Rede Sementes da Vida

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Rede Sementes da Vida lança TdR para estruturação de biofábricas e Unidade de Beneficiamento em oito estados

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), oficializou nesta terça-feira, 5, o processo de aquisição de bens e insumos para o projeto Rede Sementes da Vida: Cultivando a Agrobiodiversidade e Fortalecendo a Agroecologia no Brasil. A ação prevê a implantação de biofábricas comunitárias e Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em municípios distribuídos por Goiás, Minas Gerais, Sergipe, Bahia, Piauí, Pernambuco, Pará e Maranhão. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 1.600 famílias de agricultores familiares e povos tradicionais, fortalecendo a produção de sementes crioulas e incentivando práticas agroecológicas. Para viabilizar a execução, o projeto está estruturado a partir de dois documentos técnicos centrais: o Termo de Referência (TDR) e a Relação de Compras (RC). O TDR estabelece diretrizes estratégicas da contratação, detalhando objetivos, metas, responsabilidades das empresas fornecedoras e o cronograma de execução, que prevê a entrega e instalação dos equipamentos até 30 de junho de 2026. Já a Relação de Compras organiza os itens a serem adquiridos e seus respectivos valores, divididos em duas frentes principais. A primeira contempla a estruturação de biofábricas voltadas à produção de bioinsumos, com equipamentos como trituradores de galhos, aeradores, balanças digitais e insumos biológicos. A segunda é direcionada às Unidades de Beneficiamento de Sementes, incluindo máquinas de pré-limpeza, mesas classificadoras e kits de teste de transgenia. O impacto esperado vai além do aumento da produtividade. A iniciativa busca reduzir a dependência de insumos químicos externos, diminuir custos de produção e ampliar a segurança alimentar nos territórios atendidos. Empresas interessadas em participar do processo de fornecimento devem enviar propostas até o dia 27 de maio de 2026, conforme os critérios estabelecidos para pessoas jurídicas habilitadas. A coordenação geral do projeto será responsável por acompanhar todas as etapas, garantindo o cumprimento das especificações técnicas e a eficiência na logística de distribuição entre os estados. Confira o Termo de Referência completo e a Relação de Compras disponível em anexo!

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Da Terra à Mesa: Agrobio apresenta resultados do projeto Rede Sementes da Vida

Executora do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) participou, na última sexta-feira (17), do 1º Seminário de Monitoramento do Edital Da Terra à Mesa, realizado em Juazeiro (BA), durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA). O objetivo foi avaliar o primeiro ano de execução dos projetos apoiados pelo edital, que fomenta iniciativas voltadas à transição agroecológica, ao fortalecimento da agricultura familiar e à ampliação do acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis. Durante o seminário, a presidente da Agrobio, Vanilda Ferreira, e o coordenador-geral do projeto, Murillo Notine, apresentaram um balanço das ações desenvolvidas pela instituição, destacando os avanços alcançados na promoção da agrobiodiversidade, na formação de agentes populares de transição agroecológica e na consolidação de parcerias entre Estado e sociedade civil. Sobre o projeto, entre os resultados mais expressivos estão a estruturação de corredores agroecológicos, a implantação de biofábricas e casas de sementes e a criação de Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS). Também destaca-se a formação de  jovens e mulheres como agentes populares de transição agroecológica um passo importante para ampliar o protagonismo feminino e juvenil nas práticas sustentáveis do campo. Outro marco relevante foi o Encontro Nacional da Rede Sementes da Vida, realizado em Luziânia (GO), que reuniu equipes técnicas, agricultores e parceiros para alinhar estratégias e planejar as próximas etapas do projeto. Até o momento, 50% dos cadastros previstos já foram concluídos, acompanhados da estruturação de escritórios regionais e da consolidação de equipes técnicas multidisciplinares. Apresentado no seminário como uma das experiências de maior abrangência territorial do programa Da Terra à Mesa, o projeto Rede Sementes da Vida atua em múltiplos biomas brasileiros, promovendo o resgate e a multiplicação de sementes crioulas, o uso de bioinsumos e a valorização dos saberes camponeses. Seu foco está em fortalecer a autonomia das famílias agricultoras e a diversidade produtiva local, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e o enfrentamento da fome. “O Rede Sementes da Vida é mais do que uma ação técnica; é um movimento político de vida. Nosso trabalho protege a agrobiodiversidade, valoriza os saberes camponeses e constrói um novo modelo de produção e abastecimento no Brasil, baseado na justiça social e na sustentabilidade”, afirmou Murillo Notine. Agrobio Com sede em Goiás e atuação em diversos estados, entre eles Pará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, a Agrobio foi fundada em 1994 e consolidou-se como referência no fortalecimento de redes agroecológicas, na produção de sementes nativas e crioulas e na restauração de áreas degradadas. Ao longo de três décadas, a organização vem articulando comunidades rurais, cooperativas e movimentos sociais em torno da agrobiodiversidade e da soberania alimentar. Para ampliar sua capilaridade e a articulação entre comunidades, a Agrobio executa o projeto em rede com diversas organizações parceiras, entre elas ACCAPE, ACCASE, ANAMAPAV, ACEPIBA, CAAEGO e ACAMPONESA, que fortalecem a presença territorial e o intercâmbio de conhecimentos em diferentes regiões do país. O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do governo federal que busca aproximar quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. O encontro reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Secretaria-Geral da Presidência da República e de organizações da sociedade civil de todo o país.

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ACCESE – Associação de Camponesas e Camponeses do Estado de Sergipe

A Associação de Camponesas e Camponeses do Estado de Sergipe – ACCESE surgiu devido a necessidade de organizar os agricultores através de uma entidade, onde se discute os créditos e as formas como devem ser aplicados com objetivo de melhorar a produção, e consequentemente a qualidade de vida das famílias camponesas. Foi neste momento que os camponeses e camponesas perceberam que se associando e cooperando, poderiam criar as condições para melhoria de as condições de vida das famílias. Portanto, em dezembro de 2015, surgiu uma nova associação. Atualmente a associação possui cerca 250 famílias de camponeses e camponesas a ela vinculada, direta e indiretamente. A ACCESE também vem proporcionando e desenvolvendo um amplo trabalho de organização social de camponesese camponesas para o resgate, melhoramento e produção de sementes crioulas, assim como na produção, beneficiamento e comercialização de alimentos saudáveis e insumos agroecológicos. Objetivos:I – Congregar e representar os Camponeses/as, podendo abranger todos o estado de Sergipe, defendendo seus direitos e interesses, bem como os dos camponeses/as a ela filiada ou não. II – Estimular o desenvolvimento agrícola, progresso econômico e social nas diversas comunidades rurais. III – Estimular o desenvolvimento comunitário e cultural das diversas comunidades rurais vinculadas aos projetos dos pequenos agricultores. IV – Estimular o desenvolvimento de tecnologias alternativas, preservação do meio ambiente e incentivo ao desenvolvimento da agricultura agroecológica e orgânica nas comunidades rurais.

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