Rede Sementes da Vida

Author name: Thaís Souza

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Rede Sementes da Vida prorroga prazo para recebimento de orçamentos de biofábrica e UBS

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO) divulgou nesta quarta-feira (27), a prorrogação do prazo para recebimento de orçamentos referentes ao processo de aquisição de bens e insumos destinados à Biofábrica e à Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), ações previstas no projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. A iniciativa integra o Edital Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Governo Federal. De acordo com o documento, a prorrogação tem como objetivo ampliar a competitividade e garantir um maior número de propostas comerciais compatíveis com os preços praticados no mercado. O novo prazo para envio dos orçamentos segue até o dia 29 de maio de 2026, às 23h59. Os interessados devem encaminhar as propostas para os e-mails informados no Termo de Referência.

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Rede Sementes da Vida divulga TdR para aquisição de insumos e sementes crioulas

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil divulgou nesta segunda-feira (25) o Termo de Referência (TdR) para contratação de empresa responsável pelo fornecimento de insumos naturais e sementes crioulas que serão utilizadas na implantação de corredores agroecológicos em comunidades rurais do Piauí e da Bahia. A ação integra o Edital Terra à Mesa, do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A execução do processo será realizada pela Associação Camponesa do Estado do Piauí e Bahia (ACEPIBA), em parceria com a AGROBIO. O documento prevê a aquisição de kits com sementes de adubação verde, milho, leguminosas, gergelim e girassol, além de outros insumos voltados à estruturação produtiva e ao fortalecimento da agroecologia nos territórios atendidos pelo projeto. As ações serão desenvolvidas em municípios do extremo sul do Piauí, como Curimatá, Júlio Borges, Parnaguá, Gilbués, Currais, Bom Jesus e Eliseu Martins. Executado pela AGROBIO em parceria com organizações populares e movimentos camponeses, o projeto busca fortalecer a agricultura familiar, promover a conservação das sementes crioulas e ampliar a produção agroecológica nos territórios. O TdR também estabelece critérios técnicos para contratação da empresa fornecedora, garantindo transparência, economicidade e eficiência na execução das ações previstas pelo projeto. Confira o Termo de Referência em anexo!

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Equipe do Bioca realiza mapeamento para proteção de nascentes em Guarani de Goiás

A equipe técnica do projeto Biodiversidade e cadeias produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca Cerrado), iniciou na última semana, durante visita a Guarani de Goiás, o processo de mapeamento para cercamento e proteção das áreas de vereda localizada nas bacias do Rio das Vacas e do Rio do Freio, importantes para o abastecimento hídrico da região.  Coordenador do projeto BIOCA, Gustavo Silva, explicou que as visitas aconteceram nos Projetos de Assentamentos Belo Horizonte e Sumidouro, territórios que integram a área das bacias hidrográficas de abastecimento público. “O objetivo é identificar e delimitar as áreas que receberão os cercamentos para auxiliar na proteção das nascentes que compõem um grande sistema de veredas, com mais de 2 mil hectares de extensão, fundamental para a manutenção da segurança hídrica e da biodiversidade do Cerrado”, disse.  Além da equipe do projeto, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Econômico de Guarani de Goiás, Fabrício Correa Melo Brito e seu adjunto, Leonardo Aguiar Carvalho Rodrigues, também acompanharam as atividades, atuando na articulação com os assentados e levantamentos aéreos.  Segundo Fabrício Brito, a ação representa um passo histórico para o município na conservação ambiental e recuperação dos recursos hídricos. “Estamos realizando o levantamento e a demarcação das áreas para proteger as nascentes dos nossos rios. Esse é um sonho antigo da nossa região e uma das obras ambientais mais importantes para Guarani de Goiás. Preservar essas veredas significa melhorar os recursos hídricos, garantir água para a população e proteger a vida”, afirmou. O secretário também destacou o trabalho desenvolvido pela equipe do BIOCA e a parceria construída com moradores, associações e instituições locais. “Esse trabalho só está sendo possível graças à união entre a prefeitura, os assentados, a equipe do BIOCA e todos os parceiros envolvidos. É uma ação pioneira, que pode servir de exemplo para outras regiões de Goiás e do Brasil”, ressaltou. Sobre o projeto O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto propõe uma abordagem integrada para a restauração ecológica, aliando conservação da biodiversidade e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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Pamonhada do Milho Crioulo celebra agricultura familiar no Nordeste Goiano 

O município de Buritinópolis, no Nordeste Goiano, recebeu nesta sexta-feira (15) a Pamonhada do Milho Crioulo, evento promovido pelo Movimento Camponês Popular (MCP), e pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) por meio do projeto Biodiversidade e cadeias produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano. O encontro reuniu agricultores familiares, representantes de instituições parceiras, do governo federal e dos municípios de Buritinópolis, Simolândia, Alvorada do Norte comunitárias em uma celebração da agroecologia, das sementes crioulas e dos saberes tradicionais do campo, fortalecendo a integração comunitária e o papel da agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis no Cerrado Goiano.  Durante a programação, os participantes acompanharam o preparo coletivo das pamonhas produzidas com milho crioulo cultivado pelas famílias camponesas da região. Mais do que uma tradição alimentar, a atividade simbolizou a resistência dos povos do campo e a defesa da soberania alimentar. Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em Goiás, Jéssica Brito, destacou a importância do evento para a valorização da agricultura familiar e das sementes crioulas. “A Pamonhada do Milho Crioulo celebra uma tradição alimentar da agricultura familiar goiana, mas também reafirma a importância da produção de alimentos saudáveis, da promoção dos saberes tradicionais e da conservação das sementes crioulas, que são a base da nossa alimentação”, afirmou.  Segundo ela, o encontro também dialoga diretamente com as políticas públicas do governo federal voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, garantindo acesso ao crédito, assistência técnica e incentivo à produção de alimentos de qualidade. A secretária em exercício da Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do MDA, Maristella Matos, reforçou o papel da agricultura familiar para o país. “A agricultura familiar é o que sustenta o Brasil. Aqui vemos alimento saudável, produção coletiva e, acima de tudo, acolhimento e afetividade”, destacou. Dirigente nacional do Movimento Camponês Popular (MCP), Lindenilson Silva, ressaltou que a pamonhada representa um momento de memória coletiva e valorização dos modos de vida camponeses. “É um ato coletivo. Uma pamonha coletiva onde os camponeses celebram a produção, a vida e a atividade comunitária. Produzir comida de verdade é fazer mutirão, fazer junto, preservar as variedades crioulas e transmitir esses conhecimentos para as novas gerações”, destacou. Para Elcivaldo Barbosa, Mobilizador Territorial no projeto BIOCA, o evento representa um marco para a região. “É um motivo de muito orgulho realizar essa festa aqui na nossa cidade. Estamos mostrando nossa cultura, nossa colheita e a importância de produzir comida saudável e comida de verdade”, afirmou. A programação também contou com a participação do padre Wagner Xavier, da Paróquia São Francisco Xavier, que destacou o caráter simbólico e comunitário da atividade. “Estamos aqui para celebrar a cultura do nosso povo, celebrar a vida e valorizar aquilo que nasce da terra. Isso é bom e precisa ser preservado”, disse. Superintendente Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), em Goiás, Luiz Carlos do Nascimento, lembrou que a pamonhada também é resultado das políticas públicas voltadas à aquisição e preservação de sementes crioulas. “Ver esse trabalho coletivo e comunitário acontecendo é muito gratificante para a CONAB”, afirmou. O coordenador-geral do projeto BIOCA, Marcelo Mendonça, ressaltou a retomada das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento territorial e à inclusão produtiva no país. “Tudo isso só é possível porque houve a retomada dos investimentos sociais, ambientais e das políticas públicas para os territórios rurais. São esses homens e mulheres que produzem a comida que chega à mesa do povo brasileiro”, afirmou. Sobre o projeto O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto propõe uma abordagem integrada para a restauração ecológica, aliando conservação da biodiversidade e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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Em Catalão, Cozinha Solidária leva alimento e acolhimento a famílias do Pontal Norte

A solidariedade ganhou forma de cuidado e alimento no bairro Pontal Norte, em Catalão (GO), durante mais uma ação da Cozinha Solidária Sabores do Campo, realizada na Capela São Maximiliano Maria Kolbe. A iniciativa integra o programa Cozinhas Solidárias, do governo federal, e reuniu voluntários, lideranças comunitárias e moradores em um esforço coletivo de combate à fome. Ao longo da ação, entre 250 e 300 marmitas foram distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade social da região. Participaram da mobilização voluntários da própria comunidade, membros da capela, apoiadores do Movimento Camponês Popular (MCP) e moradores do Pontal Norte e arredores, fortalecendo a rede de solidariedade local. Além de garantir alimentação para quem mais precisa, a iniciativa também reforça a importância do trabalho comunitário e do aproveitamento de alimentos que poderiam ser desperdiçados. A cozinha solidária transforma a capela em um espaço de acolhimento, cuidado e dignidade para dezenas de famílias atendidas semanalmente. A ação demonstra como a organização popular e o trabalho coletivo têm sido fundamentais para enfrentar a insegurança alimentar em comunidades periféricas, promovendo acesso à comida, bem como o fortalecimento dos vínculos sociais e da participação comunitária.

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ANAPAMAV lança TdR para contratação de Agentes de Transição Agroecológica em seis estados

A Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) deu iníico, nesta terça-feira (12), o Termo de Referência para a contratação de Agentes de Transição Agroecológica, no âmbito do projeto “Formação, Estruturação produtiva, multiplicação da agrobiodiversidade e produção de alimentos saudáveis para a promoção da transição agroecológica nos territórios produtores de alimentos saudáveis e sementes crioulas agroecológicas pela agricultura familiar”. A iniciativa é realizada por meio do Termo de Fomento nº 983859/2025, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e integra a estratégia da Rede Sementes da Vida para fortalecimento da produção agroecológica e das sementes crioulas no Brasil. O projeto será executado em seis estados — Pará, Goiás, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Minas Gerais — alcançando 570 famílias organizadas em 57 grupos de guardiões e guardiãs da agrobiodiversidade, incluindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, pescadores artesanais, catadoras de mangaba e comunidades atingidas por barragens. Entre as metas estruturantes estão a implantação de 171 hectares de campos de multiplicação de sementes crioulas, a distribuição de 54 kits de máquinas e equipamentos adaptados à agricultura familiar e a qualificação de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS). O projeto também prevê formação continuada, assistência técnica agroecológica e apoio ao acesso a políticas públicas e mercados institucionais. Sobre a contratação Os profissionais contratados terão papel estratégico na execução do projeto, atuando na assessoria técnica às famílias, elaboração de Termos de Referência para aquisição de insumos e equipamentos, planejamento e realização de oficinas formativas, mobilização comunitária e sistematização de experiências. Também serão responsáveis pelo acompanhamento técnico das Unidades Familiares de Produção Agroecológica (UFPA), monitoramento de indicadores e apoio à organização produtiva, com foco na ampliação do acesso a mercados institucionais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A contratação será realizada via processo seletivo para Pessoa Jurídica (MEI), com carga horária de 30 horas semanais e vigência contratual de 20 meses. Cronograma do processo seletivo Os currículos deverão ser enviados para: anapamav.nacional@gmail.com A expectativa é fortalecer a transição agroecológica, ampliar a oferta de sementes crioulas e consolidar sistemas produtivos sustentáveis, contribuindo para a soberania alimentar, a justiça climática e o fortalecimento da agricultura familiar nos territórios atendidos. Confira o Termo de Referência completo disponível em anexo.

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Rede Sementes da Vida lança TdR para estruturação de biofábricas e Unidade de Beneficiamento em oito estados

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), oficializou nesta terça-feira, 5, o processo de aquisição de bens e insumos para o projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil. A ação prevê a implantação de biofábricas comunitárias e Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em municípios distribuídos por Goiás, Minas Gerais, Sergipe, Bahia, Piauí, Pernambuco, Pará e Maranhão. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 1.600 famílias de agricultores familiares e povos tradicionais, fortalecendo a produção de sementes crioulas e incentivando práticas agroecológicas. Para viabilizar a execução, o projeto está estruturado a partir de dois documentos técnicos centrais: o Termo de Referência (TDR) e a Relação de Compras (RC). O TDR estabelece diretrizes estratégicas da contratação, detalhando objetivos, metas, responsabilidades das empresas fornecedoras e o cronograma de execução, que prevê a entrega e instalação dos equipamentos até 30 de junho de 2026. Já a Relação de Compras organiza os itens a serem adquiridos e seus respectivos valores, divididos em duas frentes principais. A primeira contempla a estruturação de biofábricas voltadas à produção de bioinsumos, com equipamentos como trituradores de galhos, aeradores, balanças digitais e insumos biológicos. A segunda é direcionada às Unidades de Beneficiamento de Sementes, incluindo máquinas de pré-limpeza, mesas classificadoras e kits de teste de transgenia. O impacto esperado vai além do aumento da produtividade. A iniciativa busca reduzir a dependência de insumos químicos externos, diminuir custos de produção e ampliar a segurança alimentar nos territórios atendidos. Empresas interessadas em participar do processo de fornecimento devem enviar propostas até o dia 27 de maio de 2026, conforme os critérios estabelecidos para pessoas jurídicas habilitadas. A coordenação geral do projeto será responsável por acompanhar todas as etapas, garantindo o cumprimento das especificações técnicas e a eficiência na logística de distribuição entre os estados. Confira o Termo de Referência completo e a Relação de Compras disponível em anexo!

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II Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida destaca resultados no campo e avanço da produção de sementes crioulas

Com o objetivo de ampliar a produção de sementes crioulas, fortalecer a transição agroecológica e garantir mais alimentos saudáveis à população brasileira, a equipe do Projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil realizou, nesta sexta-feira (24), o II Encontro Nacional Rede Sementes da Vida. A iniciativa teve como foco apresentar os resultados já alcançados durante a execução do projeto e discutir os próximos passos. Coordenador-geral do projeto, Murillo Notine apresentou o balanço da execução. “A iniciativa está presente nos estados de Goiás, Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, e já avançou também para a Paraíba, ampliando sua presença territorial”, explicou. Segundo Murillo Notine, o projeto reúne atualmente 261 Unidades Familiares de Produção Agroecológica cadastradas. “Desse total, 60,1% são conduzidas por mulheres e 13,79% por jovens, o que demonstra a força do protagonismo feminino e da juventude no campo”, destacou. Outro dado apresentado pelo coordenador foi o alcance social da iniciativa. “Hoje acompanhamos indiretamente 607 famílias agricultoras. Entre esse público, estão 135 famílias quilombolas e mais de 100 famílias indígenas, reforçando nosso compromisso com a diversidade dos territórios”, afirmou. Na área de formação e intercâmbio de experiências, os números também mostram avanço. “Já realizamos oito capacitações e 31 intercâmbios entre agricultores, técnicos e organizações parceiras. Isso fortalece o compartilhamento de saberes e metodologias voltadas à produção de sementes e ao manejo agroecológico”, pontuou. Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Geane Bezerra destacou a importância do apoio governamental às iniciativas conduzidas diretamente pelos agricultores familiares. “Quando fortalecemos projetos como a Rede Sementes da Vida, estamos investindo em produção de alimentos saudáveis, geração de renda no campo e enfrentamento à fome com base na organização dos territórios”, afirmou a coordenadora-geral de Inclusão Sócio Produtiva no MDA. Geane Bezerra também ressaltou que a parceria entre governo federal e organizações sociais amplia os resultados das políticas públicas. “São ações que chegam onde realmente precisam chegar, valorizando quem produz e preserva a biodiversidade brasileira”, completou. Dirigente nacional do Movimento Camponês Popular (MCP), Lidenilson Silva reforçou o papel das sementes crioulas e da agroecologia para o futuro da produção agrícola no país. “As sementes crioulas representam autonomia para as famílias agricultoras, conservação da agrobiodiversidade e resistência diante de um modelo que concentra terra e renda. Fortalecer esse trabalho é fortalecer o povo do campo”, declarou. Segundo Lidenilson Silva, a Rede Sementes da Vida também cumpre uma função estruturante nos territórios. “Quando organizamos produção, formação e troca de experiências, estamos criando condições para que as comunidades avancem com soberania alimentar e mais capacidade de enfrentar os desafios climáticos”, destacou. Os resultados apresentados demonstram que o investimento direto na agricultura familiar fortalece a produção de alimentos saudáveis, gera autonomia para as comunidades rurais e amplia a capacidade dos agricultores de enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O encontro reforçou ainda que as sementes crioulas seguem como patrimônio para a soberania alimentar do país.

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Cozinhas solidárias fortalecem redes de acolhimento e formação comunitária em Pernambuco

Mais do que espaços de preparo e distribuição de alimentos, as cozinhas solidárias de Pernambuco têm ampliado seu papel nas comunidades ao se firmarem como centros de formação, acolhimento e troca de saberes. A experiência recente, de formações realizadas com equipes e participantes da Cozinha Solidária Afetivas Marmitas Saudáveis, em Olinda (PE) evidencia a potência dessas iniciativas na construção de redes de apoio e fortalecimento social. Com temas como Práticas Agroecológicas e Gestão de Resíduos; Nutrição e Alimentação Saudável  e Gestão e Planejamento, as atividades formativas envolveram tanto integrantes da própria equipe quanto participantes de outras cozinhas e jovens da comunidade. A primeira formação contou com a participação de companheiras de outras iniciativas, enquanto as demais foram voltadas ao público interno da Cozinha Afetiva e às jovens defensoras do território. A coordenação das formações ficou a cargo de Ivana Kelly, que também atuou como facilitadora em um dos encontros. As atividades foram conduzidas ainda por Joana Alves, Keila Marques e Hallana Dandara, que trouxeram diferentes abordagens para temas comuns, sempre com foco nas vivências das mulheres.  Segundo Ivana Kelly, a cozinha solidária precisa ser compreendida para além de sua função básica. “Não é só um espaço de preparo de alimentos, mas um espaço de acolhimento e responsabilidade, onde a gente pode falar, opinar, refletir e aprender”, destaca. Esse entendimento é compartilhado por quem vive o dia a dia das cozinhas. Cozinheiras como Thaís Valéria, Beatriz Maria e Rozenilda Galdino relatam que o impacto das formações se reflete diretamente na forma como o trabalho é desenvolvido junto à comunidade. Para elas, a cozinha se tornou um espaço de escuta ativa, especialmente para públicos vulneráveis como jovens e idosos. “Aqui a gente não só cozinha. A gente acolhe, conversa, escuta. Tem rodas de conversa onde todo mundo ensina e aprende”, relata uma das participantes. As rodas de conversa, aliás, são apontadas como um dos principais instrumentos de transformação dentro das cozinhas. É nesses momentos que surgem debates sobre desigualdades sociais, com destaque para questões de raça e gênero. Um dos temas abordados nas formações foi a desigualdade alimentar entre mulheres brancas e mulheres negras, com base em estudos que evidenciam essas disparidades. A abordagem dos temas foi adaptada em cada encontro, mantendo o foco na realidade das participantes e incentivando a reflexão coletiva. “É muito gratificante ver que as pessoas se sentem à vontade para falar e opinar. Isso não é fácil, principalmente em espaços onde muitas vezes elas não são ouvidas”, pontua Thaís Valéria. Além do aprendizado técnico e das discussões sociais, as formações também contribuem para o fortalecimento das redes comunitárias. Para Beatriz Maria, o impacto vai além do imediato. “O papel da cozinha solidária não é só alimentar. A gente acolhe, escuta e multiplica conhecimento. Isso transforma”, afirma. As cozinhas solidárias têm se consolidado, assim, como territórios de resistência e construção coletiva, onde o alimento é apenas o ponto de partida para algo maior: o fortalecimento de vínculos, a valorização das vozes locais e a promoção de justiça social nas periferias pernambucanas.

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Cozinhas Solidárias fortalecem combate à fome e geração de renda em Goiás

As Cozinhas Solidárias seguem ampliando seu impacto social em Goiás ao unir segurança alimentar, formação cidadã e geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade. Entre os dias 17, 18 e 19 de abril, a Cozinha Solidária Estrada de Ferro, em Vianópolis, recebeu uma série de atividades formativas voltadas ao fortalecimento da iniciativa e à qualificação das participantes. A ação é executada pela Agrobio, em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP-GO). De acordo com Jeancarlos Oliveira, que atua na formação das Cozinhas Solidárias em Goiás, a programação buscou preparar as mulheres tanto para a gestão da cozinha quanto para novas oportunidades econômicas ligadas às políticas públicas de alimentação. Entre os temas debatidos estiveram o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além das possibilidades de comercialização da produção local, como panificados e outros alimentos. “Muitas dessas mulheres são agricultoras, trabalham em seus territórios e roçados, mas não possuem uma fonte fixa de renda. A cozinha solidária também cumpre esse papel de criar oportunidades econômicas”, destacou Jeancarlos. Durante a formação, também foram discutidos o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), boas práticas de manipulação de alimentos e segurança no trabalho. As atividades incluíram ainda a reorganização do novo espaço da cozinha e momentos práticos de produção, com as participantes colocando a mão na massa.

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