Rede Sementes da Vida

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BIOCA e MCP promovem plantio de espécies nativas do Cerrado em ação que reuniu equipe de filme e representantes locais

O compromisso com a conservação do Cerrado ganhou um novo capítulo no último sábado (8), em Simolândia, no Nordeste Goiano. Em uma ação que uniu meio ambiente, cultura e participação social, o Projeto BIOCA, o Movimento Camponês Popular (MCP), representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e integrantes do elenco e da produção do filme “Morrer Feito Homem” participaram do plantio de mais de 70 mudas de espécies nativas do Cerrado. A atividade teve como objetivo contribuir para a recuperação e conservação ambiental, além de sensibilizar diferentes segmentos da sociedade para a importância da proteção da vegetação nativa, das áreas próximas aos recursos hídricos e da biodiversidade do Cerrado. Entre as espécies plantadas estavam ipê, mangaba, jatobá e pequi, além de outras espécies frutíferas e ornamentais. A iniciativa também marcou a aproximação entre o trabalho de restauração ambiental desenvolvido pelo BIOCA e a produção cinematográfica que está sendo realizada na região. O filme “Morrer Feito Homem”, com produção de Joba Migliorin, envolve os municípios de Alvorada, Simolândia e Buritinópolis e contou com a participação de integrantes do elenco na ação ambiental. Participaram do plantio os atores Digão Ribeiro, Ênio Cavalcante, Démick Lopes e Laura Lufési, além de profissionais da produção do filme. A presença da equipe reforçou a possibilidade de aproximar diferentes áreas e transformar uma atividade cultural em oportunidade de mobilização e conscientização ambiental. Durante a atividade, os participantes receberam orientação técnica sobre os procedimentos adequados para o plantio e os cuidados necessários para favorecer o desenvolvimento das mudas. A equipe do BIOCA acompanhou a ação e compartilhou conhecimentos sobre a importância das espécies nativas e da recuperação de áreas degradadas. Para o projeto, iniciativas como essa contribuem para ampliar a compreensão de que a conservação do Cerrado depende da participação de diferentes atores. A união entre poder público, movimentos sociais, equipes técnicas, produtores culturais e comunidade permite compartilhar conhecimentos, responsabilidades e experiências, fortalecendo ações de proteção e recuperação ambiental. O plantio também representa uma contribuição concreta para a conservação do bioma, especialmente diante da importância das espécies nativas para a biodiversidade e para a manutenção dos recursos naturais. A participação do MCP na ação reforça o protagonismo dos movimentos camponeses na construção de práticas de cuidado com o território. Para o BIOCA, a parceria demonstra que a restauração ambiental pode ser construída de forma coletiva, envolvendo quem vive e atua diretamente nos territórios. Sobre o BIOCA O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) atua com ações voltadas à restauração ecológica, conservação da agrobiodiversidade e fortalecimento de iniciativas sustentáveis no Cerrado Goiano. O projeto é uma iniciativa da AGROBIO, com financiamento da Petrobras e do BNDES, por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do FUNBIO.

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Construção de cisternas avança no Nordeste Goiano como parte de parceria com o MDS que levará 120 tecnologias ao território

O Nordeste Goiano deu mais um passo significativo no combate à insegurança hídrica com o início da construção de seis cisternas em comunidades tradicionais da região. A ação contempla a comunidade Congonhas, no município de Cavalcante, e a comunidade Brejão, em Teresina de Goiás, com três unidades de armazenamento em cada uma. As obras integram uma ampla parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que tem como meta a implementação de 120 tecnologias sociais de acesso à água em todo o território. Essas primeiras construções marcam a fase prática de um compromisso voltado à garantia do direito à água potável e à melhoria das condições de vida das populações locais. Além da execução da infraestrutura física, o processo envolve trabalho de campo, diálogo comunitário e orientação sobre a gestão e o manejo adequado das cisternas, assegurando o uso sustentável dos recursos hídricos. Historicamente, comunidades como Congonhas e Brejão enfrentam os impactos de rigorosos períodos de estiagem e a escassez de infraestrutura de captação. A falta de reservatórios seguros faz com que as famílias dependam de fontes distantes ou inadequadas para o consumo diário, o que compromete a saúde, a rotina doméstica e a produção de alimentos para subsistência. Com a implantação das cisternas, as famílias passam a contar com uma solução eficiente para o aproveitamento das águas da chuva. Os reservatórios garantem o armazenamento seguro de água de qualidade para o consumo humano, o preparo de alimentos e o apoio a pequenos quintais produtivos e criações de animais. O avanço das obras nas primeiras seis unidades representa o início de uma transformação progressiva que alcançará o total de 120 famílias beneficiadas pelo projeto. A chegada da água em Congonhas e no Brejão traz impactos diretos na rotina das comunidades, promovendo autonomia, saúde, dignidade e fortalecimento da segurança alimentar. A parceria com o MDS reafirma a importância de políticas públicas articuladas que unem investimento governamental, tecnologia social e valorização dos saberes locais para enfrentar desigualdades hídricas históricas no Cerrado goiano. O andamento dos trabalhos segue acompanhado de perto pelas lideranças locais e moradores, que celebram cada reservatório construído como um passo fundamental rumo à meta total do projeto e ao desenvolvimento sustentável de todo o território.  

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Rede Sementes da Vida promove intercâmbio sobre tecnologias sociais, agroecologia e sementes crioulas no Pará

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil promoveu, nos dias 28 e 29 de julho, um intercâmbio em Santa Luzia do Pará (PA), reunindo agricultores e agricultoras, guardiões de sementes, organizações parceiras, técnicos e representantes de instituições comprometidas com o fortalecimento da agricultura familiar camponesa. A atividade integra o programa Terra à Mesa, do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e foi realizada em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP) e a Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia em Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV). Durante os dois dias de programação, os participantes trocaram experiências sobre agroecologia, tecnologias sociais, conservação da agrobiodiversidade e produção de alimentos, reforçando a importância da formação contínua, da cooperação e da construção coletiva do conhecimento para fortalecer os territórios camponeses. Tecnologias Um dos destaques do intercâmbio foi a colheita de arroz com demonstração da colheitadeira do Programa Arroz da Gente, tecnologia desenvolvida para atender às necessidades da agricultura familiar. Os participantes também acompanharam uma oficina de torração de arroz, que apresentou uma técnica de secagem utilizando o tradicional forno de farinha, valorizando os conhecimentos populares e agregando valor à produção das famílias agricultoras. Corredor agroecológico A programação incluiu ainda uma visita ao Corredor Agroecológico – Polo Irradiador de Santa Luzia do Pará, onde foram apresentadas experiências de manejo agroecológico, diversificação da produção, recuperação produtiva e conservação dos recursos naturais. O espaço tem se consolidado como uma referência para a experimentação e disseminação de práticas voltadas à transição agroecológica. Sementes crioulas Outro eixo da formação foi o melhoramento participativo de sementes crioulas. Agricultores e agricultoras aprofundaram conhecimentos sobre seleção, conservação, multiplicação e aprimoramento das variedades, fortalecendo a autonomia produtiva das famílias e a preservação da agrobiodiversidade. Além dos aspectos técnicos, o intercâmbio reforçou que as sementes crioulas representam um patrimônio construído ao longo de gerações, reunindo saberes, culturas e identidades fundamentais para a soberania alimentar e para o fortalecimento da agricultura familiar.

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BIOCA promove treinamento com drones para fortalecer ações de restauração ambiental no Cerrado Goiano

Investir em tecnologia para tornar mais eficientes as ações de restauração ambiental é uma das estratégias do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). Com esse objetivo, o projeto promoveu, nos dias 8 e 9 de julho, em parceria com o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG), da Universidade Federal de Goiás (UFG), uma formação em operação de drones e sensoriamento remoto voltada à equipe técnica e aos prestadores de serviço que atuam nas atividades de campo. A iniciativa foi realizada pelo núcleo Pró-vant, uma das áreas de atuação do Laboratório. O treinamento reuniu profissionais envolvidos na implantação e monitoramento das ações do BIOCA e combinou conteúdos teóricos e atividades práticas sobre planejamento de voos, legislação para uso de aeronaves remotamente pilotadas, processamento de imagens e aplicação do sensoriamento remoto no acompanhamento de áreas de restauração ambiental. Coordenada pelo professor Manuel Eduardo Ferreira, a formação contou com a instrução da  pesquisadora Mariana Taveira. Ela explicou que o curso foi elaborado a partir das necessidades apresentadas pela equipe do projeto, priorizando conteúdos voltados à realidade do trabalho desenvolvido em campo. “O curso foi pensado considerando a demanda da equipe, que precisava de uma formação bastante prática. Fizemos uma introdução sobre sensoriamento remoto, apresentamos os equipamentos utilizados pelo LAPIG e aprofundamos o funcionamento do drone que seria utilizado durante a capacitação. Também abordamos a legislação, que é fundamental para quem trabalha com esse tipo de tecnologia”, explicou. Segundo ela, após a etapa teórica, os participantes elaboraram seus próprios planos de voo, utilizando simuladores para treinar o controle das aeronaves e, posteriormente, realizaram voos em campo para colocar em prática o conhecimento adquirido.”Cada participante desenvolveu seu plano de voo, treinou inicialmente no simulador e depois realizou a operação do drone em campo. A turma teve um excelente desempenho, aprendeu rapidamente e demonstrou segurança durante todas as atividades. Foi uma experiência muito positiva”, destacou Mariana Taveira. Para o coordenador do Projeto BIOCA, Gustavo Silva, a incorporação de novas tecnologias representa um avanço importante para o monitoramento das áreas atendidas pelo projeto. “O curso é um importante passo para avançar nas questões de autonomia, gestão e fiscalização dos territórios. Essa autonomia é primordial para que os povos busquem celeridade ao acionar as autoridades competentes”, disse O técnico de campo Jeann Carlos Alves de Abreu, que participou da capacitação, ressaltou que o treinamento amplia as possibilidades de atuação da equipe em campo e contribui para tornar o acompanhamento das áreas mais preciso e eficiente. Já o mobilizador territorial do Projeto BIOCA, Elcivaldo Barbosa, a oficina representou uma oportunidade de ampliar conhecimentos e aproximar a equipe de uma tecnologia que será cada vez mais importante no acompanhamento das ações em campo. “Foi uma experiência muito positiva. Muitos de nós nunca tínhamos operado um drone, então a oficina permitiu conhecer os primeiros passos e entender o potencial dessa ferramenta para o nosso trabalho. Agora é continuar treinando e aperfeiçoando a prática para utilizar esse recurso de forma cada vez mais eficiente nas atividades do projeto”, destacou. Sobre o projeto O BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO, com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental, inovação tecnológica e desenvolvimento territorial.

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Agrobio contrata consultoria especializada em restauração para atuar no projeto Bioca Cerrado

A Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (AGROBIO), deu início, nesta terça-feira (07) ao processo seletivo para contratação de pessoa jurídica especializada em restauração ambiental para atuar no Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). O edital contempla a execução de ações de cercamento de áreas prioritárias, restauração de nascentes, controle de espécies invasoras, plantio de mudas nativas e monitoramento ambiental em áreas do Nordeste Goiano. Podem participar empresas com experiência comprovada na elaboração e execução de projetos de recuperação de áreas degradadas, restauração ecológica, implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e corredores agroecológicos, além de equipe técnica multidisciplinar habilitada e registrada nos respectivos conselhos profissionais. Entre os critérios de seleção estão a qualificação técnica da proposta e o menor preço apresentado. A contratação prevê a execução dos serviços ao longo de 12 meses, contemplando desde o planejamento técnico até o monitoramento das áreas restauradas, incluindo a recuperação de nascentes, cercamento de áreas prioritárias e manutenção das intervenções ambientais. As empresas interessadas devem encaminhar currículo da equipe técnica e proposta até o dia 22 de julho de 2026 (quarta-feira) para o e-mail agrobioinstitucional@gmail.com. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 29 de julho de 2026. Os serviços serão executados no âmbito do Projeto BIOCA, iniciativa da AGROBIO financiada pela Petrobras e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Serviço Seleção: Contratação de pessoa jurídica especializada em restauração ambientalInscrições: De 07 de junho a 22 de julho de 2026Envio das propostas: agrobioinstitucional@gmail.comResultado: 29 de julho de 2026.

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BIOCA promove oficinas sobre cooperativismo popular e fortalece debate sobre autonomia territorial no Nordeste Goiano

Fortalecer a organização comunitária, ampliar o acesso a mercados e estimular formas coletivas de produção foram os principais objetivos das oficinas “Cooperativismo Popular e Movimento Camponês: autonomia territorial e agroindústria no Nordeste Goiano”, promovidas pelo Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA). As atividades aconteceram em Alvorada do Norte e na Comunidade Quilombola Kalunga Ema, em Teresina de Goiás, nos dias 1º e 2 de julho. Realizadas em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Prefeitura de Alvorada do Norte, Associação Quilombola Kalunga (AQK) e o Movimento Camponês Popular (MCP), as oficinas reuniram agricultores familiares, assentados, lideranças comunitárias e moradores da região para refletir sobre alternativas de fortalecimento da economia local a partir da cooperação, da agroindústria e da valorização dos territórios tradicionais.  Responsável pela condução das oficinas, e coordenador da Casa Projetos Sociais da UFG,  Flávio Pereira Diniz , apresentou conceitos fundamentais sobre cooperativismo popular, agricultura familiar e incubação social de cooperativas e associações. Durante os encontros, ele explicou as diferenças entre associações e cooperativas, esclareceu dúvidas dos participantes e apresentou experiências que demonstram como a organização coletiva pode fortalecer os empreendimentos rurais. Segundo o professor, “uma associação é formada por pessoas que compartilham interesses comuns e tem finalidade social, cultural, comunitária ou de representação, sem objetivo de distribuir lucros entre seus integrantes”. Já a cooperativa é uma organização econômica criada para produzir, comercializar, comprar ou prestar serviços de forma coletiva, permitindo que os cooperados dividam os resultados obtidos com a atividade. Também procuramos compreender se esses grupos têm interesse em construir uma cooperativa em parceria com a universidade, fortalecendo iniciativas já existentes nos territórios, disse Flávio Pereira Diniz. Técnico de Campo do projeto Bioca,  Jeann Carlos Alves de Abreu destacou que a organização comunitária é um dos pilares para fortalecer as ações de restauração ambiental e ampliar as oportunidades para as famílias rurais. Segundo ele, iniciativas como as oficinas aproximam conhecimento técnico e saberes locais, criando condições para que as comunidades construam soluções coletivas para seus desafios. “O Bioca trabalha diretamente com as famílias na implantação de Sistemas Agroflorestais, na restauração de áreas degradadas e na valorização da produção local. Falar sobre cooperativismo e associativismo é importante porque essas formas de organização fortalecem os produtores, facilitam o acesso a mercados, agregam valor aos produtos e tornam as comunidades mais autônomas. Quando as pessoas trabalham juntas, elas conseguem produzir mais, comercializar melhor e cuidar do território de forma coletiva”, afirmou. Espaço para trocas Além das apresentações, as oficinas estimularam a participação ativa dos moradores, que compartilharam experiências sobre produção agrícola, extrativismo, comercialização e os desafios enfrentados pelas comunidades para agregar valor aos produtos do Cerrado. As discussões também abordaram o papel das organizações coletivas na construção da autonomia territorial, na gestão compartilhada dos empreendimentos e no fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Sobre o BIOCA O BIOCA é uma iniciativa da AGROBIO com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental, organização comunitária e desenvolvimento territorial.

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Capacitação e mutirão fortalecem sementes crioulas e agroecologia em Nova Timboteua 

O projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil promoveu, nesta sexta-feira (26), uma capacitação sobre Melhoramento Participativo de Sementes Crioulas e um Mutirão de Implantação de um Polo Irradiador de Corredores Agroecológicos em Nova Timboteua (PA). A atividade reuniu agricultores do município, lideranças do Movimento Camponês Popular (MCP), representantes da Associação Nacional de Agrobiodiversidade dos Povos da Amazônia e Defesa do Meio Ambiente e da Vida (ANAPAMAV), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Secretaria Municipal de Agricultura e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nova Timboteua (STTR), fortalecendo o diálogo entre conhecimento técnico e saberes populares. Os participantes aprofundaram os conhecimentos sobre seleção e conservação de sementes crioulas, estratégia para fortalecer a autonomia das famílias agricultoras e ampliar a agrobiodiversidade nos territórios. Em seguida, o grupo participou do mutirão para implantação do Polo Irradiador, espaço que contribuirá para a multiplicação de sementes e a expansão dos corredores agroecológicos na região. Executado pela Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio) a iniciativa integra o projeto Rede Sementes da Vida, desenvolvido por meio do programa Terra à Mesa, do Governo Federal, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). 

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BIOCA realiza oficina de educação ambiental e fortalece debate sobre território e conservação no PA Rio Corrente

Com o tema: Direitos e Deveres do Assentado, Meio Ambiente e Território, a equipe do Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA), realizou nesta quinta-feira (25) uma roda de conversa sobre educação ambiental. A iniciativa, que reuniu moradores do Projeto de Assentamento Rio Corrente, em Alvorada do Norte, contou com a parceria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR) de Alvorada do Norte, da Saneago e da Associação do P.A. Rio Corrente. A atividade promoveu um espaço de troca de conhecimentos e permitiu que os moradores compartilhassem suas percepções sobre o território, os desafios enfrentados e as possibilidades de construção coletiva de soluções voltadas à proteção do Cerrado. Fortalecimento Presidente da Associação do PA Rio Corrente, Adeilson Moura, destacou a importância do encontro para aproximar as instituições das famílias assentadas e ampliar o acesso às informações. “Esse diálogo é muito importante para a comunidade. Muitas vezes as pessoas têm dúvidas sobre as questões ambientais e sobre seus direitos. Quando as instituições vêm até o assentamento, isso fortalece a organização da comunidade e ajuda na preservação do nosso território”, afirmou. RL e APP Além de apresentar conceitos sobre legislação ambiental e função das RL e App, a Sematur de Alvorada do Norte explicou o papel da fiscalização ambiental no território, as atribuições dos órgãos ambientais e a importância da atuação preventiva. A proposta foi esclarecer que a fiscalização deve atuar como instrumento de orientação e proteção dos recursos naturais, contribuindo para o bem-estar das comunidades e para a conservação do patrimônio ambiental.  “Muito mais do que uma exigência legal, as áreas protegidas garantem a manutenção dos recursos naturais, a proteção das nascentes e contribuem diretamente para a qualidade de vida das comunidades rurais”, ressaltou o secretário Leonardo Carvalho. Direitos e deveres dos assentados Manoel Freitas, do Grupo de Gestão Ambiental do INCRA, apresentou informações sobre a legislação agrária, os direitos e os deveres das famílias assentadas. Durante a exposição,abordou temas como o acesso às políticas de crédito rural, e questões relacionadas à infraestrutura dos assentamentos.  Freitas também enfatizou a importância da conservação das APPs e das Reservas Legais, alertando para a necessidade de evitar a entrada de animais nessas áreas, o descarte irregular de resíduos e outras práticas que possam comprometer as nascentes e a vegetação nativa. “Conhecer os direitos e deveres é fundamental para fortalecer os assentamentos e garantir segurança às famílias. A informação é uma ferramenta importante para o desenvolvimento dos territórios”, destacou. Água e bioindicadores A equipe da Saneago abordou sobre a qualidade da água e a utilização de bioindicadores como ferramentas de monitoramento ambiental. Os Agentes Ambientais Adriana Avelina e Inocêncio Sousa, do Núcleo de Educação Ambiental da companhia, explicaram que determinadas espécies da fauna e da flora funcionam como indicadores da qualidade dos ambientes aquáticos e podem auxiliar na identificação de alterações nos recursos hídricos. “Os bioindicadores ajudam a compreender a saúde dos rios, das nascentes e das águas subterrâneas. Conhecer esses sinais permite que as comunidades acompanhem as condições ambientais do território”, explicou. A discussão também envolveu a qualidade da água utilizada pela população, os cuidados com nascentes, poços e cursos d’água e a importância da conservação das áreas de recarga hídrica. Bioca Técnico de Campo do Projeto Bioca, Hebson Limão apresentou as ações desenvolvidas no assentamento e na região, destacando os Sistemas Agroflorestais (SAFs), as áreas de preservação e as iniciativas de restauração ambiental. Segundo ele, o projeto busca integrar produção agrícola, recuperação ambiental e fortalecimento da agricultura familiar. “Apresentamos as experiências dos SAFs implantados na comunidade e mostramos como essas práticas contribuem para a recuperação das áreas, a produção de alimentos e a conservação da biodiversidade. Falamos ainda sobre os corredores agroecológicos, às sementes crioulas, soberania alimentar e a importância do Cerrado”, disse. Sobre o projeto O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica, na conservação da agrobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano, promovendo ações integradas de recuperação ambiental e desenvolvimento territorial.

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Planejamento fortalece ações do projeto Rede Sementes da Vida no Maranhão

Integrantes do projeto Rede Sementes da Vida: cultivando a agrobiodiversidade e fortalecendo a agroecologia no Brasil participaram neste domingo (21), de um encontro de planejamento na Casa Familiar Rural La Salle, em Presidente Médici (MA), para avaliar as ações desenvolvidas ao longo do primeiro semestre e definir as estratégias para a próxima etapa de execução do projeto. A atividade reuniu parceiros locais para fortalecer o acompanhamento das iniciativas voltadas à agricultura familiar e à agroecologia. Durante o encontro, a equipe fez um balanço das atividades realizadas nos territórios, com destaque para a implantação dos 16 corredores agroecológicos, analisando os avanços alcançados, os desafios encontrados e as oportunidades de aprimoramento das ações. A programação também incluiu a construção do calendário de atividades do segundo semestre, alinhando as próximas etapas de formação, assistência técnica e implantação de novos corredores. A agenda foi encerrada com uma visita à Reserva Legal (RL) do sítio Bem Viver do agricultor Everaldo Pereira Costa. De acordo com o Agente de Transição Agroecológica do Projeto, Francisco Machado, a iniciativa foi uma oportunidade para conhecer experiências de conservação ambiental e reforçar a integração entre produção e conservação dos recursos naturais. O projeto Rede Sementes da Vida é executado pela AGROBIO, por meio do programa Terra à Mesa, do Governo Federal, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Movimento Camponês Popular (MCP). 

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Semana do Meio Ambiente: Equipe do Projeto BIOCA participa de atividade em escola de Divinópolis de Goiás

Em comemoração a Semana do Meio Ambiente, realizada em junho, a equipe técnica do projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: Restauração de Áreas Degradadas e Sustentabilidade Socioeconômica no Cerrado Goiano (BIOCA) participou de uma programação educativa realizada na Escola Municipal Luiz Pereira Cirineu, em Divinópolis de Goiás. A ação reuniu cerca de 90 estudantes, professores e representantes de instituições parceiras em palestras e atividades práticas sobre conservação ambiental, reflorestamento e proteção do Cerrado. Além da equipe técnica do BIOCA, a programação contou com a participação da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, do Movimento Camponês Popular (MCP) e de integrantes do FAEG Jovem. Ao longo do encontro, os estudantes discutiram temas como queimadas, desmatamento, mudanças climáticas, restauração ambiental e a importância da vegetação nativa para a qualidade de vida das comunidades. A abertura das atividades foi marcada por uma mística conduzida pela coordenadora do MCP,Ilmaria José Lima silva, que destacou a relação entre os povos do campo e o cuidado com a natureza. Em seguida, os integrantes do FAEG Jovem, Jesuína Ferreira da Silva e Marcello Alves Vila Real Junior, conversaram com os estudantes sobre os impactos ambientais e a importância da conservação dos recursos naturais. Segundo Jesuína, a participação dos alunos demonstrou que a temática ambiental já faz parte do cotidiano das famílias e das comunidades. “Os estudantes participaram bastante, trazendo exemplos do dia a dia e demonstrando preocupação com as queimadas, o aumento das temperaturas e a importância das árvores para melhorar a qualidade de vida”, afirmou. O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Jair Lima, abordou os impactos das queimadas e do desmatamento, ressaltando os prejuízos causados à fauna, à vegetação e à saúde da população. Representando o BIOCA, o técnico Jeann Carlos Alves de Abreu apresentou os conceitos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, destacando a importância da recomposição da vegetação nativa para a proteção do solo, da água e da biodiversidade. Durante a palestra, também foram apresentados exemplos das ações desenvolvidas pela AGROBIO e pelo BIOCA na região, incluindo a recuperação de áreas degradadas, a implantação de Sistemas Agroflorestais e a conservação da agrobiodiversidade do Cerrado. Outro tema abordado foi a importância das sementes crioulas para a soberania alimentar e a autonomia das famílias agricultoras. O milho crioulo foi apresentado como exemplo de variedade adaptada aos territórios e fundamental para a conservação da diversidade agrícola. Oficina de mudas Os estudantes participaram ainda de uma oficina prática de produção de mudas de baru, espécie nativa do Cerrado. Foram distribuídos 80 recipientes com terra e sementes, que permanecerão na escola sob os cuidados dos próprios alunos. A proposta é que os estudantes acompanhem o desenvolvimento das mudas e participem futuramente de atividades de plantio em áreas verdes do município. Para Jeann Carlos Alves de Abreu, a educação ambiental é uma ferramenta importante para aproximar os jovens da realidade do Cerrado e estimular o cuidado com os recursos naturais. “Se cada pessoa fizer a sua parte, é possível transformar as paisagens e recuperar áreas degradadas. O reflorestamento é fundamental para garantir água, proteger a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das comunidades”, destacou. Sobre o projeto O BIOCA, iniciativa da AGROBIO, conta com financiamento da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital Corredores de Biodiversidade – Floresta Viva, cuja gestão é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O projeto atua na restauração ecológica e no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no Cerrado Goiano.

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