 15 cozinhas populares gestadas pela Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) sendo 14 unidades no Pará e uma no Maranhão.  Segundo a coordenadora da Rede, Leninha Pinheiro Aragão, a cozinha se tornou um espaço de confiança para mulheres em situação de vulnerabilidade. Muitas das denúncias surgem justamente nesse ambiente de convivência, acolhimento e preparo de alimentos. “Quase sempre as violências são praticadas pelos próprios companheiros. Diante das notícias brutais que acompanhamos todos os dias, entendemos que não podemos normalizar nenhum tipo de agressão. As rodas de conversa fortalecem um espaço de escuta, reflexão e conscientização. Seguimos firmes para que as mulheres tenham o direito de viver sem violência e sem medo”, afirma Leninha. Para ela, o trabalho das cozinhas ultrapassa o ato de cozinhar: “Alimentar também é educar, politizar e reafirmar direitos”, garante Leninha Aragão. A presidenta da ANAPAMAV, Rosane Santos, reforça que as cozinhas populares desempenham um papel no combate à desigualdade e à violência. “Discutir gênero nesses espaços é fundamental porque as cozinhas são, majoritariamente, mantidas por mulheres camponesas, negras, periféricas, mães solo, e que enfrentam violências estruturais. A fome e o machismo fazem parte do mesmo sistema de opressão. Não é possível apenas garantir alimento, é preciso proteger, empoderar e garantir dignidade”, afirma. Rosane acrescenta que ocupar cozinhas, ruas e territórios é também romper silêncios. “Quando ocupamos esses espaços, afirmamos com força que queremos viver. Viver com dignidade, com liberdade e com justiça. Lutar pela vida das mulheres é também lutar contra a fome, contra o patriarcado e contra o capitalismo que explora nossos corpos e territórios”. ProgramaçãoDurante o mês de dezembro, diversas atividades estão programadas em cozinhas comunitárias da Rede, envolvendo formação, debates e ações com famílias atendidas. A proposta é aproximar o tema da realidade vivenciada pelas mulheres, fortalecendo redes de proteção e apoio e ampliando a capacidade de enfrentar situações de violência doméstica e familiar. “É na partilha do alimento e da palavra que fortalecemos nossa organização e mantemos viva a luta por dignidade, liberdade e vida plena para todas as mulheres”, conclui Leninha Aragão. Sobre a RedeA Rede de Cozinhas Populares Solidárias reúne iniciativas comunitárias que atuam no combate à fome, na formação política de base e na construção de alternativas de segurança alimentar e geração de renda. Suas ações integram estratégias de solidariedade entre territórios, especialmente em áreas periféricas e rurais da Amazônia.

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Da Terra à Mesa: Agrobio apresenta resultados do projeto Rede Sementes da Vida

Executora do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) participou, na última sexta-feira (17), do 1º Seminário de Monitoramento do Edital Da Terra à Mesa, realizado em Juazeiro (BA), durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA). O objetivo foi avaliar o primeiro ano de execução dos projetos apoiados pelo edital, que fomenta iniciativas voltadas à transição agroecológica, ao fortalecimento da agricultura familiar e à ampliação do acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis. Durante o seminário, a presidente da Agrobio, Vanilda Ferreira, e o coordenador-geral do projeto, Murillo Notine, apresentaram um balanço das ações desenvolvidas pela instituição, destacando os avanços alcançados na promoção da agrobiodiversidade, na formação de agentes populares de transição agroecológica e na consolidação de parcerias entre Estado e sociedade civil. Sobre o projeto, entre os resultados mais expressivos estão a estruturação de corredores agroecológicos, a implantação de biofábricas e casas de sementes e a criação de Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS). Também destaca-se a formação de  jovens e mulheres como agentes populares de transição agroecológica um passo importante para ampliar o protagonismo feminino e juvenil nas práticas sustentáveis do campo. Outro marco relevante foi o Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida, realizado em Luziânia (GO), que reuniu equipes técnicas, agricultores e parceiros para alinhar estratégias e planejar as próximas etapas do projeto. Até o momento, 50% dos cadastros previstos já foram concluídos, acompanhados da estruturação de escritórios regionais e da consolidação de equipes técnicas multidisciplinares. Apresentado no seminário como uma das experiências de maior abrangência territorial do programa Da Terra à Mesa, o projeto Rede Sementes da Vida atua em múltiplos biomas brasileiros, promovendo o resgate e a multiplicação de sementes crioulas, o uso de bioinsumos e a valorização dos saberes camponeses. Seu foco está em fortalecer a autonomia das famílias agricultoras e a diversidade produtiva local, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e o enfrentamento da fome. “O Rede Sementes da Vida é mais do que uma ação técnica; é um movimento político de vida. Nosso trabalho protege a agrobiodiversidade, valoriza os saberes camponeses e constrói um novo modelo de produção e abastecimento no Brasil, baseado na justiça social e na sustentabilidade”, afirmou Murillo Notine. Agrobio Com sede em Goiás e atuação em diversos estados, entre eles Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, a Agrobio foi fundada em 1994 e consolidou-se como referência no fortalecimento de redes agroecológicas, na produção de sementes nativas e crioulas e na restauração de áreas degradadas. Ao longo de três décadas, a organização vem articulando comunidades rurais, cooperativas e movimentos sociais em torno da agrobiodiversidade e da soberania alimentar. Para ampliar sua capilaridade e a articulação entre comunidades, a Agrobio executa o projeto em rede com diversas organizações parceiras, entre elas ACCAPE, ACCASE, ANAMAPAV, ACEPIBA, CAAEGO e ACAMPONESA, que fortalecem a presença territorial e o intercâmbio de conhecimentos em diferentes regiões do país. O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do governo federal que busca aproximar quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. O encontro reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Secretaria-Geral da Presidência da República e de organizações da sociedade civil de todo o país.

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ANAPAMAV – Associação nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida

AANAPAMAV foi criada no ano de 2008 com objetivo organizar os camponeses para produção de alimentos, com atenção para as mulheres e a juventude como meio geração melhoria da qualidade de vida, de combater a êxodo e promover a sucessão rural. Nos anos de 2008 e 2009, realizou o Curso Livre de Agroecologia para Juventude Rural para 30 jovens de 8 municípios paraense em parceria com a Pastoral da Juventude Rural, Escola Agrotécnica Federal de Castanhal Pará, hoje Instituto Federal do Pará – IFPA/ Campus Castanhal. O objetivo geral da associação a prestação de quaisquer serviços de valorização dos camponeses e camponesas e populações vulneráveis no âmbito social, ambiental, político, religioso, econômico e cultural para fins de melhoria da qualidade de vida no território onde habitam, seguindo princípios baseados no desenvolvimento e promoção da agroecologia, da soberania e segurança alimentar e a solidariedade humana.

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