Rede Sementes da Vida

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Comunidade quilombola de Bujaru inicia ações de implantação dos corredores agroecológicos e recebe sementes crioulas

A Comunidade Quilombola São Judas Tadeu, no município de Bujaru (PA), iniciou as ações de implementação dos corredores agroecológicos a partir do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil. A iniciativa marca um passo importante para o fortalecimento da agroecologia no território, com foco na valorização dos saberes tradicionais, na conservação da agrobiodiversidade e na promoção da soberania alimentar. A agenda incluiu a apresentação do projeto à comunidade e o início do diálogo para a implantação dos corredores agroecológicos, estratégia que busca integrar áreas produtivas, conservar a biodiversidade local e fortalecer a produção de alimentos saudáveis. Como parte das atividades, a equipe do projeto realizou visitas a agricultoras e agricultores que irão integrar as ações, promovendo a escuta sobre o território, os modos de produção existentes e as perspectivas para a construção coletiva dos corredores. Em articulação com essas ações, agricultoras e agricultores familiares da comunidade também receberam sementes crioulas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Sementes), do Governo Federal. A entrega contribui para o fortalecimento dos sistemas produtivos tradicionais, amplia a autonomia das famílias e reafirma o compromisso com a conservação da biodiversidade e o uso de sementes adaptadas ao território. O encontro consolidou um espaço de troca de saberes, fortalecimento comunitário e articulação territorial, reafirmando a agroecologia como um caminho estratégico para a autonomia dos povos quilombolas, a proteção dos ecossistemas e a promoção da soberania alimentar na região.

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Rede de Cozinhas Solidárias do Pará promove ações do “levante das mulheres vivas” em combate à violência de gênero

A Rede de Cozinhas Solidárias promoveu neste sábado (6), nas Cozinhas Populares Solidárias Mãos Solidárias, de Igarapé-Açu; Vida Saudável, de Santa Maria do Pará; e Por Elas, de Ananindeua, no Pará, uma roda de conversa e debates para as mulheres atendidas pelos projetos comunitários. A iniciativa integra o movimento nacional Levante das Mulheres Vivas, mobilização que faz um chamado urgente ao enfrentamento da violência de gênero e ao feminicídio no país. Atualmente, a Rede de Cozinhas Solidárias conta com 15 cozinhas populares gestadas pela Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV) sendo 14 unidades no Pará e uma no Maranhão.  Segundo a coordenadora da Rede, Leninha Pinheiro Aragão, a cozinha se tornou um espaço de confiança para mulheres em situação de vulnerabilidade. Muitas das denúncias surgem justamente nesse ambiente de convivência, acolhimento e preparo de alimentos. “Quase sempre as violências são praticadas pelos próprios companheiros. Diante das notícias brutais que acompanhamos todos os dias, entendemos que não podemos normalizar nenhum tipo de agressão. As rodas de conversa fortalecem um espaço de escuta, reflexão e conscientização. Seguimos firmes para que as mulheres tenham o direito de viver sem violência e sem medo”, afirma Leninha. Para ela, o trabalho das cozinhas ultrapassa o ato de cozinhar: “Alimentar também é educar, politizar e reafirmar direitos”, garante Leninha Aragão. A presidenta da ANAPAMAV, Rosane Santos, reforça que as cozinhas populares desempenham um papel no combate à desigualdade e à violência. “Discutir gênero nesses espaços é fundamental porque as cozinhas são, majoritariamente, mantidas por mulheres camponesas, negras, periféricas, mães solo, e que enfrentam violências estruturais. A fome e o machismo fazem parte do mesmo sistema de opressão. Não é possível apenas garantir alimento, é preciso proteger, empoderar e garantir dignidade”, afirma. Rosane acrescenta que ocupar cozinhas, ruas e territórios é também romper silêncios. “Quando ocupamos esses espaços, afirmamos com força que queremos viver. Viver com dignidade, com liberdade e com justiça. Lutar pela vida das mulheres é também lutar contra a fome, contra o patriarcado e contra o capitalismo que explora nossos corpos e territórios”. ProgramaçãoDurante o mês de dezembro, diversas atividades estão programadas em cozinhas comunitárias da Rede, envolvendo formação, debates e ações com famílias atendidas. A proposta é aproximar o tema da realidade vivenciada pelas mulheres, fortalecendo redes de proteção e apoio e ampliando a capacidade de enfrentar situações de violência doméstica e familiar. “É na partilha do alimento e da palavra que fortalecemos nossa organização e mantemos viva a luta por dignidade, liberdade e vida plena para todas as mulheres”, conclui Leninha Aragão. Sobre a RedeA Rede de Cozinhas Populares Solidárias reúne iniciativas comunitárias que atuam no combate à fome, na formação política de base e na construção de alternativas de segurança alimentar e geração de renda. Suas ações integram estratégias de solidariedade entre territórios, especialmente em áreas periféricas e rurais da Amazônia.

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Da Terra à Mesa: Agrobio apresenta resultados do projeto Rede Sementes da Vida

Executora do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) participou, na última sexta-feira (17), do 1º Seminário de Monitoramento do Edital Da Terra à Mesa, realizado em Juazeiro (BA), durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA). O objetivo foi avaliar o primeiro ano de execução dos projetos apoiados pelo edital, que fomenta iniciativas voltadas à transição agroecológica, ao fortalecimento da agricultura familiar e à ampliação do acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis. Durante o seminário, a presidente da Agrobio, Vanilda Ferreira, e o coordenador-geral do projeto, Murillo Notine, apresentaram um balanço das ações desenvolvidas pela instituição, destacando os avanços alcançados na promoção da agrobiodiversidade, na formação de agentes populares de transição agroecológica e na consolidação de parcerias entre Estado e sociedade civil. Sobre o projeto, entre os resultados mais expressivos estão a estruturação de corredores agroecológicos, a implantação de biofábricas e casas de sementes e a criação de Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS). Também destaca-se a formação de  jovens e mulheres como agentes populares de transição agroecológica um passo importante para ampliar o protagonismo feminino e juvenil nas práticas sustentáveis do campo. Outro marco relevante foi o Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida, realizado em Luziânia (GO), que reuniu equipes técnicas, agricultores e parceiros para alinhar estratégias e planejar as próximas etapas do projeto. Até o momento, 50% dos cadastros previstos já foram concluídos, acompanhados da estruturação de escritórios regionais e da consolidação de equipes técnicas multidisciplinares. Apresentado no seminário como uma das experiências de maior abrangência territorial do programa Da Terra à Mesa, o projeto Rede Sementes da Vida atua em múltiplos biomas brasileiros, promovendo o resgate e a multiplicação de sementes crioulas, o uso de bioinsumos e a valorização dos saberes camponeses. Seu foco está em fortalecer a autonomia das famílias agricultoras e a diversidade produtiva local, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e o enfrentamento da fome. “O Rede Sementes da Vida é mais do que uma ação técnica; é um movimento político de vida. Nosso trabalho protege a agrobiodiversidade, valoriza os saberes camponeses e constrói um novo modelo de produção e abastecimento no Brasil, baseado na justiça social e na sustentabilidade”, afirmou Murillo Notine. Agrobio Com sede em Goiás e atuação em diversos estados, entre eles Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, a Agrobio foi fundada em 1994 e consolidou-se como referência no fortalecimento de redes agroecológicas, na produção de sementes nativas e crioulas e na restauração de áreas degradadas. Ao longo de três décadas, a organização vem articulando comunidades rurais, cooperativas e movimentos sociais em torno da agrobiodiversidade e da soberania alimentar. Para ampliar sua capilaridade e a articulação entre comunidades, a Agrobio executa o projeto em rede com diversas organizações parceiras, entre elas ACCAPE, ACCASE, ANAMAPAV, ACEPIBA, CAAEGO e ACAMPONESA, que fortalecem a presença territorial e o intercâmbio de conhecimentos em diferentes regiões do país. O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do governo federal que busca aproximar quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. O encontro reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Secretaria-Geral da Presidência da República e de organizações da sociedade civil de todo o país.

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ANAPAMAV – Associação nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida

AANAPAMAV foi criada no ano de 2008 com objetivo organizar os camponeses para produção de alimentos, com atenção para as mulheres e a juventude como meio geração melhoria da qualidade de vida, de combater a êxodo e promover a sucessão rural. Nos anos de 2008 e 2009, realizou o Curso Livre de Agroecologia para Juventude Rural para 30 jovens de 8 municípios paraense em parceria com a Pastoral da Juventude Rural, Escola Agrotécnica Federal de Castanhal Pará, hoje Instituto Federal do Pará – IFPA/ Campus Castanhal. O objetivo geral da associação a prestação de quaisquer serviços de valorização dos camponeses e camponesas e populações vulneráveis no âmbito social, ambiental, político, religioso, econômico e cultural para fins de melhoria da qualidade de vida no território onde habitam, seguindo princípios baseados no desenvolvimento e promoção da agroecologia, da soberania e segurança alimentar e a solidariedade humana.

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