Rede Sementes da Vida

Author name: Thaís Souza

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Comunidade quilombola de Bujaru inicia ações de implantação dos corredores agroecológicos e recebe sementes crioulas

A Comunidade Quilombola São Judas Tadeu, no município de Bujaru (PA), iniciou as ações de implementação dos corredores agroecológicos a partir do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. A iniciativa marca um passo importante para o fortalecimento da agroecologia no território, com foco na valorização dos saberes tradicionais, na conservação da agrobiodiversidade e na promoção da soberania alimentar. A agenda incluiu a apresentação do projeto à comunidade e o início do diálogo para a implantação dos corredores agroecológicos, estratégia que busca integrar áreas produtivas, conservar a biodiversidade local e fortalecer a produção de alimentos saudáveis. Como parte das atividades, a equipe do projeto realizou visitas a agricultoras e agricultores que irão integrar as ações, promovendo a escuta sobre o território, os modos de produção existentes e as perspectivas para a construção coletiva dos corredores. Em articulação com essas ações, agricultoras e agricultores familiares da comunidade também receberam sementes crioulas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Sementes), do Governo Federal. A entrega contribui para o fortalecimento dos sistemas produtivos tradicionais, amplia a autonomia das famílias e reafirma o compromisso com a conservação da biodiversidade e o uso de sementes adaptadas ao território. O encontro consolidou um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e articulação territorial, reafirmando a agroecologia como um caminho estratégico para a autonomia dos povos quilombolas, a proteção dos ecossistemas e a promoção da soberania alimentar na região.

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Projeto Rede Sementes da Vida é apresentado a famílias camponesas e quilombolas em Lagarto

Uma ação realizada pelo Movimento Camponês Popular (MCP) de Sergipe e pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) marcou, neste domingo (25), a apresentação do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil a famílias camponesas e quilombolas do município de Lagarto, no Sertão Ocidental de Sergipe. A iniciativa integra o edital Da Terra à Mesa Brasil e irá atender diretamente unidades familiares da região, com ações voltadas à produção agroecológica e ao fortalecimento das sementes crioulas. Durante a atividade, os participantes conheceram o planejamento para a implantação de um corredor agroecológico no território. A proposta é que esse corredor funcione como um polo irradiador de práticas agroecológicas, sendo posteriormente multiplicado nas unidades familiares atendidas pelo projeto, sempre levando em consideração as necessidades, os saberes tradicionais e as potencialidades produtivas de cada família. De acordo com o agente de Transição Agroecológica do projeto em Sergipe e integrante do MCP, Luiz Fernando Santos de Jesus, a iniciativa representa um passo concreto para o fortalecimento da agricultura camponesa no estado. “A ideia do corredor agroecológico é criar um espaço de referência, onde as famílias possam trocar experiências, fortalecer a produção de sementes crioulas e avançar na transição agroecológica de forma coletiva e organizada”, destacou. Parceria A atividade contou com o apoio da Cozinha Solidária Dona Zizi, que garantiu alimentação saudável e agroecológica para cerca de 70 participantes. A ação reforça o papel dos movimentos sociais na construção e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à soberania alimentar, à agroecologia e à valorização dos territórios camponeses e tradicionais. Sobre o Projeto O Rede Sementes da Vida é uma iniciativa de alcance nacional voltada ao fortalecimento da agricultura camponesa, da agroecologia e da produção de sementes crioulas. O projeto integra o programa Da Terra à Mesa Brasil, do Governo Federal, que busca aproximar quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, promovendo segurança alimentar, soberania alimentar e desenvolvimento territorial sustentável. Executado pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), o projeto é desenvolvido em oito estados brasileiros, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A iniciativa articula organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma rede nacional, fortalecendo práticas agroecológicas, a valorização dos saberes tradicionais e a autonomia produtiva das famílias camponesas e quilombolas.

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Rede Sementes da Vida fortalece agroecologia no Semiárido com formação em corredores agroecológicos

Com uma programação que aliou teoria e prática, o projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil realizou, nos dias 24 e 25 de janeiro, uma Formação em Corredores Agroecológicos, reunindo agricultores, lideranças comunitárias e representantes de associações do Sertão de Pernambuco e da Paraíba. Segundo a Agente de Transição Agroecológica Anna Clara Nery Junquilho, a formação foi pensada para promover reflexão, troca de experiências e aplicação prática dos conhecimentos. “A programação incluiu a apresentação do Movimento Camponês Popular (MCP), do projeto Rede Sementes da Vida e de políticas públicas voltadas à agricultura familiar, além do debate sobre o conceito de corredores agroecológicos e seu papel na restauração de paisagens, na conservação da biodiversidade e no fortalecimento dos sistemas agrícolas camponeses”, explicou. Da Terra à Mesa Como parte da integração dos participantes às políticas públicas federais, a equipe iniciou o cadastramento de famílias no programa Da Terra à Mesa Brasil, ampliando o acesso a instrumentos de apoio à produção de alimentos saudáveis. A formação também contou com atividades práticas em campo, permitindo que agricultores e agricultoras aplicassem técnicas de manejo, plantio diversificado e recuperação de áreas produtivas. Participação O primeiro dia de atividades aconteceu em Itapetim, no Sítio Lagoa de Dentro, contemplando a regional do Sertão do Pajeú. Participaram agricultores de Itapetim, Afogados da Ingazeira e São José do Egito, além de representantes dos municípios paraibanos de Congo, Sumé e Livramento, ampliando o alcance interestadual da iniciativa. No dia 25, a formação foi realizada em Sertânia, na sede da Associação do Maxixe (APROMAX), espaço onde ocorreu a etapa teórica da atividade, abrangendo a regional do Sertão do Moxotó. A articulação local contou com o protagonismo do presidente da Associação, Erisvelton Freire, e da agricultora Joana Dark, referência na construção de corredores agroecológicos na região do Moxotó e guardiã de sementes crioulas. Juntos, eles mobilizaram agricultores, lideranças e a Fundação Terra para participarem do encontro, que reuniu representantes de Sertânia, Arcoverde, Ibimirim e Iguaraci, além de associações locais, fortalecendo o diálogo entre agroecologia, sociedade civil e poder público. A iniciativa faz parte do programa Da Terra à Mesa, do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), reunindo organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma articulação nacional voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, da produção de sementes crioulas e da agroecologia popular. A atividade foi realizada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), em parceria com a Associação dos Camponeses e Camponesas de Pernambuco (ACCAPE) e o Movimento Camponês Popular (MCP), com apoio de agricultores e agricultoras locais e de instituições parceiras dos territórios e integra o projeto Rede Sementes da Vida. 

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Projeto Rede Sementes da Vida recebe veículo para fortalecer ações agroecológicas em Pernambuco e Paraíba

A equipe do projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil recebeu, neste mês de janeiro, um veículo que irá fortalecer a execução das atividades de campo junto a agricultores e agricultoras dos territórios atendidos em Pernambuco e na Paraíba. O carro, um Fiat Mobi 1.0, passa a integrar a estrutura de apoio às ações desenvolvidas pela Associação dos Camponeses e Camponesas de Pernambuco (ACCAPE), celebrando o Termo de Atuação em rede n° 009/2025 e compondo a equipe do projeto.  O novo veículo vai viabilizar e ampliar o trabalho de campo, considerado fundamental para o desenvolvimento do projeto, como a realização de visitas técnicas, o cadastramento de agricultores e agricultoras na plataforma Terra à Mesa, a elaboração do diagnóstico inicial, além da implementação e do acompanhamento dos corredores agroecológicos nos territórios. Além disso, o carro também dará suporte às ações de formação e capacitação dentro da temática dos corredores agroecológicos, realizadas diretamente nas comunidades rurais, fortalecendo os processos de transição agroecológica e a valorização das sementes crioulas. Da Terra à Mesa O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) é construída em parceria com o Governo Federal, por meio  do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa.

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ACAMPONESA contrata empresas para fornecimento de insumos e sementes crioulas do Projeto Rede Sementes da Vida

A Associação Camponesa de Agrobiodiversidade e Comida Saudável (ACAMPONESA) iniciou o processo de contratação de empresas para o fornecimento de insumos agrícolas e sementes crioulas destinados à implementação de corredores agroecológicos no âmbito do Projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Biodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil. Entre os itens previstos na contratação estão insumos agrícolas como fosfatado, calcário dolomítico e óleo de neem, além de kits de sementes crioulas diversificadas, compostos por variedades de arroz, feijão, milho crioulo e espécies de adubação verde. Ao todo, serão adquiridos 20 kits de sementes, sendo que cada kit contém quatro quilos de milho crioulo, quatro quilos de feijão de cor e dois quilos de adubação verde, com possibilidade de escolha de até quatro espécies diferentes. A iniciativa busca ampliar a diversidade genética nas áreas produtivas, fortalecer a produção agrícola sustentável e incentivar práticas alinhadas aos princípios da agroecologia, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para a construção de corredores agroecológicos nos territórios atendidos pelo projeto. A contratação das empresas fornecedoras é fundamental para garantir a execução adequada das atividades previstas no Plano de Trabalho e o alcance dos resultados esperados, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento dos corredores agroecológicos e à valorização das sementes crioulas como patrimônio dos povos do campo.

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Rede Sementes da Vida lança TdR para aquisição de insumos e sementes crioulas em Minas Gerais

A Associação Camponesa de Agrobiodiversidade e Comida Saudável (ACAMPONESA) lançou o Termo de Referência nº 02/2025, que orienta a contratação de empresas para o fornecimento de insumos agrícolas e sementes crioulas destinadas à implementação de corredores agroecológicos em Minas Gerais. O documento integra as ações do projeto “Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil”, executado pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO). O Termo de Referência prevê a aquisição de insumos agrícolas, como fosfato, calcário dolomítico e óleo de neem, além da compra de kits de sementes crioulas diversificadas, incluindo variedades de milho crioulo, feijão de cor, arroz, gergelim, girassol e espécies para adubação verde. Ao todo, estão previstos: Esses materiais serão utilizados na implantação de corredores agroecológicos, estratégia que promove a diversificação produtiva, o equilíbrio ecológico, a conservação da biodiversidade e o fortalecimento da autonomia dos agricultores e agricultoras. A entrega dos insumos e sementes ocorrerá na sede da ACAMPONESA, em Ipatinga (MG), de onde os materiais serão distribuídos conforme o cronograma do projeto Da Terra à Mesa. Participação Empresas interessadas em participar do processo de fornecimento devem ser pessoas jurídicas legalmente constituídas, com objeto social compatível, registro ativo e capacidade de emissão de nota fiscal e comprovação de entrega dos produtos. Os principais prazos estabelecidos no Termo de Referência são: O valor estimado da contratação é de R$ 10.512,02, calculado a partir de pesquisa de preços detalhada, conforme anexo do Termo de Referência. O Termo de Referência nº 02/2025 está disponível na íntegra em anexo nesta publicação.

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MCP promove roda de conversa sobre direito à alimentação no bairro do Cordeiro

O Movimento Camponês Popular (MCP) realizou, nesta quinta-feira (22), uma roda de conversa na Cozinha Solidária MCP Cordeiro, em Recife, para debater o Direito Humano à Alimentação Adequada e a Vivência das Mulheres Diante da Fome. A atividade aconteceu na Comunidade do Sítio dos Pimentas e reuniu cerca de 20 participantes. O encontro abriu espaço para o diálogo sobre insegurança alimentar, divisão do trabalho doméstico e responsabilidade coletiva no enfrentamento da fome. Durante a conversa, relatos evidenciaram que, em situações de escassez, o cuidado com a alimentação recai majoritariamente sobre as mulheres, que muitas vezes deixam de comer para garantir o alimento de outras pessoas da família. A participação de homens no debate ampliou a reflexão sobre corresponsabilização e a necessidade de compartilhar o cuidado com a comida dentro dos lares. Para a mediadora Sandra Hortêncio, a Cozinha Solidária vai além da distribuição de alimentos. “É um espaço de organização popular, formação política e defesa de direitos”, destacou. A atividade foi encerrada com a partilha do alimento, reafirmando o princípio que orienta as Cozinhas Solidárias do MCP de que comida não é favor, é direito, e o combate à fome se constrói coletivamente.

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Corredor agroecológico em Catalão destaca papel dos guardiões de sementes

A propriedade de dona Marivalda e seu Tiãozinho, na Comunidade Sucupira, em  Catalão (GO), recebeu nesta terça-feira (21), uma atividade de campo voltada à avaliação de célula de seleção de sementes crioulas. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fornecimento da Biodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) Goiás, integra os projetos Da Terra à Mesa e Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca). A atividade reforçou o papel dos corredores agroecológicos como estratégia de conservação da agrobiodiversidade, fortalecimento da agricultura camponesa e valorização dos guardiões e guardiãs de sementes. A ação contou com a participação dos pesquisadores da Embrapa Cerrados, Cynthia Machado e Altair Machado, além da presença de representantes das comunidades Kalunga de Monte Alegre e Cavalcante, da Comunidade Zumbi dos Palmares, do Barreiro e de comunidades vizinhas. Também esteve presente representantes da Comunidade São Pedro, de Guarani de Goiás, ampliando o intercâmbio de saberes entre povos e territórios tradicionais. O foco da visita foi o corredor agroecológico da Marivalda, caracterizado como uma célula de seleção, espaço onde o plantio é direcionado à seleção e multiplicação de sementes, com destaque para a semente de milho Eldorado, além de variedades de arroz e feijão. A proposta do corredor é incentivar a variabilidade genética das espécies, princípio fundamental para a resiliência dos sistemas produtivos e para a soberania alimentar. Durante a atividade, os pesquisadores da Embrapa apresentaram aspectos técnicos relacionados ao processo de seleção de sementes dentro do sistema agroecológico, ressaltando a importância do manejo feito pelos agricultores familiares.  Na sequência, Marivalda compartilhou sua trajetória dentro do MCP e falou sobre a transição agroecológica em curso em sua propriedade, destacando os desafios e conquistas desse processo. O momento de fala foi seguido por uma roda de conversa e troca de conhecimentos entre pesquisadores, agricultores e representantes das comunidades presentes. A programação incluiu ainda uma caminhada pelo corredor agroecológico, onde foi possível observar, na prática, as etapas de seleção das sementes e o funcionamento do sistema produtivo. O encontro foi encerrado com um almoço coletivo preparado pelas mulheres da Cozinha Solidária do MCP, reforçando os laços comunitários e o caráter coletivo da iniciativa.

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Corredores agroecológicos ganham destaque em Dia de Campo realizado em Catalão

A Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) de Goiás, realizou nesta terça-feira (20) um Dia de Campo na Fazenda Corinalves, na comunidade Olhos D’Água, em Catalão (GO). A atividade teve como objetivo apresentar alternativas viáveis e sustentáveis ao modelo hegemônico do agronegócio, com visita ao corredor agroecológico implantado na propriedade do agricultor Jamil Corinto, referência em práticas agroecológicas no território. O encontro reuniu agricultores, técnicos, pesquisadores e representantes de organizações sociais para trocar experiências e aprofundar o debate sobre a agroecologia como caminho para a produção de alimentos saudáveis, conservação da biodiversidade e o fortalecimento da agricultura camponesa. A iniciativa reforçou que é possível produzir para além do uso de agrotóxicos, valorizando a agrobiodiversidade e os processos naturais dos ecossistemas. Pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Cerrados e Embrapa Suínos e Aves participaram do Dia de Campo apresentando os fundamentos técnicos e os resultados dos corredores agroecológicos, desenvolvidos em parceria com a Embrapa Cerrados. Na ocasião, Altair Toledo Machado e Cynthia Machado destacaram que os corredores são áreas planejadas com base nos princípios da agroecologia, como a diversidade, a rotação de culturas e o consórcio entre espécies, elementos centrais para o equilíbrio produtivo e ambiental. Os corredores agroecológicos cumprem funções estratégicas, como a ampliação da variabilidade genética, o estímulo ao consórcio de espécies, o controle biológico de insetos e o fortalecimento da fertilidade do solo. “A diversidade de plantas favorece o equilíbrio do agroecossistema, reduz pragas e doenças e cria condições mais saudáveis para o desenvolvimento das culturas”, pontuou Altair Machado. Bioca Durante a roda de conversa, técnicos do projeto Bioca, compartilharam experiências de implementação de corredores agroecológicos em diferentes municípios de Goiás, como Divinópolis, Guarani de Goiás, Simolândia, Buritinópolis e Alvorada do Norte. A troca de saberes ocorreu em uma roda de conversa, fortalecendo o diálogo entre ciência, técnica e conhecimento popular.  A visita evidenciou como a agroecologia pode ser aplicada no cotidiano da agricultura familiar, conciliando produção, conservação ambiental e autonomia camponesa. Da Terra à Mesa Coordenador-geral do projeto Da Terra à Mesa, Murillo Notine explicou que a atividade é um intercâmbio para troca de experiências entre as equipes e uma avaliação do desenvolvimento dos corredores agroecológicos.  Executada pela Agrobio, a ação integra os projetos Da Terra à Mesa e Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca) e reafirma o compromisso das organizações envolvidas com a construção de modelos agrícolas mais diversos e sustentáveis.

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Cozinhas Solidárias reforçam segurança alimentar em comunidades urbanas e rurais de Sergipe

As Cozinhas Populares Solidárias de Sergipe realizaram, nos dias 14 e 15 de janeiro, ações de doação de alimentos voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade social em áreas urbanas e rurais do estado. Na quarta-feira (14), a Cozinha Solidária Recanto Camponês, localizada no bairro São José, em Aracaju, promoveu a doação de 200 cestas básicas para famílias de ocupações urbanas no município de Nossa Senhora do Socorro. A ação beneficiou moradores das ocupações Maria Carolina de Jesus e Jardim das Palmeiras. As famílias atendidas vivem em contextos de vulnerabilidade, com pouco ou nenhum acesso a políticas públicas de assistência social e segurança alimentar. Segundo a coordenadora-geral das Cozinhas Solidárias de Sergipe, Kauane Batista, a atuação tem sido contínua. “Há cerca de quatro meses mantemos ações mensais nessas comunidades, levando comida de verdade e fortalecendo a solidariedade entre campo e cidade”, afirmou. Já no dia 15 de janeiro, a Cozinha Solidária de Umbaúba ampliou o atendimento a comunidades rurais do município, beneficiando famílias dos povoados Riacho do Meio, Campinhos, Pau Amarelo e Guararema. Além da distribuição em ponto fixo, a equipe realizou entregas domiciliares para pessoas com dificuldade de locomoção. Para a coordenadora da Cozinha Solidária de Umbaúba, Ivonilde Henrique Moreira Nascimento, a ação vai além da doação de alimentos. “Garantir que essas famílias recebam alimento é garantir dignidade e cuidado com quem mais precisa”, destacou. As ações integram a Rede Nacional de Cozinhas Solidárias, articulada pelo Movimento Camponês Popular (MCP), com apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A entidade gestora da iniciativa é a Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio).

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