Rede Sementes da Vida

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Rede Sementes da Vida avança em Pernambuco com diagnóstico de famílias agricultoras em Tracunhaém

Dando continuidade às ações do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil, a equipe técnica realizou, entre os dias 16 e 21 de março, o diagnóstico ambiental em propriedades de famílias agricultoras beneficiárias do programa Da Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Marcando mais uma etapa no avanço do projeto no estado, as atividades envolveram dez famílias dos assentamentos de Reforma Agrária Penedinho e Chico Mendes I. O projeto entra agora em uma etapa estratégica, após a conclusão do cadastramento das famílias. O diagnóstico consiste em um processo detalhado de escuta e levantamento de informações junto aos agricultores, contemplando os eixos social, administrativo, produtivo e ambiental. Entre os aspectos analisados estão a agrobiodiversidade existente nos territórios, características do relevo, clima, tipo de solo, intensidade dos ventos e a definição das áreas destinadas à implantação dos corredores agroecológicos. Outro ponto fundamental dessa etapa é o georreferenciamento das propriedades, incluindo a delimitação das parcelas, da sede dos sítios e das áreas planejadas para os corredores agroecológicos. Essas informações são essenciais para orientar, de forma técnica e participativa, as próximas ações do projeto nos territórios. Ao integrar planejamento técnico, participação social e respeito às características dos territórios, o Rede Sementes da Vida contribui para a construção de sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes conectando biodiversidade, produção e qualidade de vida no campo. Da Terra à Mesa O Rede Sementes da Vida integra a iniciativa Da Terra à Mesa Brasil, programa do Governo Federal que busca o fortalecimento da agricultura familiar e produção de sementes crioulas, aproximando quem produz alimentos saudáveis no campo de quem os consome nas cidades, criando pontes entre políticas públicas, agroecologia e segurança alimentar. No âmbito do programa, o projeto reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas em uma ampla articulação nacional. A iniciativa, executada pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com a ACCAPE e o MCP,  é construída em parceria com o Governo Federal, por meio  do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e representa mais um avanço importante para o fortalecimento da agroecologia popular e da agricultura camponesa.

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Projeto BIOCA reúne mais de 500 participantes em Dias de Campo e fortalece restauração ambiental do Cerrado no Nordeste Goiano

O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) realizou, dos dias 10 a 13 de março, uma série de Dias de Campo em municípios do Nordeste Goiano, reunindo agricultores familiares, estudantes, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de instituições públicas e organizações parceiras. As atividades ocorreram nos municípios de Alvorada do Norte, Guarani de Goiás, Divinópolis de Goiás e Cavalcante, mobilizando mais de 500 participantes em torno de debates e práticas voltadas à agroecologia, restauração ambiental e fortalecimento da agrobiodiversidade do Cerrado. Os Dias de Campo reuniram ainda representantes de diversas organizações e instituições que atuam na promoção do desenvolvimento rural sustentável. Participaram das atividades equipes da Saneago, Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto Federal Goiano (IFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/DF), Embrapa Arroz e Feijão, Ministério do Desenvolvimento Agrário (DF), Associação Quilombo Kalunga (AQK), além de estudantes de cursos ligados a agroecologia e áreas ambientais. A programação também contou com a presença de prefeitos, vereadores e secretários municipais de meio ambiente dos municípios da região, além do deputado estadual Mauro Rubem, que acompanhou parte das atividades e destacou a importância de políticas públicas voltadas para a preservação ambiental e agricultura familiar. “Projetos como o BIOCA mostram que é possível recuperar áreas degradadas, proteger as nascentes e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção e a renda das famílias agricultoras. É uma iniciativa que dialoga diretamente com o futuro do Cerrado”, afirmou o parlamentar. Coordenador-geral do projeto, Marcelo Mendonça explicou que as ações já apresentam impactos significativos na região. “Atualmente, mais de 40 hectares de áreas degradadas estão em processo de restauração ambiental por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo produtivo que integra árvores, culturas agrícolas e espécies do Cerrado. As iniciativas do projeto também já alcançam, diretamente, 90 famílias agricultoras, fortalecendo práticas produtivas sustentáveis e ampliando oportunidades de geração de renda no meio rural”, disse. Marcelo Mendonça explicou que o objetivo é demonstrar que a restauração ambiental pode caminhar lado a lado com a produção de alimentos. “Nosso trabalho busca conciliar recuperação ambiental e desenvolvimento rural. Os Sistemas Agroflorestais permitem recuperar o solo, proteger a biodiversidade e ao mesmo tempo fortalecer a autonomia e a renda das famílias agricultoras”, explicou. Outro eixo estratégico do projeto é a conservação dos recursos hídricos. As ações do BIOCA já avançam na proteção de mais de 2.400 hectares de áreas de mananciais utilizadas para abastecimento público, atualmente em processo de cercamento e recuperação ambiental. A medida contribui para proteger nascentes e matas ciliares, garantindo maior segurança hídrica para as Comunidades Rurais e para os municípios da região. Para o prefeito de Guarani de Goiás, Janezio Pereira da Silva, iniciativas como o BIOCA demonstram que é possível conciliar desenvolvimento rural e conservação ambiental. “A sustentabilidade passa pela preservação. Precisamos garantir renda para quem vive no campo sem destruir a natureza. Projetos como esse ajudam a melhorar a vida das famílias da zona rural e contribuem para o futuro do município”, destacou. Formação Durante os Dias de Campo, os participantes puderam conhecer experiências práticas implantadas nas unidades produtivas, participar de oficinas técnicas e dialogar com pesquisadores e agricultores sobre alternativas produtivas adaptadas às condições do Cerrado. Para a professora Luana Fernandes Melo, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a participação de estudantes em atividades práticas como o Dia de Campo fortalece o processo de aprendizagem. “A teoria é essencial, mas precisa desse complemento. O contato com agricultores familiares e com os sistemas produtivos no território amplia muito a nossa compreensão sobre biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, destacou. As atividades incluíram visitas a Sistemas Agroflorestais implantados, oficinas sobre conservação e uso sustentável da água e debates sobre a importância da agrobiodiversidade para a segurança alimentar e a sustentabilidade dos territórios. Para o presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Carlos Pereira, a iniciativa tem fortalecido as comunidades tradicionais e ampliado as possibilidades de produção sustentável no território. “O sistema agroflorestal é uma forma de roça diversificada que combina alimentos, árvores frutíferas e espécies do Cerrado. É um modelo que fortalece a produção, conserva o ambiente e amplia as oportunidades de renda para as comunidades”, afirmou. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, universidades, movimentos sociais e órgãos públicos. O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa promove uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, contribuindo para ampliar a renda e a qualidade de vida das famílias agricultoras do Nordeste Goiano.

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Comunidade Engenho II recebe Dia de Campo do BIOCA e debate sustentabilidade no território Kalunga

A equipe do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano  (BIOCA) realizou, nesta sexta-feira (13), um Dia de Campo na comunidade Engenho II, no município de Cavalcante (GO). A atividade reuniu cerca de 150 participantes, entre agricultores familiares, lideranças quilombolas, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições parceiras. O encontro foi marcado por momentos de diálogo, troca de experiências e debates sobre restauração ambiental, agroecologia e fortalecimento da agrobiodiversidade do Cerrado, temas centrais do projeto. Os Dias de Campo integram a estratégia do BIOCA de aproximar conhecimento científico e saberes tradicionais, fortalecendo a participação das comunidades rurais e quilombolas nas ações de recuperação de áreas degradadas e na construção de modelos produtivos sustentáveis. Para Flávio Diniz, coordenador da Casa Projetos Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), iniciativas como o BIOCA demonstram na prática o papel da universidade na articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Segundo ele, a presença da universidade em projetos voltados às comunidades é fundamental para fortalecer políticas públicas e promover o diálogo entre diferentes atores sociais. “A universidade tem como tripé o ensino, a pesquisa e a extensão. Ao mesmo tempo, ela tem o papel de auxiliar e fomentar políticas públicas, tanto no campo quanto na cidade. Projetos como o BIOCA são um bom exemplo dessa articulação, porque envolvem estudantes, pesquisadores, extensionistas e membros das comunidades, criando uma rede de colaboração fundamental para o sucesso das iniciativas”, destacou. A parceria entre o projeto e as organizações locais também foi ressaltada por Carlos Pereira, presidente da Associação Quilombo Kalunga. Para ele, a cooperação tem gerado resultados importantes dentro do território, especialmente com a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). “O trabalho conjunto já permitiu a implementação de 24 sistemas agroflorestais no território quilombola, com a previsão de expansão para mais 25 neste ano. O SAF é um modelo de roça diversificada, onde plantamos alimentos como feijão e outras culturas em corredores ecológicos, junto com árvores, frutíferas e espécies do Cerrado. É um sistema que fortalece a produção, conserva o ambiente e amplia as possibilidades de geração de renda para as comunidades”, explicou. Liderança histórica do território, o agricultor Cirilo dos Santos Rosa, de 71 anos, também destacou a importância das iniciativas que estimulam práticas produtivas alinhadas à preservação do bioma. “É um crescimento para a nossa base de sustentabilidade no Cerrado. Nós sobrevivemos ao Cerrado e precisamos mantê-lo vivo. Cada conhecimento que chega para fortalecer essa preservação é muito bem-vindo”, afirmou. Para Esther Fernandes, vice-presidente da AQK, o projeto contribui diretamente para fortalecer a agricultura familiar e ampliar as oportunidades econômicas dentro das comunidades. “Esse projeto traz fortalecimento para a agricultura familiar dentro do território. Trabalhar com agrofloresta e agroecologia é fundamental para garantir sustentabilidade e também gerar renda para as famílias”, destacou. Colaborador da Embrapa Arroz e Feijão, Marcos Antônio Rodrigues de Oliveira, explicou que a instituição contribui principalmente na orientação técnica para implantação dos Sistemas Agroflorestais e dos corredores agroecológicos. Sobre o Bioca O BIOCA é uma iniciativa da Agrobio, desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, organizações sociais e órgãos públicos.O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

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Dia de Campo do Projeto Bioca reúne agricultores, estudantes e instituições em Divinópolis de Goiás

Cerca de 80 pessoas participaram, nesta quinta-feira (12), de mais uma edição do Dia de Campo do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). A atividade realizada em Divinópolis de Goiás, no Nordeste Goiano,  reuniu agricultores, estudantes, pesquisadores e representantes do poder público e de instituições parceiras para discutir práticas sustentáveis de produção e restauração do Cerrado. Os acompanharam palestras e atividades formativas, incluindo a oficina guiada pela equipe da Saneago. Em seguida, o grupo seguiu para uma visita técnica ao Sistema Agroflorestal (SAF) implantado na propriedade da agricultora Maria Nalva Abreu Neiva. Durante a visita ao campo foram realizadas duas estações de aprendizado, uma conduzida por técnicos da Embrapa e outra mediada pela própria agricultora e pela equipe técnica do projeto, permitindo aos participantes conhecer na prática o funcionamento do SAF e seus benefícios para a produção agrícola e para a recuperação ambiental. Professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), do Campus de Campos Belos, Luana Fernandes Melo, destacou a importância da participação dos estudantes em atividades práticas como o Dia de Campo. Segundo ela, o contato direto com experiências no território complementa o aprendizado teórico e amplia a compreensão sobre biodiversidade e cadeias produtivas sustentáveis. “A teoria é essencial, mas precisa desse complemento. Para os pesquisadores também é fundamental, porque muitas vezes ficamos dentro da universidade e dos laboratórios. Esse contato com agricultores familiares e com os sistemas produtivos fortalece o nosso conhecimento”, afirmou. A estudante de agroecologia Janaína Oliveira Santos, da UEG de Campos Belos, também ressaltou a importância da troca de experiências promovida pelo projeto. “É uma experiência muito rica, uma troca muito generosa entre o saber científico, com especialistas, professores e orientadores de projetos, e o saber popular e tradicional da agricultura familiar. Esse encontro de conhecimentos fortalece muito o aprendizado”, destacou. Ja a professora Franciele Rego Oliveira Brás, do Instituto Federal Goiano de Campos Belos evidenciou que a articulação entre instituições, agricultores e projetos de desenvolvimento territorial é fundamental para impulsionar o Nordeste Goiano. “É muito importante para o fortalecimento do território, especialmente do Nordeste Goiano, uma região que historicamente enfrenta muitos desafios. Essa união entre instituições e projetos fortalece as ações de pesquisa, extensão e, principalmente, o próprio território”, afirmou. Técnico de nível superior do Projeto BIOCA, Jean Carlos Alves de Abreu explicou que a implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) enfrentou desafios iniciais, principalmente pela falta de conhecimento da comunidade sobre o modelo produtivo, mas segundo ele, a implantação foi um sucesso. “Inicialmente foi difícil porque o pessoal não conhecia o que era o SAF. Mas fomos explicando e, aos poucos, eles foram entendendo. Hoje vemos que deu certo e os agricultores gostaram muito da implantação”, relatou.  Ele também destacou que o sistema tem contribuído para recuperar a produção agrícola tradicional da região, especialmente o cultivo do feijão. “Antigamente a região produzia muito feijão. As famílias colhiam até 80 sacas. Com o tempo vieram as pragas, o desmatamento e a diminuição da água. Agora, com o Sistema Agroflorestal, estamos conseguindo retomar essa produção”, explicou. Sobre o projeto BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Agrobio, desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, organizações sociais e órgãos públicos. O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa promove uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis. O objetivo é ampliar a renda e melhorar a qualidade de vida das famílias agricultoras da região, ao mesmo tempo em que contribui para a recuperação de áreas degradadas e para a conservação do bioma Cerrado.

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Cozinha Solidária do MCP em Cordeiro promove formação sobre alimentação saudável e promoção da saúde

Com o tema Promoção da saúde por meio da alimentação saudável, a Cozinha Solidária do Movimento Camponês Popular (MCP) no bairro de Cordeiro, em Pernambuco, promoveu uma atividade formativa nesta quinta-feira (12). O encontro reuniu integrantes da cozinha popular solidária, representantes das comunidades Sétimo Campos e Sítio dos Pimentas, além de representantes do Fundo Labora. A formação foi conduzida pelo auxiliar na Cozinha, Anderson de Melo Cordeiro, morador da comunidade Sítio dos Pimentas, na Várzea, em Recife. Durante a atividade, ele destacou o papel da alimentação saudável como instrumento fundamental para a promoção da saúde e para o fortalecimento das comunidades. Segundo Anderson, o encontro foi marcado por uma construção coletiva de conhecimentos, permitindo que diferentes temas fossem discutidos a partir do eixo central da alimentação. Entre os pontos debatidos, destacou a saúde da mulher, especialmente no contexto do mês dedicado às pautas femininas. “A comida vai além do aspecto material. Ela também envolve dimensões psicossociais e políticas. Quando falamos de alimentação saudável, estamos falando também de acesso a direitos, de cuidado com o corpo e de fortalecimento da comunidade”, ressaltou. A atividade também reforçou a importância da articulação entre diferentes setores da sociedade. Para Anderson, a participação de organizações comunitárias e de instituições parceiras contribui para alinhar estratégias e fortalecer ações coletivas em defesa da segurança alimentar. “Essa formação integra diferentes setores da sociedade. A participação popular, junto com instituições parceiras, ajuda a construir estratégias para que o alimento também seja uma ferramenta de conscientização, de acesso a direitos e de fortalecimento da luta coletiva”, afirmou. As cozinhas solidárias de Pernambuco são administradas pela Agrobio em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) e integram o Programa Cozinha Solidária, iniciativa do Governo Federal coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa tem como objetivo oferecer alimentação gratuita e de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, além de promover atividades formativas que estimulem a organização comunitária, a educação alimentar e o fortalecimento das redes de solidariedade nos territórios.

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Guarani de Goiás recebe ação de Dia de Campo realizado pela equipe do Projeto BIOCA 

O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) realizou nesta quarta-feira (11) mais um Dia de Campo, desta vez no município de Guarani de Goiás, reunindo agricultores familiares, representantes de instituições públicas, universidades e organizações parceiras. A atividade integrou a agenda de formação e intercâmbio promovida pelo projeto e teve como objetivo fortalecer práticas agroecológicas, promover a restauração ambiental e ampliar o conhecimento sobre sistemas produtivos sustentáveis no Cerrado. Com o apoio da equipe da Embrapa Arroz e Feijão, durante o encontro,  os participantes visitaram os Sistemas Agroflorestais (SAFs) implantados na propriedade do agricultor Jucelino José Moreira, no Povoado São Pedro, onde puderam acompanhar de perto os resultados iniciais da implantação do sistema realizada no ano passado. O agricultor destacou que, apesar dos desafios no início do plantio, os resultados já começam a aparecer. “Tivemos algumas dificuldades no começo, principalmente com as formigas que começaram a cortar as plantas. Também teve algumas mudas que não resistiram e precisaram ser substituídas, como o caju. Mas outras espécies estão se desenvolvendo muito bem, como o jatobá, o limão, a laranja, a goiaba, a manga e o coco”, relatou. Além da visita técnica aos SAFs, a programação contou com uma oficina promovida pela equipe da Saneago, abordando a relação entre biodiversidade, produção de alimentos e conservação da água no Cerrado. Para o prefeito de Guarani de Goiás, Janezio Pereira da Silva, iniciativas como o BIOCA demonstram que é possível unir conservação ambiental e geração de renda no campo. “A sustentabilidade passa pela preservação. Precisamos encontrar formas de garantir renda para quem vive no campo sem destruir a natureza. Projetos como esse ajudam a melhorar a vida das famílias da zona rural e contribuem para o futuro do nosso município e do país”, afirmou. O secretário municipal de Meio Ambiente, Fabrício Correia Melo Brito, destacou que a parceria entre instituições públicas, universidades e organizações sociais tem sido fundamental para ampliar as ações de conservação ambiental no município. “Temos realizado vistorias nas áreas de nascente e trabalhado junto com brigadas de incêndio para proteger essas regiões contra queimadas e desmatamento ilegal. Com a parceria do BIOCA, da Saneago e das universidades, estamos avançando em ações importantes de preservação”, explicou. Segundo ele, a união de esforços pode resultar em um dos maiores projetos de proteção de nascentes da região. “A expectativa é avançar no cercamento e na preservação de áreas de nascentes que alimentam importantes cursos d’água do município, fortalecendo a proteção dos mananciais que abastecem a população”, afirmou. A superintendente regional do INCRA, Cláudia Farinha, destacou que o projeto tem papel estratégico para o fortalecimento da agricultura familiar na região. Segundo ela, o Governo Federal tem apoiado iniciativas como o BIOCA por meio de instituições como o INCRA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), reconhecendo a importância de projetos que integram produção agrícola e conservação ambiental. “Esse é um projeto de extrema relevância para o fortalecimento da agricultura familiar. Ele contribui tanto para a produção de alimentos saudáveis quanto para a produção de água e a preservação ambiental aqui no Nordeste Goiano”, afirmou.  Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Agrobio, desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, organizações sociais e órgãos públicos. O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa promove uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, contribuindo para ampliar a renda e a qualidade de vida das famílias agricultoras da região.

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Projeto Bioca reúne mais de 200 participantes em Dia de Campo e fortalece agroecologia em Alvorada do Norte

Mais de 200 pessoas participaram, nesta terça-feira (10), do Dia de Campo promovido pelo Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). O encontro foi realizado na propriedade do senhor Cícero Barbosa de Andrade, na Comunidade Quilombola Castelo, Retiro e Três Rios, no município de Alvorada do Norte (GO), reunindo agricultores familiares, pesquisadores, representantes de instituições públicas, movimentos sociais e autoridades locais. A atividade integrou a agenda de formação e intercâmbio promovida pelo projeto, com foco na agroecologia, na restauração ambiental e no fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar. Com o tema “Mato que se come, água que se faz”, o Dia de Campo contou com uma oficina conduzida pela equipe da Saneago, que abordou a relação entre a biodiversidade do Cerrado, a alimentação e a conservação da água. A programação também incluiu palestras técnicas e visitas às áreas de produção. Coordenador-geral do BIOCA, Marcelo Mendonça, destacou que o projeto atua na recuperação ambiental e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis que ampliam a renda das famílias agricultoras. “O projeto tem dois focos principais. O primeiro é a recuperação de áreas degradadas, nascentes e matas ciliares. O segundo é a implementação de sistemas agroflorestais, que são áreas produtivas diversificadas que produzem alimentos e ajudam a fortalecer a renda das famílias”, explicou. Segundo ele, o projeto também prevê a implantação de agroindústrias comunitárias, permitindo que os agricultores beneficiem seus produtos e ampliem as oportunidades de comercialização. “A proposta é incentivar a produção de alimentos e também possibilitar que esses produtos sejam beneficiados em agroindústrias, agregando valor e gerando renda. É o que chamamos de inclusão produtiva”, afirmou. Marcelo Mendonça evidenciou ainda a importância do apoio da gestão municipal para a continuidade das ações. “A participação da Prefeitura de Alvorada do Norte, do prefeito Davi Moreira, dos secretários e vereadores é fundamental para que o projeto avance. Iniciamos as ações no ano passado e ainda teremos mais três anos de trabalho no município e em toda a região”, disse. Para o agricultor Cícero Barbosa de Andrade, anfitrião do Dia de Campo, a participação no projeto já trouxe mudanças importantes para a família. “Depois que entramos no projeto, paramos de usar veneno. A saúde da família melhorou muito. Já começamos a vender nossa produção para a comunidade, para fazendas e também para a cidade. Isso representa um ganho muito grande para o nosso povo quilombola”, relatou. O superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Distrito Federal e RIDE, Lukas Nunes, ressaltou a importância da articulação entre instituições e movimentos sociais para fortalecer a agricultura familiar. “São parcerias que ajudam a desenvolver a agricultura familiar. O plantio de sistemas agroflorestais contribui para a recuperação do Cerrado e para a geração de renda. Essa rede formada pelo BIOCA, MDA, UFG, Saneago, Embrapa e outros parceiros é fundamental para fortalecer a agricultura familiar no Nordeste Goiano”, afirmou. O professor Sigeo Kitatani Jr, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destacou o papel da universidade na construção de conhecimento junto às comunidades. “É por meio da extensão que conseguimos atravessar os muros da universidade e interagir com a comunidade, trocar conhecimentos e desenvolver ações que contribuam para o desenvolvimento do país”, explicou. Além de diversas autoridades do município, o evento contou com a presença de representantes da Agrobio, Embrapa, UFG, MDA, INCRA DF, Saneago e do Movimento Camponês Popular (MCP). Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da Agrobio, desenvolvida em parceria com instituições de pesquisa, organizações sociais e órgãos públicos.O projeto conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A iniciativa propõe uma abordagem integrada para a restauração ecológica do Cerrado, aliando conservação da biodiversidade, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, contribuindo para ampliar renda e qualidade de vida das famílias agricultoras do Cerrado Goiano.

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Cozinhas solidárias promovem formação sobre alimentação saudável e direitos sociais em Sergipe

Vinculadas ao Movimento Camponês Popular (MCP), as cozinhas solidárias de Sergipe realizaram, entre os dias 2 e 6 de março, uma série de oficinas sobre alimentação saudável, agroecologia e direitos sociais. As atividades aconteceram em comunidades rurais e urbanas e reuniram camponeses, cozinheiras e moradores em momentos de aprendizado coletivo sobre produção, preparo e acesso a alimentos de qualidade. Na Cozinha Solidária Mulheres Camponesas de Umbaúba, na zona rural do município, foi realizado um ciclo de quatro encontros abordando nutrição e alimentação saudável, práticas agroecológicas e gestão de resíduos, boas práticas de manipulação de alimentos e promoção da saúde por meio da alimentação. As oficinas incentivaram a troca de experiências entre os participantes e destacaram a importância da produção de alimentos saudáveis, do manejo sustentável da terra e do cuidado no preparo das refeições que chegam às mesas da comunidade. Outra atividade aconteceu na Cozinha Solidária Tropical Sabores da Fonte Nova, localizada na zona rural de Estância. Na quinta-feira (5), moradores participaram da oficina sobre Direito Humano à Alimentação Adequada, conduzida pela instrutora Kauane Santos Batista. Durante o encontro, os participantes discutiram o acesso às políticas públicas e os desafios enfrentados pelas famílias que vivem no campo. Para Kauane, a experiência das cozinhas mostra que a fome e a insegurança alimentar também estão presentes nos territórios rurais, muitas vezes invisibilizadas. “A cozinha solidária é um instrumento de segurança alimentar dentro do espaço rural. Ela leva o alimento que nutre o corpo, mas também nutre a mente e a educação, porque é um espaço formativo. Não se trata apenas de entregar comida, mas de discutir a origem desse alimento e fortalecer o conhecimento sobre a produção e o consumo saudável”, afirmou. A formação também abordou o acesso da população a políticas públicas como saúde, assistência social e educação. Segundo a instrutora, compreender o direito à alimentação adequada exige olhar para o conjunto de direitos sociais. “O direito à alimentação também passa pela moradia digna, pelo acesso à saúde, à educação e às demais políticas públicas que estruturam a vida da população”, ressaltou. Outro tema presente nas oficinas foi a agroecologia, defendida pelo Movimento Camponês Popular como caminho para fortalecer a produção camponesa e garantir alimentos saudáveis nos territórios. Além de oferecer refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade, os espaços funcionam como pontos de encontro e organização comunitária, onde se compartilham conhecimentos sobre alimentação, produção e direitos sociais. As atividades fazem parte do Programa Cozinha Solidária, iniciativa do Governo Federal coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa tem como objetivo oferecer alimentação gratuita e de qualidade a pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. Em Sergipe, as ações são executadas pela Associação Nacional para o Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP).

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Bioca participa de Dia de Campo realizado pela Embrapa e reforça articulação pela agroecologia no Cerrado

Reforçando a integração entre pesquisa científica, políticas públicas e experiências comunitárias voltadas à restauração ambiental produtiva no Cerrado, a equipe do projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (Bioca) participou nesta sexta-feira (27), do Dia de Campo promovido pela Embrapa Arroz e Feijão em Goiás. Realizado na Fazendinha Agroecológica da Unidade, o encontro reuniu representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da SANEAGO, do Movimento Camponês Popular (MCP), do Instituto Federal Goiano, da Universidade Federal de Goiás (UFG), além de agricultores e agricultoras familiares, integrantes de cooperativas da região, pesquisadores da Embrapa e representantes do Ministério Público. Estações A programação foi organizada em quatro estações temáticas, com os participantes divididos em grupos por cores. A dinâmica favoreceu o diálogo direto com pesquisadores e agricultores, aproximando teoria e prática no campo. Na primeira estação, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Dr. Agostinho Didonet, apresentou experiências com a produção de feijão em bases agroecológicas, destacando a importância do manejo adequado e da diversidade genética para garantir produtividade e resiliência. A segunda estação foi conduzida pelo MCP, com os agricultores José Belchior e Marivalda dos Santos, que compartilharam a vivência nos corredores agroecológicos e o trabalho coletivo na produção de sementes. O protagonismo das mulheres do campo foi um dos pontos altos da conversa, especialmente no processo de seleção e conservação de sementes crioulas, fortalecendo a transição agroecológica nos territórios. Já na terceira estação, a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Dra. Cynthia Torres, apresentou experimentos sobre manejo de solos em diferentes sistemas produtivos. Ela demonstrou metodologias práticas para estimar, de forma rápida e acessível, a qualidade do solo e a sanidade dos cultivos, ferramenta estratégica para agricultores que buscam eficiência com sustentabilidade. Encerrando o circuito técnico, a equipe da SANEAGO detalhou suas ações de recuperação de bacias hidrográficas e programas voltados à segurança hídrica e alimentar, como a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em áreas das bacias hidrográficas de abastecimento público. Bioca A participação da equipe do Bioca no Dia de Campo reforça sua atuação no fortalecimento das cadeias produtivas da biodiversidade e na restauração de áreas degradadas no Cerrado Goiano. Ao acompanhar as experiências com sementes crioulas, manejo de solo e corredores agroecológicos, a equipe amplia a articulação com instituições de pesquisa, movimentos sociais e órgãos públicos. Mais do que um evento técnico, o Dia de Campo consolidou-se como espaço de convergência entre conhecimento científico, saberes e fazeres tradicionais e políticas públicas.

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Cozinha Solidária Dona Zizi realiza oficina sobre boas práticas de manipulação de alimentos em Riachão do Dantas

Localizada no povoado Tanque, na zona rural de Riachão Dantas (SE), a Cozinha Solidária Dona Zizi, realizou nesta sexta-feira (27) a primeira oficina do cronograma de capacitações promovido pelas Cozinhas Solidárias de Sergipe, vinculadas à Rede Nacional do Movimento Camponês Popular (MCP). Com o tema “Boas Práticas de Manipulação de Alimentos”, a oficina foi conduzida pela facilitadora Zulmira Maria de Sandes Araújo, moradora da comunidade e responsável pelas capacitações. O público foi composto majoritariamente por mães, donas de casa e trabalhadoras rurais que atuam como voluntárias na preparação das refeições distribuídas gratuitamente pela cozinha solidária. Durante a formação, foram abordados cuidados no preparo, armazenamento e higienização dos alimentos, reforçando a importância da segurança alimentar tanto no ambiente doméstico quanto no trabalho coletivo realizado na cozinha. A metodologia priorizou rodas de conversa e troca de experiências entre as participantes, articulando saberes populares e conteúdos técnicos. Segundo a facilitadora, a experiência foi marcada pela participação ativa das voluntárias e pela valorização dos conhecimentos já presentes na comunidade. “Foi uma troca muito rica. Elas já trazem uma vivência do dia a dia, tanto nas suas casas quanto na cozinha solidária. A parte teórica veio para fortalecer e qualificar ainda mais esse trabalho”, destacou Zulmira Araújo. A Cozinha Solidária Dona Zizi integra a política de combate à fome articulada pelo Movimento Camponês Popular em todo o país, com foco na organização popular, na soberania alimentar e na valorização do campesinato. Em Sergipe, a Agrobio atua como gestora da unidade, garantindo a execução das atividades, a articulação comunitária e o cumprimento das diretrizes do programa. A atividade marcou o início de uma série de formações previstas para os meses de fevereiro e março. 

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